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Evolução da produção de maçã no estado de Santa catarina (2014-2017)

Para as instituições públicas responsáveis pela promoção do desenvolvimento agrícola e rural sustentável, a consolidação de atividades produtivas que proporcionem renda aos produtores rurais é muito importante. O setor de produção de maçãs está, em muitos casos, ligado à diversificação da produção de frutas “in natura” ou industrializada para atender mercados locais, interestaduais e externos. Este trabalho analisa a evolução da produção de maçãs no Estado de Santa Catarina e a importância do segmento para o mercado brasileiro. 

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Autor
Rogério Goulart Júnior

Caracterização socioeconômica da produção de uvas e vinhos de altitude de Santa Catarina

No Brasil, uma indicação geográfica pode ser registrada, garantindo direito exclusivo relacionado à natureza e uso coletivo vinculado a um território ou região específica. A identificação de produtos e serviços vinculados a um território pode ser caracterizada como uma propriedade intelectual coletiva. As regiões dos “Vinhos de Altitude” estão localizadas nas Microrregiões de Joaçaba, Curitibanos e dos Campos de Lages no Estado de Santa Catarina. Essas regiões são constituídas por áreas com vinhedos localizados a partir de 900 metros acima do nível do mar. O ambiente natural definiu características de solo, temperatura e da microbiota presente nos vinhedos, além de inovações tecnológicas utilizadas na produção de uvas e vinhos de variedades de Vitis vinifera o que despertou o interesse para a implantação de uma Indicação Geográfica (IG) referente aos vinhos finos “de altitude”. O objetivo deste trabalho foi analisar as características socioeconômicas municipais relacionadas à importância da
vitivinicultura regional, com indicadores demográficos, produtivos e econômicos que compõem as regiões de  produção da IG. A vitivinicultura catarinense é responsável por 6,2% da área em produção brasileira, sendo que no Estado a participação da produção de uvas comuns (americanas e híbridas), de mesa e vinífera ficam em torno de 4,7% da quantidade produzida da fruticultura catarinense, com produtividade média de 14,0 mil quilos por hectare. Entre 2009 e 2017, o Estado de Santa Catarina com suas diferentes variedades de videira (Vitis vinifera L.) apresentou crescimento de 5,5% com novas áreas de cultivo, novas vinícolas e com investimentos em cantinas, hospedagem e gastronomia com foco no enoturismo, contribuindo para o desenvolvimento da
atividade. Nos municípios da região a agropecuária é relevante na composição do PIB2 municipal o que pode se refletir em uma maior dinâmica nos indicadores de desenvolvimento territorial da vitivinicultura regional. 

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Autores
Rogério Goulart Júnior
Janice Maria Waintuch Reiter
Marcia Mondardo

Bananicultura: Produção e exportações brasileiras (2014-2018)

O Brasil se destaca como um dos maiores produtores mundiais de frutas de clima tropical e temperado, com produção de mais de 40 milhões de toneladas a cada safra, e com uma área em produção de cerca de 2 milhões de hectares. Considerando a produção para consumo direto somada a produção destinada ao processamento, o Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, sendo superado apenas pela China e Índia. A bananicultura apresenta características especificas de agricultores familiares organizados em cooperativas e associações de produtores; ou de áreas em produção de grandes grupos multinacionais com alta produtividade em perímetros irrigados. O objetivo do trabalho é a discussão sobre a produção e o mercado brasileiro da bananicultura e a análise do mercado externo e as exportações brasileiras da fruta. Em 2016, a bananicultura mundial produziu 113,3 milhões de toneladas, em mais de 5,4 milhões de hectares colhidos da fruta. Em 2018, a produção brasileira de banana foi de 6,7 milhões de toneladas em 460 mil hectares de área em produção. Os quatro primeiros estados produtores concentram 43% da área colhida e 50% da quantidade produzida brasileira. A balança comercial brasileira mostra, além de problemas pontuais com a produção, a pouca articulação institucional e setorial com foco nas exportações e no grande mercado consumidor nacional ou novos mercados. Em 2017, três estados exportadores brasileiros foram responsáveis por 99,2% do volume da fruta comercializado com o exterior. Santa Catarina participou com 84,0% do total brasileiro exportado e o Ceará participou com 6,8%. As exportações de frutas frescas e processadas são uma excelente alternativa para antecipar receitas em função do descompasso do Brasil em relação aos seus principais concorrentes, na questão dos acordos fitossanitários e consolidação dos mercados sul-americano e europeu. Contudo, apesar do imenso potencial, ainda é necessária uma efetiva articulação estratégica institucional e setorial.

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Autor
Rogério Goulart Júnior

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Observatório Agro Catarinense
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