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Safra de alho em SC deve alcançar 8,6 mil toneladas e ampliar a oferta em 2025/2026

A safra de alho 2025/2026 em Santa Catarina avança com expansão da área cultivada e aumento expressivo da produção, mas enfrenta um cenário de forte retração nos preços pagos ao produtor e no mercado atacadista.

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Plataforma da Epagri disponibiliza favorabilidade térmica para ocorrência de pragas do milho

O milho é base da produção animal em Santa Catarina. O que não é pouca coisa, já que no ano passado o Estado se firmou como o maior exportador de suínos do país e permaneceu na segunda colocação quando se trata de comercialização de aves para o exterior. Em 2025 o Estado produziu 910,5 milhões de aves e 18,3 milhões de cabeças de suínos.

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Epagri de Campos Novos desenvolve primeiro cultivar de linho dourado de Santa Catarina

A Estação Experimental da Epagri em Campos Novos está na fase final de desenvolvimento de um novo cultivar de linho dourado. A linhaça, amplamente utilizada na alimentação humana por quem busca uma dieta saudável e equilibrada, também é empregada na produção de óleos, tintas, vernizes e rações. Sua produção pode representar uma nova fonte de renda para os agricultores catarinenses. O lançamento do cultivar está previsto para dezembro de 2026.

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Parceria entre Epagri e setor produtivo marca abertura da colheita do arroz em SC

Uma celebração à qualidade e capacidade produtiva do arroz catarinense marcou a 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 em São João do Itaperiú, na última sexta, 23, reunindo produtores, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras. A estimativa é que sejam colhidas até março 1,2 milhão de tonelada de arroz.

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Santa Catarina exporta 2 milhões de toneladas de carnes em 2025 e bate recorde histórico no comércio internacional do setor

Santa Catarina encerrou 2025 com desempenho recorde nas exportações de proteínas animais. No acumulado do ano, o Estado exportou 2 milhões de toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) com receitas de US$ 4,50 bilhões, registrando crescimento de 2,8% em volume e de 8,4% em valor em relação a 2024. Os resultados são os melhores da série histórica iniciada em 1997, e consolidam o protagonismo catarinense no comércio internacional do setor.

Foto: Divulgação/SAPE

Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em 2025, SC foi responsável por 19,5% do volume de carnes exportadas pelo Brasil, sendo o segundo principal Estado exportador de carne do país.

“Temos uma produção de excelência, por isso todo mundo quer comprar do nosso Estado. Esse é o resultado do trabalho duro do nosso produtor, de toda a cadeia produtiva e do trabalho sério do Governo do Estado para manter a sanidade dos rebanhos e abrir novos mercados”, destaca o governador Jorginho Mello.

Somente em dezembro, os embarques catarinenses totalizaram 193 mil toneladas, com receita de US$ 428,6 milhões. Na comparação com novembro de 2025, o crescimento foi de 23,5% em volume e de 21,6% em valor. Frente a dezembro de 2024, as altas chegaram a 14,1% em quantidade e 17% em receita.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números reforçam a força e a competitividade do agro catarinense. “Graças ao nosso status sanitário reconhecido internacionalmente, exportamos proteína animal para mais de 150 países. Superamos desafios e alcançamos resultados históricos em 2025. Isso é fruto do trabalho incansável dos produtores, das agroindústrias e do apoio permanente do Governo do Estado, com a liderança do governador Jorginho Mello, para fortalecer toda cadeia produtiva e ampliar a presença internacional dos nossos produtos”, destaca Chiodini. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, junto com as empresas vinculadas Cidasc e Epagri tem atuado para manter a sanidade e dar apoio por meio das políticas públicas.

Carne de frango

No acumulado de 2025, Santa Catarina exportou 1,20 milhão de toneladas de carne de frango, com receita de US$ 2,45 bilhões. Em relação ao ano anterior, houve aumento de 3% em quantidade e de 6,9% em valor. Esse é o maior faturamento da série histórica, iniciada em 1997, e o terceiro melhor resultado em volume.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl explica que a Arábia Saudita foi o principal destino da carne de frango catarinense no ano passado, respondendo por 11,9% da receita anual, seguida pelos Países Baixos (11,6%) e Japão (10,4%). No consolidado do ano, Santa Catarina respondeu por 25,6% da receita e 23,3% do volume exportado de carne de frango pelo Brasil, mantendo-se como o segundo maior exportador nacional do produto.

