A safra de maçã 2025/26 em Santa Catarina deve ser marcada por forte recuperação da produção. A estimativa indica alta de 27,9% nas principais regiões produtoras em relação à safra anterior, ampliando a oferta da fruta no mercado e reposicionando o estado como um dos principais fornecedores no cenário nacional.
No total estimado para esta safra, a maçã Fuji lidera o volume, com 51,2% da produção e crescimento esperado de 14,4%. A Gala representa 47,2% do total, com aumento expressivo de 48,3%, enquanto as precoces participam com 1,6% e avanço estimado de 2,2%.
Esse crescimento produtivo já começa a refletir no mercado. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a entrada de maçãs precoces e o escoamento do estoque remanescente da safra passada aumentaram a disponibilidade da fruta, o que resultou em pressão sobre os preços no atacado e maior concorrência com frutas importadas.
A safra de alho 2025/2026 em Santa Catarina avança com expansão da área cultivada e aumento expressivo da produção, mas enfrenta um cenário de forte retração nos preços pagos ao produtor e no mercado atacadista.
A assinatura do Acordo União Europeia–Mercosul, prevista para este sábado, 17 de janeiro, marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois blocos e reacende expectativas no setor produtivo catarinense. O tratado estabelece a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do alinhamento de regras para o comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Também prevê regras de origem, simplificação dos trâmites aduaneiros, maior transparência e o reconhecimento de certificações, com foco na redução da burocracia e na facilitação do comércio entre os blocos.
Santa Catarina encerrou 2025 com desempenho recorde nas exportações de proteínas animais. No acumulado do ano, o Estado exportou 2 milhões de toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) com receitas de US$ 4,50 bilhões, registrando crescimento de 2,8% em volume e de 8,4% em valor em relação a 2024. Os resultados são os melhores da série histórica iniciada em 1997, e consolidam o protagonismo catarinense no comércio internacional do setor.
Foto: Divulgação/SAPE
Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em 2025, SC foi responsável por 19,5% do volume de carnes exportadas pelo Brasil, sendo o segundo principal Estado exportador de carne do país.
“Temos uma produção de excelência, por isso todo mundo quer comprar do nosso Estado. Esse é o resultado do trabalho duro do nosso produtor, de toda a cadeia produtiva e do trabalho sério do Governo do Estado para manter a sanidade dos rebanhos e abrir novos mercados”, destaca o governador Jorginho Mello.
Somente em dezembro, os embarques catarinenses totalizaram 193 mil toneladas, com receita de US$ 428,6 milhões. Na comparação com novembro de 2025, o crescimento foi de 23,5% em volume e de 21,6% em valor. Frente a dezembro de 2024, as altas chegaram a 14,1% em quantidade e 17% em receita.
Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números reforçam a força e a competitividade do agro catarinense. “Graças ao nosso status sanitário reconhecido internacionalmente, exportamos proteína animal para mais de 150 países. Superamos desafios e alcançamos resultados históricos em 2025. Isso é fruto do trabalho incansável dos produtores, das agroindústrias e do apoio permanente do Governo do Estado, com a liderança do governador Jorginho Mello, para fortalecer toda cadeia produtiva e ampliar a presença internacional dos nossos produtos”, destaca Chiodini. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, junto com as empresas vinculadas Cidasc e Epagri tem atuado para manter a sanidade e dar apoio por meio das políticas públicas.
Carne de frango
No acumulado de 2025, Santa Catarina exportou 1,20 milhão de toneladas de carne de frango, com receita de US$ 2,45 bilhões. Em relação ao ano anterior, houve aumento de 3% em quantidade e de 6,9% em valor. Esse é o maior faturamento da série histórica, iniciada em 1997, e o terceiro melhor resultado em volume.
O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl explica que a Arábia Saudita foi o principal destino da carne de frango catarinense no ano passado, respondendo por 11,9% da receita anual, seguida pelos Países Baixos (11,6%) e Japão (10,4%). No consolidado do ano, Santa Catarina respondeu por 25,6% da receita e 23,3% do volume exportado de carne de frango pelo Brasil, mantendo-se como o segundo maior exportador nacional do produto.
Foto: Divulgação/SAPE
Carne suína
As exportações de carne suína também atingiram patamar histórico em 2025. No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 748,8 mil toneladas, com receitas de US$ 1,85 bilhão, registrando crescimento de 4,1% em quantidade e de 9,4% em valor em relação a 2024. Esse é o melhor desempenho anual da série histórica, tanto em volume quanto em receita, mantendo Santa Catarina como o maior produtor e exportador de carne suína do país.
O Estado respondeu por 50,9% do volume e 51,8% da receita total das exportações brasileiras de carne suína no período. Os três principais destinos da carne suína catarinense em 2025 foram o Japão (21% da receita total), as Filipinas (19,2%) e a China (15,6%). Destaca-se o crescimento das exportações para o México, país que atingiu recentemente a quarta posição no ranking catarinense, com aumentos de 78,7% em quantidade e 82,8% em receita ante 2024.
Outros destaques
Além das carnes de frango e suína, Santa Catarina apresentou avanço significativo nas exportações de carne de perus, com aumento de 6,9% em quantidade e expressivo crescimento de 60,3% em receita. O Estado foi responsável por 44,8% do volume e 48% das receitas brasileiras com esse produto, consolidando-se como o principal exportador nacional.
A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim marcada por trajetórias distintas entre trigo, aveia e cevada. A combinação de preços pressionados no mercado internacional e menor atratividade econômica reduziu a área cultivada com trigo no estado. Por outro lado, aveia e cevada se constituem em alternativas de inverno importantes para geração de renda, diversificação da produção e conservação de solo.
No dia 10 de dezembro de 2025, a Câmara Setorial de Grãos reuniu, em formato on-line, especialistas do Brasil, da Esalq/Cepea e dos Estados Unidos para discutir o cenário do milho no Sul do país e as perspectivas para 2026. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária por meio da SAPE/CEDERURAL SC, teve como objetivo analisar a situação da safra, o comportamento do mercado e as projeções para o próximo ano.
Com a oferta interna elevada e as importações praticamente ausentes no período, a colheita da cebola catarinense avança em um mercado nacional amplamente abastecido, o que mantém o ritmo de comercialização no estado ainda contido. O preço médio pago ao produtor segue sem novas referências desde junho de 2025, quando a saca de 20 quilos foi cotada a R$ 30,29, em valores nominais. No atacado, os valores permaneceram estáveis em relação a setembro, com leve alta de 9,49%, chegando a R$ 41,06.
Santa Catarina segue consolidando sua posição de destaque nas exportações brasileiras de carnes. Mesmo com leve retração nos embarques de outubro, o estado registrou, no acumulado de janeiro a outubro de 2025, o melhor resultado da série histórica tanto em volume quanto em receita, segundo dados da Epagri/Cepa.
Após vários anos de retração na área cultivada, a safra 2025/2026 de milho em Santa Catarina começa com sinal de recuperação. A estimativa inicial aponta um aumento de 0,83% na área plantada em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 8.735 quilos por hectare, o que poderá representar o segundo melhor desempenho da série histórica, já que a safra passada foi excepcional em termos de rendimento.
Santa Catarina é um estado pequeno em extensão territorial, ocupa a 20ª posição entre os estados brasileiros nesse quesito. No entanto, quando o assunto é produção de alimentos, a realidade é bem diferente: o estado se destaca como o oitavo maior produtor do país. Parte desse sucesso se deve ao trabalho silencioso, mas essencial, do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que atua nos bastidores da agropecuária catarinense, organizando dados e transformando informação em estratégia.
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