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Análise do setor de sementes de soja em Santa Catarina

A semente é o insumo básico e vital em qualquer sistema de produção agrícola (PESKE et al., 2019). É ela que contém toda tecnologia resultante de anos de pesquisa, melhoramento genético, seleção e testes de avaliação de cultivares em diferentes ambientes e determina o potencial produtivo de um cultivo. O mercado de sementes de soja movimenta 8,5 bilhões de reais anualmente no Brasil (ABRASEM, 2022). Com destaque ao consumo doméstico, uma vez que o Brasil é o maior produtor de soja do mundo, tendo alcançado na safra de 2021/22 a marca de 120 milhões de toneladas produzidas (CONAB, 2022).

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Participação da agricultura familiar nas principais cadeias produtivas de carnes em Santa Catarina

A produção de suínos e frangos são as duas principais atividades agropecuárias catarinenses, responsáveis por 38,9% do Valor Bruto da Produção do estado. Santa Catarina destaca-se nacionalmente na produção de suínos e frangos, ocupando a primeira e a segunda colocações no ranking, respectivamente. O desenvolvimento da suinocultura e da avicultura no estado está associado ao processo de ocupação do território, marcado pela predominância da agricultura familiar. No entanto, nas últimas décadas percebeu-se um processo de verticalização da produção, com a redução no número de produtores e aumento das escalas. O presente artigo busca dimensionar a importância do segmento familiar nesse ramo no período de 2013 a 2017. Levando em consideração a média dos cinco anos, os agricultores familiares representaram 76,00% dos produtores de suínos e 79,06% dos produtores de frangos. A partir desse trabalho é possível concluir que, embora esteja em curso um processo de concentração da produção, evidenciado principalmente pela redução no número total de produtores das duas atividades, a agricultura familiar continua sendo um ator de grande relevância na produção de carnes em Santa Catarina. Leia mais

Ano de 2018

Autor(es):
Alexandre Luís Giehl; Epagri/Cepa
Jurandi Teodoro Gugel; Epagri/Cepa
Márcia Mondardo; Epagri/Cepa

Capacidades percebidas de gestão e a renda de agricultores do Sul do Brasil

Como compreender as diferenças de desempenho entre estabelecimentos agropecuários familiares do Sul do Brasil? No propósito de buscar resposta a essa questão, a estrutura teórica da Visão Baseada em Recursos (VBR) permite investigar quais recursos e capacidades contribuem para a geração de vantagem competitiva sustentável. Reputa que as empresas apresentam desempenhos diferenciados em decorrência da heterogeneidade dos recursos e capacidades de que dispõem. Por consequência disso, elas deveriam realizar uma avaliação interna acerca de seus recursos e capacidades, para melhor aproveitar as oportunidades.

Este artigo As capacidades percebidas de gestão e a renda de agricultores do Sul do Brasil analisa a associação existente entre as capacidades percebidas e a heterogeneidade da renda de agricultores familiares da Região Sul do Brasil, tendo como abordagem a Visão Baseada em Recursos (VBR).

Além disso, verifica as diferenças de renda de seus estabelecimentos agropecuários, tendo em conta os efeitos em anos agrícolas diferentes. Para tanto, o estudo orienta-se pelos princípios da pesquisa qualitativa e quantitativa, utilizando-se da aplicação de questionário aos agricultores e de dados obtidos a partir da contabilidade dessas unidades. Os resultados do teste de hipótese sugerem a aceitação de que as médias e as variâncias de renda são estatisticamente iguais, entre os anos agrícolas 2014/15 e 2015/16.

Por fim, os resultados indicaram também evidências de que a capacidade de “gestão da informação”; está associada com a renda. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Luis Augusto Araujo
Alessandra Rodrigues Machado de Araujo
Elizabete Catapan

Caracterização da produção e comercialização do maracujá: estudo na mesorregião do Sul Catarinense

O estado de Santa Catarina tem seu espaço rural ocupado, em grande parte, por pequenas propriedades de agricultores familiares. A produção agropecuária catarinense é bastante diversificada, o que contribui para um melhor dinamismo desse setor na economia local. A produção catarinense de maracujá tem reconhecimento nacional principalmente em relação à qualidade dos frutos, características socioeconômicas e tecnológicas dos cultivos. Entretanto, ainda há relativa insegurança quanto a sua consolidação como atividade alternativa e rentável para o agricultor familiar. Em parte, isso se deve a carência de informações e estudos a respeito das principais dinâmicas socioeconômicos dos atores envolvidos na cadeia produtiva. Assim, se torna necessário fomentar pesquisas e levantamentos socioeconômicos, para que se possa conhecer a situação atual e verificar tendências e alternativas estratégicas de produção e comercialização a serem adotadas pelos produtores e/ou cooperativas da cultura do maracujazeiro no meio rural. O trabalho se propõe a caracterização da produção e comercialização do maracujá-amarelo no Sul Catarinense. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Rogério Goulart Junior
Marcia Mondardo
Henrique Belmonte Petry

