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Aspectos socioeconômicos da região de São Joaquim (SC): Perspectivas para indicação geográfica da maçã Fuji

A Lei brasileira 9.279/1996, que regula os direitos e obrigações da propriedade industrial, define que uma Indicação Geográfica de Denominação de Origem (DO) indica o nome do local para designar um produto ou serviço, cujas qualidades ou características devem ser determinadas pelo ambiente geográfico, com a inclusão de recursos naturais e de fatores humanos (FERREIRA et al, 2013; PIMENTEL, 2013). Na região de produção da maçã Fuji de São Joaquim, em Santa Catarina, o ambiente natural define características peculiares à maçã Fuji produzida em altitudes acima de 1.100 metros e com horas de frio acumuladas acima da média brasileira. Isso despertou o interesse da associação de produtores locais em desenvolver o processo de registro da modalidade de  Denominação de Origem (DO) no INPI.  Este artigo analisa características socioeconômicas municipais relacionadas à  produção de  maçãs na região,  com indicadores  demográficos,  produtivos e  econômicos  do territórios.  
 

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Ano: 2020

Autores:
Rogério Goulart Júnior;
Léo Teobaldo Kroth

Mudanças na dinâmica e na distribuição geográfica da bovinocultura catarinense (1990/2022)

O presente trabalho analisa as mudanças geográficas na distribuição do rebanho bovino, da produção de leite e de carne em Santa Catarina, ocorridas a partir do início dos anos 1990, com o objetivo de compreender a dinâmica e subsidiar os processos de tomada de decisão vinculados à bovinocultura no estado. Para tanto, utilizou-se dados do IBGE e da Cidasc, tendo como base de análise as seis mesorregiões de Santa Catarina. Conforme evidenciam os dados, entre 1990 e 2022 o rebanho bovino catarinense cresceu 49,7% e observou-se altas em todas as mesorregiões, com destaque para o Oeste Catarinense (85,1%) e o Sul Catarinense (70,9%). Com isso, o Oeste Catarinense ampliou ainda mais sua participação na composição do rebanho, passando de 37,6%, em 1990, para 46,5%, em 2022. A mesorregião Serrana, por sua vez, reduziu sua participação de 23,9% para 18,0%. No período analisado, também se observou alterações na origem da produção estadual de leite. Entre 1990 e 2022, a produção catarinense registrou alta de 384,7%, em grande parte puxada pela mesorregião Oeste Catarinense, com crescimento de 765,2%. O Sul Catarinense também apresentou alta expressiva de 400,2%. Com isso, a participação da mesorregião Oeste na produção estadual passou de 42,3%, em 1990, para 75,4%, em 2022. Por outro lado, o Vale do Itajaí, que em 1990 respondia por 22,3% da produção, respondeu por apenas 7,4% em 2022. No caso dos abates, destacam-se novamente as mesorregiões Oeste e Sul, com altas de 27,0% e 31,0%, respectivamente, entre 2010 e 2022. A maior variação negativa foi registrada na mesorregião Serrana (-17,2%). Conclui-se que ocorreram mudanças expressivas na distribuição do rebanho e da produção de leite e carne bovina em Santa Catarina no período analisado. Enquanto o Oeste Catarinense e o Sul Catarinense ampliaram seu protagonismo, as mesorregiões Serrana e Vale do Itajaí reduziram sua participação em atividades nas  quais anteriormente se destacavam, o que demonstra uma reconfiguração da pecuária bovina catarinense. 

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Autores:
Alexandre Luís Giehl – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br
Tabajara Marcondes –  tabajara@epagri.sc.gov.br

Caracterização da cultura da pitaya: produção e comercialização no Sul Catarinense

stra representa 43,6% da área de lavouras permanentes, sendo uma opção para o plantio em pequenas áreas. Na composição da renda dos produtores a lavoura permanente representa 41,7% da renda, sendo que 28,8% da renda total é proveniente da pitaya. Na safra 2021/22, entre os principais canais de distribuição e comercialização da produção, os intermediários representam 44,5%, as cooperativas 26,5% e o Ceasa-SC 15,9% do destino das vendas. Entre os principais entraves encontrados na cultura da pitaya acima de 30% estão: o preço baixo da fruta, a ocorrência de pragas e doenças, preço alto dos insumos e a falta de defensivos registrados para a cultura. Assim, a ampliação da produção e comercialização da cultura da pitaya confirma a importância de pesquisas e estudos sobre novas culturas frutícolas no estado catarinense. 

