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Cepa conta com nova gerente

Durante o mês de outubro, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) passou a ser gerenciado pela economista Glaucia de Almeida Padrão, que atuou como analista por mais de uma década. Nesse período, dedicou-se, principalmente, às análises da cadeia produtiva do arroz e participou da criação do Observatório Agro Catarinense.

Economista Glaucia de Almeida Padrão assume gerência da Epagri/Cepa (Foto: Cristiele Deckert/Cepa)

Graduada em Ciências Econômicas, Glaucia possui mestrado e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa. Ao ingressar na Epagri, em 2014, assumiu a análise das cadeias produtivas de soja e milho e também atuou na cadeia do arroz, na qual permaneceu até 2026. Ao longo de sua trajetória no Cepa, acumulou experiência em estimativas de safra, análise dos preços de terras agrícolas e elaboração de indicadores de comércio exterior e do Valor da Produção Agropecuária (VPA). Também participou do cálculo do PIB nacional, nas contas regionais, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2021, integrou a equipe responsável pela criação do Observatório Agro Catarinense e, posteriormente, atuou como uma das coordenadoras do projeto. No primeiro semestre de 2026, trabalhou na Diretoria de Gestão de Pesquisa e Inovação (DGPI), acompanhando as metas de execução física e financeira do programa SC Rural.

Glaucia destaca a importância do trabalho desenvolvido pelo Cepa para o agronegócio catarinense.

“Assumir a gerência da Epagri/Cepa é um novo desafio e uma oportunidade de contribuir para o fortalecimento da pesquisa socioeconômica, valorizando o trabalho da equipe e ampliando a geração de informações estratégicas para a tomada de decisões e desenvolvimento da agropecuária catarinense.”

Segundo Glaucia, a expectativa é dar continuidade ao trabalho de produção e disseminação de informações que contribuam para o planejamento estratégico e a tomada de decisões no meio rural catarinense.

Por: 

Cristiele Deckert

Jornalista | Bolsista Fapesc Epagri/Cepa

📧 cristieledeckert@epagri.sc.gov.br

 

Boletim Agropecuário de outubro produzido pela Epagri/Cepa está disponível para consulta 

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) disponibilizou, nesta terça-feira (20), a edição de outubro do Boletim Agropecuário de Santa Catarina. A publicação reúne indicadores atualizados e análises elaboradas pelos técnicos do Centro, que ajudam a compreender o desempenho das principais cadeias produtivas, identificar tendências de mercado e orientar decisões estratégicas para o agronegócio catarinense. O material apresenta informações sobre preços, produção e condições climáticas. Acesse a edição completa neste link.

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Produção de ovos cresce em Santa Catarina e fortalece atividade no agro

Santa Catarina alcançou, em 2025, o maior volume de produção de ovos da série histórica iniciada em 2012. Foram 121 milhões de dúzias destinadas ao consumo, resultado que colocou o estado na 10ª posição entre os produtores brasileiros e respondeu por 3% da produção nacional, segundo o IBGE.

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Exportações de carnes de Santa Catarina entram no radar diante de novas exigências europeias

A União Europeia (UE) suspendeu, a partir desta quinta-feira (3), a autorização para o Brasil exportar ao bloco bovinos, equídeos, aves de capoeira, produtos da aquicultura, mel e tripas. A medida está relacionada ao cumprimento das exigências europeias para o uso de medicamentos antimicrobianos e reflete o endurecimento das regras sanitárias, de rastreabilidade e sustentabilidade. Diante desse cenário, a Epagri/Cepa elaborou uma análise de conjuntura sobre os possíveis impactos da medida, que será publicada juntamente com a próxima edição do Boletim Agropecuário.

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Epagri/Cepa publica novo Boletim Agropecuário de Santa Catarina

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) publicou, nesta segunda-feira (17), a edição de agosto do Boletim Agropecuário de Santa Catarina. A publicação reúne análises atualizadas sobre produção, preços, condições climáticas e mercado, oferecendo um panorama da conjuntura das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense. O conteúdo completo desta edição está disponível neste link.

 

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Exportações de carnes de SC somam 1,24 milhão de toneladas no ano

Santa Catarina encerrou os primeiros sete meses de 2026 com recorde nas exportações de carnes, tanto em volume quanto em receitas. Os dados, divulgados pela Epagri/Cepa por meio do Observatório Agro Catarinense, mostram que o estado embarcou 1,24 milhão de toneladas de carnes entre janeiro e julho, incluindo frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras espécies. O faturamento chegou a US$ 2,84 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 9,0% no volume e de 12,6% nas receitas. 

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Epagri/Cepa divulga edição de julho do Boletim Agropecuário

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) publicou, nesta sexta-feira (17), a edição de julho do Boletim Agropecuário. A publicação reúne análises atualizadas sobre produção, preços, condições climáticas e mercado, oferecendo um panorama da conjuntura das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense. O conteúdo completo desta edição está disponível neste link.

 
Epagri/Cepa publica a edição de julho do Boletim Agropecuário com dados do agro de SC (Foto: Divulgação Epagri)

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SC bate novo recorde no agro com VPA de R$ 75,1 bilhões e crescimento de 12% em 2025

Após um ano de retração, o agronegócio catarinense voltou a ganhar fôlego em 2025, impulsionado pela normalização das condições climáticas, pela recuperação dos preços e pela expansão da produção física. O resultado foi o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) da série histórica, que alcançou R$75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024. Descontada a inflação, o avanço real foi de 12,5%, revertendo a queda real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma trajetória de crescimento médio real de 4,3% ao ano na última década.