Percepções sobre o ambiente externo e interno de propriedades rurais do Alto Vale do Itajaí

A gestão é uma tecnologia social que permite aos mais de 168 mil estabelecimentos agropecuários familiares de Santa Catarina construir seu futuro. O objetivo deste artigo é analisar as percepções de gestores de unidades de produção familiar do município de Imbuia, na Região do Alto Vale do Itajaí (estado de Santa Catarina), a partir de um conjunto de variáveis do ambiente externo e do ambiente interno que influenciam nas práticas de gestão adotadas nas unidades produtivas.

O presente trabalho utiliza a análise SWOT como instrumento metodológico principal, partindo de um conjunto pré-definido de variáveis. O estudo orientou-se pelos princípios da pesquisa qualitativa e quantitativa, de cunho exploratório e descritivo. Os dados utilizados nas análises foram obtidos dos questionários aplicados em unidades de produção familiar do município de Imbuia/SC, bem como dosoftware de contabilidade eletrônica Contagri.

Os resultados apontam que os gestores percebem as variáveis do ambiente externo preponderantemente como oportunidades, percepção que representa 53,2% do grau de importância total atribuído às mesmas. De forma mais significativa que o ambiente externo, o ambiente interno é percebido essencialmente como fortaleza, percepção que representa 81,5% das respostas
ponderadas. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Luis Augusto Araujo
Alexandre Luís Giehl
Antônio Marcos Feliciano
Claudimir Rodrigues

Estratégias de valorização dos produtos da agricultura tradicional em Biguaçu, SC: Perspectivas de mercado e conservação ambiental

A agricultura brasileira se desenvolve entre extremos: de um lado, sistemas retratados como de alta produtividade e eficiência e, do outro, sistemas tradicionais ditos de subsistência, muitas vezes estigmatizados como ineficientes e ambientalmente degradantes. Neste artigo apresentamos uma discussão acerca da revalorização do sistema tradicional de produção denominado roça de toco, no município de Biguaçu, SC. Apresentamos também as estratégias para acessar a mercados diferenciados que foram implementadas com base em inovação e organização coletiva dos agricultores. Essa transformação partiu do conhecimento das verdadeiras preocupações e anseios dos agricultores praticantes do sistema os quais, aliados ao processo participativo de planejamento, resultaram em inovações organizacionais, de gestão e de produto. Por meio de cooperação interinstitucional, houve uma reinterpretação e valorização da roça de toco, que se expressou pela regularização ambiental do sistema e pela criação de uma marca coletiva denominada “Valor da Roça”. O uso da marca tem auxiliado na diminuição da assimetria informacional e no aumento da renda dos agricultores. Em síntese, converteu-se um sistema contestado e desvalorizado socialmente em um sistema de produção ambientalmente responsável e reconhecido por seu diferencial em mercados de maior valor agregado. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Reney Dorow; Epagri/Cepa
Cíntia Uller Gómez
Elaine Bauer

Panorama da fruticultura catarinense: levantamento de dados para a safra 2014-15

O Estado de Santa Catarina é um importante produtor de frutas, especialmente maçã, banana, uvas, pêssego, maracujá, laranjas e frutas de caroço. Estima-se que cerca de 14 mil produtores cultivem mais de 55,0 mil hectares de frutas (de lavouras permanentes). Na fruticultura catarinense, a tomada de decisão para elaboração de projetos, o acompanhamento de safras e de mercados agrícolas e ações de agentes de mercado e de políticas públicas carece de dados e informações sistemáticos. Com isso, há a necessidade da organização e execução de levantamentos referentes às principais frutas de cultura de clima temperado e subtropical para estudos e análises sobre as diferentes cadeias envolvidas, como para ações de planejamento e fomento da fruticultura estadual. O artigo tem como objetivo traçar um panorama da fruticultura no estado de Santa Catarina com comparativo entre as safras 2012-13 e 2014-15, a partir de dados e informações atualizados sobre a produção e a evolução do setor, destacando principais frutas e as mesorregiões com referência à produção e o valor bruto da produção mais expressivo de cada cultura, entre outras variáveis pesquisadas. Como resultado são destacadas tendências das cadeias no recorte das mesorregiões geográficas com base nos levantamentos sistematizados nas pesquisas agrícolas municipais do IBGE e no levantamento da fruticultura comercial catarinense do Epagri-Cepa da Epagri. Artigo na integra

Ano: 2016

Autores:
Rogério Goulart Junior; Epagri/Cepa
Janice Maria Waintuch Reiter; Epagri/Cepa
Márcia Mondardo; Epagri/Cepa

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Observatório Agro Catarinense
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