Foto: Divulgação/SAPE

Carne suína

As exportações de carne suína também atingiram patamar histórico em 2025. No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 748,8 mil toneladas, com receitas de US$ 1,85 bilhão, registrando crescimento de 4,1% em quantidade e de 9,4% em valor em relação a 2024. Esse é o melhor desempenho anual da série histórica, tanto em volume quanto em receita, mantendo Santa Catarina como o maior produtor e exportador de carne suína do país.

O Estado respondeu por 50,9% do volume e 51,8% da receita total das exportações brasileiras de carne suína no período. Os três principais destinos da carne suína catarinense em 2025 foram o Japão (21% da receita total), as Filipinas (19,2%) e a China (15,6%). Destaca-se o crescimento das exportações para o México, país que atingiu recentemente a quarta posição no ranking catarinense, com aumentos de 78,7% em quantidade e 82,8% em receita ante 2024.

Outros destaques
Além das carnes de frango e suína, Santa Catarina apresentou avanço significativo nas exportações de carne de perus, com aumento de 6,9% em quantidade e expressivo crescimento de 60,3% em receita. O Estado foi responsável por 44,8% do volume e 48% das receitas brasileiras com esse produto, consolidando-se como o principal exportador nacional.

Safra de cereais de inverno encerra ciclo com desafios para o trigo e oportunidades para aveia e cevada em Santa Catarina

A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim marcada por trajetórias distintas entre trigo, aveia e cevada. A combinação de preços pressionados no mercado internacional e menor atratividade econômica reduziu a área cultivada com trigo no estado. Por outro lado, aveia e cevada se constituem em alternativas de inverno importantes para geração de renda, diversificação da produção e conservação de solo.

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50 anos de pesquisa: como a Epagri transformou Santa Catarina no maior produtor nacional de cebola

A produtividade da cebola em Santa Catarina cresceu cerca de 300% nos últimos 50 anos, desde a criação da Empasc, empresa pública de pesquisa agropecuária que deu origem à Epagri. O rendimento médio cresceu de 7,2 toneladas por hectare para 28,8 t/ha. O resultado se deve principalmente ao trabalho da Epagri de desenvolvimento de novas tecnologias de produção e de cultivares mais resistentes e atrativos comercialmente. 

Ações da Epagri de desenvolvimento de novas tecnologias de produção e de cultivares mais resistentes e atrativos impulsionaram produtividade da cultura da cebola (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Os dados são da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicação elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). A produção de cebola envolve cerca de oito mil famílias de agricultores que têm na cultura uma importante fonte de renda. Do ponto de vista econômico, a cebola é a hortaliça que apresenta o maior valor bruto de produção, movimentando entre R$ 600 a 900 milhões por ano.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, destaca que a empresa teve um papel preponderante na transformação do cultivo da cebola no Estado, levando Santa Catarina à liderança na produção nacional da hortaliça. Para ele, o desempenho da cebolicultura é fruto de um trabalho que nasce nas estações experimentais, mas ganha força de verdade quando chega às mãos dos agricultores. 

“A história do cultivo da cebola no Estado é também a história da confiança do produtor nas soluções que nós da Epagri construímos junto com eles. Nosso compromisso sempre foi oferecer ciência aplicada, tecnologias acessíveis e informação qualificada para que cada família agricultora pudesse produzir com mais segurança, eficiência e renda”, afirma Leite.

Hoje, a cebola integra a seleta lista dos produtos agropecuários catarinenses que são campeões de produção no Brasil. Dados do Observatório Agro Catarinense referente à safra 2024/2025 mostram que Santa Catarina responde por um terço da área plantada (19.295 hectares) e da produção (556.484 toneladas), com destaque para a cidade de Ituporanga, a capital nacional da cebola.

Variedades mais resistentes

Um dos principais marcos da pesquisa da Epagri em benefício da produção de cebola é o desenvolvimento de novos cultivares. Ao longo de sua história, a empresa lançou 10 variedades com o objetivo de ampliar o potencial produtivo, garantir boa conservação pós-colheita e se aproximar das características que agradam o consumidor. O primeiro cultivar, Empasc 351 – Seleção Crioula, foi lançado em 1984 e marcou a redução da dependência de sementes vindas do Rio Grande do Sul.