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Autores
Rogério Goulart Junior (Epagri/Cepa)
Janice Maria Waintuch Reiter (Epagri/Cepa)
Diego Adílio da Silva (Epagri/GRCR)

A região dos vinhos de altitude de Santa Catarina: em busca de uma indicação de procedência

Na região dos vinhos de altitude catarinense existem algumas características regionais especiais da produção, como altitude e frio, que favorecem o desenvolvimento de frutas temperadas, principalmente maçã, uva, pêssego, ameixa e goiaba serrana, uma fruta nativa da região. A viticultura é tradicional em várias regiões do estado. Na década de 1990, novas áreas começaram a se destacar, como a região de altitude. O Brasil busca definir uma identidade para seus vinhos, com produção de qualidade em regiões específicas. A indicação geográfica é uma opção para melhorar a identidade e aumentar a competitividade. Nos anos 2000, a pesquisa se intensificou para desenvolver o potencial regional para a produção de uvas e vinhos finos. Assim, os produtores associados de “vinhos de altitude” estão solicitando o registro da IG. Desde então, a região passou a receber investimentos para a implantação de vinhedos e vinícolas. 

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Ano: 2020

Autores:
Léo Teobaldo Kroth;
Rogério Goulart Júnior;
Janice Maria Waintuch Reiter

Fruticultura catarinense: evolução recente das principais frutas entre 2015 e 2021(22)

Em Santa Catarina as principais lavouras permanentes de frutas representam em média 53 mil hectares colhidos com 12 mil produtores e produção média de 1,48 milhão de toneladas gerando cerca de R$1,9 bilhão de valor bruto da produção frutícola no estado. Entre as frutas produzidas no estado tem destaque a maçã, pera, pêssego, maracujá, banana e uva na
posição do ranking de nacional de produção em 1º, 2º, 3º, 3º, 4º e 6º, respectivamente (IBGE, 2022). No estudo, as principais frutas catarinenses de clima temperado e subtropical em quantidade produzida estadual, foram: banana, maçã, uva, maracujá, pêssego/nectarina, laranja, tangerina e pera. Assim, o objetivo do estudo foi verificar a evolução da produção das principais culturas frutícolas e as taxas de crescimento de indicadores como: número de produtores, área média por produtor produção e produtividade média. Esses indicadores por cultura podem ser utilizados para o planejamento agrícola e econômico do setor no estado catarinense e comparativo para outras unidades da federação. 

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Autores:
Rogério Goulart Junior – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br
Alceu Assis José Vicente –  alceuvicente@epagri.sc.gov.br
Sergio Neres da Veiga –  sergioveiga@epagri.sc.gov.br

Produção de bovinos para autoconsumo em Santa Catarina: relevância, características e dinâmica

A produção de bovinos para autoconsumo representa uma importante fonte de proteína animal para mais de 50 mil agricultores de Santa Catarina sendo que o abate destes animais gera um VBP de R$ 223 milhões. Não obstante sua relevância econômica e social, o abate para consumo próprio não faz parte da maioria das estatísticas oficiais, o que invisibiliza a atividade e resulta na existência de poucos estudos sobre o tema. O presente artigo apresenta uma análise exploratória dos abates de bovinos para autoconsumo em Santa Catarina entre 2010 e 2019, buscando identificar as principais características da atividade e avaliar as mudanças ocorridas no período. Para isso, foram utilizados dados do cadastro de produtores e animais junto ao órgão de defesa agropecuária do estado. Verificou-se que, em 2010, o autoconsumo representava 17,7% do total de bovinos abatidos em Santa Catarina.

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Ano: 2020

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

Análise de custos de produção de maçã em Santa Catarina entre 2015 e 2024

A maleicultura catarinense conta com média de 2,7 mil produtores e área de mais de 15 mil hectares, mas sua produção apresenta variações decorrentes de eventos climáticos adversos e problemas fitossanitários. Os custos de produção alternam próximo de R$ 50 mil por ha, para atender adequações de insumos, controle fitossanitário e mão-de-obra. Por isso o entendimento da evolução nos custos nas safras se torna importante indicador para o setor. O objetivo deste trabalho foi identificar quais as contas com maiores participações e variações ao longo do período, como forma de melhoria na tomada de decisão do setor. 

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Autores:
Rogério Goulart Junior – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br

Boletim Agropecuário – 06/2026

O Boletim Agropecuário reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.  O objetivo deste documento é apresentar, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados.

Edição 157 – Junho/2026

Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina – 2025

A 46ª Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelos analistas da Epagri/Cepa, confirma a recuperação robusta do agronegócio catarinense em 2025. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu recorde histórico de R$ 75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024.

O desempenho reflete uma expansão consistente do setor: o crescimento real chegou a 12,5% em 2025, já descontada a inflação, revertendo a retração real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma média de avanço real de 4,3% ao ano ao longo da última década.

Mais do que números, a Síntese Anual da Agricultura se consolida como uma ferramenta estratégica para Santa Catarina, reunindo dados oficiais e análises técnicas que orientam políticas públicas, decisões de produtores e investimentos, fortalecendo a competitividade e o desenvolvimento do agronegócio estadual.

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Boletim Agropecuário – 05/2026

O Boletim Agropecuário reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.  O objetivo deste documento é apresentar, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados.

Edição 156 – Maio/2026

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