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O Governo do Estado, por meio da Epagri/Cepa, irá mensurar pela primeira vez o PIB do agronegócio de Santa Catarina

Santa Catarina inicia mensuração do PIB do agronegócio para medir o peso do setor na economia estadual (Foto: Epagri/Cepa)

Santa Catarina dará um passo inédito ao mensurar, de forma sistemática e com base técnica consistente, o peso do agronegócio em sua economia. O projeto coordenado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) irá calcular o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio catarinense a partir de metodologias já consolidadas no país, adaptadas às especificidades produtivas do estado e fundamentadas em dados atualizados e compatibilizados. A iniciativa preenche uma lacuna histórica nas estatísticas econômicas catarinenses, ao permitir uma mensuração integrada das cadeias agroindustriais e qualificar o planejamento e a formulação de políticas públicas.

Com duração prevista de seis anos — divididos em três fases de dois anos cada — o projeto conta, em sua primeira etapa, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Edital CP 44/2025. Nesta fase inicial, o objetivo é adaptar metodologias já consolidadas à realidade de Santa Catarina e realizar um cálculo preliminar da contribuição do agronegócio para a economia estadual. 

O estudo, além da produção agropecuária dentro da porteira, incorpora também os setores de insumos, agroindústria, transporte, comércio e demais serviços diretamente ligados às cadeias produtivas do agro, oferecendo uma visão mais completa do peso econômico do setor no estado. O projeto é relevante diante do papel estratégico do agronegócio catarinense, um dos pilares da economia do Estado. Apesar de sua importância na geração de renda, empregos e exportações, Santa Catarina ainda carece de um sistema próprio, periódico e atualizado que permita dimensionar a participação do setor na economia estadual.

Levantamentos acadêmicos já buscaram mensurar a participação do agronegócio no PIB de Santa Catarina ao longo das últimas décadas, com resultados que evidenciam o peso do setor na economia estadual. Estudos realizados por Guilhoto (2007), Sesso-Filho (2018) e Luz e Fochezatto (2023) e seus co-autores,  para os anos entre 2000 e 2010 indicam que o agronegócio respondeu por parcelas expressivas do PIB catarinense, variando de 30% a 54%, a depender do ano analisado e da metodologia adotada. Este histórico confirma a relevância do setor e a importância de análises mais padronizadas sobre sua contribuição econômica. 

Resultados já mensurados do PIB do agronegócio

Em nota técnica preliminar, a equipe do projeto PIB do Agronegócio Catarinense estimou o agronegócio brasileiro para os anos de 2010, 2015 e 2021, utilizando a metodologia proposta por Montoya e estimou a matriz de insumo-produto com o método de Guilhoto e Sesso Filho. Os resultados indicam que a participação do agronegócio no PIB nacional passou de 20% em 2010 para 21% em 2015 e 26% em 2021. No mesmo período, a participação da renda deste setor se manteve em 21% para 2010 e 2015, alcançando aproximadamente 27% em 2021. Na geração de empregos, o agro passou de 30% em 2010 para 28% em 2015, retornando a 30% em 2021, reforçando a relevância para a economia brasileira.

No país, alguns estados já contam com o cálculo sistemático do PIB do agronegócio realizado por instituições de pesquisa, como a Fundação João Pinheiro (Minas Gerais) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que produz o indicador para São Paulo, Rio de Janeiro e também Minas Gerais.

Análise econômica do agronegócio em SC

Em Santa Catarina, a Epagri/Cepa pretende assumir esse papel e se consolidar como referência na produção e sistematização de informações sobre a economia do agronegócio estadual. A iniciativa reúne uma equipe multidisciplinar e busca suprir a ausência de uma metodologia institucionalizada, oferecendo subsídios técnicos para políticas públicas e o planejamento agrícola.

Além da mensuração do PIB, o projeto pretende aprofundar a análise sobre o funcionamento do agronegócio e suas interações com outros setores da economia catarinense. De acordo com a analista em Socioeconomia da Epagri/Cepa, Dra. Andréa Castelo Branco, a iniciativa vai além do indicador agregado ao adotar instrumentos capazes de detalhar as relações entre os diferentes segmentos da economia, identificar cadeias agroindustriais com maior potencial de geração de emprego, renda e arrecadação e simular impactos de mudanças na demanda do setor.

“Embora importante, a mensuração do PIB do agronegócio, isoladamente, não explica o funcionamento do setor. Por isso, além de calcular sua participação no PIB de Santa Catarina, o projeto utilizará a Matriz Insumo-Produto inter-regional para analisar as relações entre os diferentes setores da economia, identificar cadeias agroindustriais com maior potencial de geração de emprego, renda e arrecadação e simular os impactos de mudanças na demanda do agronegócio”, afirma a analista.

Ao estabelecer uma base metodológica institucionalizada e periódica, a iniciativa liderada pela Epagri/Cepa, com apoio da Fapesc, estabelece um marco na mensuração do agronegócio catarinense. A proposta deve oferecer subsídios técnicos qualificados aos formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão, fortalecendo o planejamento agrícola e o desenvolvimento econômico sustentável do estado.

No vídeo abaixo, a Dra. Andréa Castelo Branco da Epagri/Cepa, explica como a criação da mensuração do PIB do agronegócio de Santa Catarina representa um marco para as estatísticas econômicas do estado.

Por: 

Cristiele Deckert

Jornalista | Bolsista Fapesc Epagri/Cepa

📧 cristieledeckert@epagri.sc.gov.br

 

Mercado de terras agrícolas reflete força do agro catarinense

A Epagri/Cepa divulgou, em abril de 2026, o levantamento dos preços de terras agrícolas referentes ao ano de 2025. Realizado de forma contínua desde 1997, o estudo apresenta valores médios por município para seis classes de terra e se consolida como uma das principais referências técnicas para o acompanhamento do mercado fundiário rural em Santa Catarina.

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Observatório Agro Catarinense

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