Desde então, outras variedades foram sendo incorporadas ao portfólio, até chegar à atual campeã de preferência entre produtores e comerciantes: a SCS373 Valessul. Lançada em 2017, ela já responde por mais da metade da área plantada de cebola em Santa Catarina. A Valessul combina as principais vantagens das duas variedades líderes antes de sua chegada — Bola Precoce e Crioula Alto Vale — reunindo maior resistência a pragas e doenças, além de excelente capacidade de armazenamento e transporte.

Desenvolvida pela Epagri, Valessul é a atual campeã de preferência entre produtores, comerciantes e consumidores (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Para o gerente da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, Gerson Wamser, essas características fazem muita diferença na rotina do produtor e no desempenho da cadeia como um todo. “A maior durabilidade no armazenamento permite ao agricultor comercializar a cebola em períodos de preços mais favoráveis, enquanto a resistência às pragas reduz custos com agrotóxicos. Já a casca vermelho-amarronzada, mais firme e aderente, conquistou o consumidor e contribuiu para o sucesso da Valessul no mercado”, destaca.

Sistemas de produção eficientes

A pesquisa da Epagri também foi protagonista no desenvolvimento de sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis ambientalmente para a cebolicultura, proporcionando melhor custo/benefício para o produtor. Entre eles, o Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), método agrícola que tem como principais pilares o revolvimento da terra limitado à linha da semeadura e a cobertura permanente do solo por meio de palhadas e plantas leguminosas. 

A cebolicultura se concentra em áreas suscetíveis à erosão e com solos bastante frágeis. Com as técnicas do SPDH, houve tanto controle da erosão quanto melhoria das condições do solo e redução do uso de produtos agroquímicos. O resultado direto na produção, segundo pesquisas realizadas pela Estação Experimental de Ituporanga, foi um aumento de até 22% no rendimento da cebola. 

Técnicas como o Plantio Direto contribuíram para sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, ampliando a produtividade

Outro método desenvolvido pela Epagri para os produtores de cebola é o Sistema de Produção Integrada de Cebola (SISPIC). Conforme explica o pesquisador da Estação Experimental de Urussanga, Francisco Olmar Gervini de Menezes Júnior, trata-se de um conjunto de orientações técnicas que tem o objetivo de produzir alimento seguro e sustentável. Ao mesmo tempo em que contribui para o aprimoramento da gestão da propriedade, ele traz redução de custos e agrega valor ao produto, melhorando a renda e diminuindo perdas e desperdícios. 

O sistema ganhou projeção nacional e internacional. Em 2016, o SISPIC foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como um exemplo de desenvolvimento sustentável agrícola e passou a fazer parte da plataforma digital de boas práticas da organização. Em 2022, o Governo Federal o transformou em uma norma técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Câmara Setorial de Grãos discute impactos do clima na safra de milho

No dia 10 de dezembro de 2025, a Câmara Setorial de Grãos reuniu, em formato on-line, especialistas do Brasil, da Esalq/Cepea e dos Estados Unidos para discutir o cenário do milho no Sul do país e as perspectivas para 2026. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária por meio da SAPE/CEDERURAL SC, teve como objetivo analisar a situação da safra, o comportamento do mercado e as projeções para o próximo ano.

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Epagri apresenta estratégias para fortalecer a cadeia produtiva do leite

Na quinta-feira, 4, a Epagri sediou uma reunião em Florianópolis para avaliar o atual panorama socioeconômico e os desafios do setor leiteiro. A iniciativa do encontro foi da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), que reuniu lideranças do segmento, parlamentares e a Cidasc. O evento teve como foco a busca por soluções para aumentar a competitividade da cadeia produtiva e apresentar os programas do Governo do Estado, que neste ano somam mais de R$ 216,3 milhões em apoio direto aos produtores de leite.

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Sustentabilidade: como a Epagri contribui para reduzir o impacto do campo no aquecimento global

Santa Catarina é o 6º estado que menos contribui para o aquecimento global, segundo ranking do Observatório do Clima, e tem evoluído positivamente neste sentido no setor agropecuário. Entre 2022 e 2024, o estado reduziu as emissões em 15,2 milhões de toneladas, cerca de 20% da meta estabelecida pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Mais da metade do volume (8,8 milhões de toneladas) foi mitigada por meio de tecnologias implementadas pela Epagri. 

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