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Epagri desenvolve cultivar de cebola híbrido com bom potencial produtivo e pouco suscetível a doenças

Desenvolver um cultivar de cebola com boa produtividade e resistente à doenças, que apresente uniformidade de bulbos e um melhor desempenho agronômico, adaptado às condições climáticas e geológicas do Alto Vale do Itajaí, que é bastante úmida, é o desafio das pesquisas realizada na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU). A tarefa se torna ainda mais complexa quando o objetivo é desenvolver cultivares de cebola híbridos – que têm um potencial produtivo superior – e exige um trabalho minucioso de seleção e purificação de plantas.

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Agro de Santa Catarina bate recorde e VPA atinge R$ 74,9 bilhões em 2025

Com produção em alta, preços favoráveis e forte peso nas exportações, o agronegócio catarinense viveu um ano histórico em 2025. O desempenho do setor é detalhado no boletim técnico Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Epagri, e publicado neste mês de abril.

Os números confirmam a força do agro no Estado. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões em 2025, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a combinação de aumento de preços, que avançaram 6,3%, e de maior volume produzido, com alta de 9,5%.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a alta do desempenho foi impulsionada principalmente por milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avalia.

“O desempenho histórico de 2025 comprova a força do agronegócio catarinense, com crescimento expressivo da produção e recorde nas exportações. Mesmo com os desafios, o agro demonstrou que é gigante, impulsionado pelas políticas públicas e pelo trabalho de toda cadeia produtiva”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Além do mercado interno, o agro manteve protagonismo no comércio exterior. Em 2025, o setor respondeu por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que somaram US$ 7,9 bilhões, alta de 5,8% frente a 2024. O crescimento poderia ter sido maior, não fosse o impacto do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil a partir de agosto daquele ano.

Segundo o analista da Epagri/Cepa, o chamado tarifaço, com acréscimo de 40% sobre tarifas já existentes, atingiu especialmente produtos como madeiras, móveis de madeira e papéis. “Esses itens representam cerca de 80% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos, país que concentra aproximadamente 20% das vendas externas do Estado”, afirma Toresan.

 

Volatilidade de preços redefine a renda no campo

Já a viabilidade financeira da atividade para o produtor rural, o cenário foi marcado pela instabilidade dos preços. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural (Cepa), no período pós-pandemia, entre 2021 e 2025, a volatilidade do mercado passou a pesar mais sobre a renda do produtor do que as variações climáticas. Em quase todas as culturas analisadas, a oscilação de preços superou a de produtividade, com destaque para arroz, cebola e alho.

Agro de Santa Catarina tem ano histórico em 2025, com VPA de R$ 74,9 bilhões e mais de 65% das exportações do Estado (Foto: Divulgação Epagri)

De acordo com Luis Augusto Araujo, há diferenças importantes entre as safras. “As culturas de verão oferecem maior estabilidade e retorno sobre o capital investido, enquanto as de inverno podem gerar margens elevadas por hectare, mas com maior risco e exigência de capital. Em alguns casos, como o alho, a margem bruta pode ultrapassar R$ 70 mil por hectare”, destaca o analista da Epagri/Cepa .

Outro ponto central do boletim é o conceito de ponto de nivelamento, indicador que define o limite mínimo de preço e produtividade para viabilidade econômica. Culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola trabalham em patamares mais estreitos, aumentando a exposição a perdas em anos adversos.

 

Acesse o estudo completo

O boletim técnico Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina, com dados consolidados de 2025, está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense. A análise detalhada dos resultados pode ser conferida na entrevista exclusiva com os analistas da Epagri/Cepa, Luiz Toresan e Luis Augusto Araujo, disponível no vídeo abaixo.

Por: 

Cristiele Deckert

Jornalista | Bolsista Fapesc Epagri/Cepa

📧 cristieledeckert@epagri.sc.gov.br

 

Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026

Santa Catarina registrou desempenho recorde nas exportações de carnes (frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) no primeiro trimestre de 2026, alcançando os melhores resultados da série histórica tanto em receita quanto em volume. O Estado exportou 518,4 mil toneladas, gerando US$ 1,17 bilhão, crescimento de 4% em quantidade e de 9,6% em faturamento em relação ao mesmo período de 2025.

Exportações de carnes de Santa Catarina batem recorde no primeiro trimestre de 2026 e superam US$ 1,17 bilhão em faturamento (Foto: Divulgação/Portonave)

Os resultados consolidam a posição de destaque do Estado no mercado internacional. “Santa Catarina produz com qualidade reconhecida, a proteína animal do nosso Estado chega a mais de 150 países. Isso é reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias”, afirma o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, enfatiza que esse desempenho é resultado do elevado padrão sanitário e do trabalho contínuo de defesa agropecuária no Estado, junto com toda cadeia produtiva. “Santa Catarina construiu, um sistema sanitário confiável, reconhecido internacionalmente. Esse diferencial garante acesso aos mercados mais exigentes e sustenta o crescimento das exportações, mesmo em cenários desafiadores”, destaca.

Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Carne suína

A carne suína apresentou forte expansão. No acumulado do trimestre, o Estado exportou 182,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 454,3 milhões, crescimentos de 4% e 7,5%, respectivamente. Com esses números, Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica, nesse período, tanto em volume quanto em receitas.

O Japão liderou os destinos da carne suína catarinense, com 31,7% da receita total, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou forte crescimento, com aumento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% na receita, refletindo a elevada demanda asiática pela proteína brasileira. Santa Catarina respondeu por 47,8% do volume e 50,1% das receitas das exportações brasileiras do setor nos três primeiros meses do ano.

Carne de frango

No acumulado do trimestre, foram embarcadas 316,7 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 664,3 milhões, aumentos de 3,2% em volume e 7,7% em receita. O resultado representa o melhor desempenho da série histórica em faturamento e o segundo maior volume já registrado para o período.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que apesar do cenário positivo, os embarques de carne de frango para o Oriente Médio recuaram em março, com quedas de 22% em volume e 23,8% em receita na comparação com fevereiro. “A retração reflete tensões geopolíticas na região, que têm provocado atrasos logísticos e aumento de custos”, destaca. De acordo com o analista, o crescimento das exportações para outros destinos importantes, como Japão, China e Chile, compensou a queda nos embarques para o Oriente Médio.  Santa Catarina respondeu por 24,5% da receita e 22,3% do volume de carne de frango exportada pelo Brasil.

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Giro da Safra aponta produtividade do milho acima de 204 sc/ha no Meio-Oeste catarinense

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sc/ha. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Meio-oeste projeta safra de milho 2025/26 com produtividade média de 204 sc/ha (Foto: Sicoob SC/RS)

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Epagri desenvolve cultivar de alho com potencial para novas regiões produtoras em SC

A Epagri está lançando o alho SCS385 Pérola, um novo cultivar que será disponibilizado aos produtores rurais para a safra de 2027. O Pérola é considerado semi-nobre por apresentar características intermediárias entre as cultivares do grupo comum, com dentes de coloração branca, e do grupo nobre, com coloração roxa. Seu principal diferencial é ser resistente a temperaturas mais altas, podendo ser cultivado em praticamente todas as regiões agrícolas de Santa Catarina.

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Plataforma da Epagri disponibiliza favorabilidade térmica para ocorrência de pragas do milho

O milho é base da produção animal em Santa Catarina. O que não é pouca coisa, já que no ano passado o Estado se firmou como o maior exportador de suínos do país e permaneceu na segunda colocação quando se trata de comercialização de aves para o exterior. Em 2025 o Estado produziu 910,5 milhões de aves e 18,3 milhões de cabeças de suínos.

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Giro da Safra reforça papel estratégico do milho em Santa Catarina

Santa Catarina figura entre os estados de maior produtividade de milho do Brasil, posicionando-se logo atrás do Paraná. A trajetória da cultura ao longo da última década evidencia uma transformação estrutural no sistema produtivo catarinense. Mesmo com a redução contínua da área plantada, os ganhos consistentes de produtividade têm garantido a sustentação dos volumes colhidos.

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Parceria entre Epagri e setor produtivo marca abertura da colheita do arroz em SC

Uma celebração à qualidade e capacidade produtiva do arroz catarinense marcou a 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 em São João do Itaperiú, na última sexta, 23, reunindo produtores, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras. A estimativa é que sejam colhidas até março 1,2 milhão de tonelada de arroz.

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Câmara Setorial de Grãos discute impactos do clima na safra de milho

No dia 10 de dezembro de 2025, a Câmara Setorial de Grãos reuniu, em formato on-line, especialistas do Brasil, da Esalq/Cepea e dos Estados Unidos para discutir o cenário do milho no Sul do país e as perspectivas para 2026. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária por meio da SAPE/CEDERURAL SC, teve como objetivo analisar a situação da safra, o comportamento do mercado e as projeções para o próximo ano.

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Sustentabilidade: como a Epagri contribui para reduzir o impacto do campo no aquecimento global

Santa Catarina é o 6º estado que menos contribui para o aquecimento global, segundo ranking do Observatório do Clima, e tem evoluído positivamente neste sentido no setor agropecuário. Entre 2022 e 2024, o estado reduziu as emissões em 15,2 milhões de toneladas, cerca de 20% da meta estabelecida pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Mais da metade do volume (8,8 milhões de toneladas) foi mitigada por meio de tecnologias implementadas pela Epagri. 

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