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Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina – 2025

A 46ª Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelos analistas da Epagri/Cepa, confirma a recuperação robusta do agronegócio catarinense em 2025. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu recorde histórico de R$ 75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024.

O desempenho reflete uma expansão consistente do setor: o crescimento real chegou a 12,5% em 2025, já descontada a inflação, revertendo a retração real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma média de avanço real de 4,3% ao ano ao longo da última década.

Mais do que números, a Síntese Anual da Agricultura se consolida como uma ferramenta estratégica para Santa Catarina, reunindo dados oficiais e análises técnicas que orientam políticas públicas, decisões de produtores e investimentos, fortalecendo a competitividade e o desenvolvimento do agronegócio estadual.

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Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina – 2024

Nesta edição, oferecemos uma análise concisa e aprofundada do desempenho da agropecuária e do agronegócio catarinense em 2024, com foco especial no Valor da Produção Agropecuária (VPA) e nas exportações.

Apesar de uma leve retração de apenas 0,5%, o VPA catarinense alcançou a marca expressiva de R$63,7 bilhões em 2024, mantendo-se próximo ao recorde histórico do ano anterior. Este resultado demonstra a resiliência e a força do nosso setor.

A produção animal se destaca como o principal motor desse desempenho, representando 55,7% do VPA estadual. A suinocultura, a avicultura, a produção de leite e a bovinocultura de abate são os pilares dessa pujança. Na produção agrícola, a soja brilha com um valor de produção de R$5,46 bilhões, superada apenas pelos setores de proteína animal.

No cenário das exportações, o agronegócio catarinense manteve sua relevância, com um valor exportado de US$7,57 bilhões em 2024, praticamente idêntico ao ano anterior. Esse montante corresponde a quase 65% das exportações totais de Santa Catarina e a 4,6% das exportações do agronegócio brasileiro.

Além dessa visão geral, a Síntese Anual oferece um panorama completo e detalhado sobre:

  • O desempenho produtivo e mercadológico das principais cadeias produtivas dos setores agrícola, pecuário, florestal e aquícola.
  • A utilização do crédito rural por agricultores e cooperativas.

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Estiagem em SC: veja como estão as culturas a campo e a previsão do tempo para o próximo trimestre

As chuvas mal distribuídas e o calor intenso registrados entre janeiro e março de 2025 têm afetado municípios das regiões Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina, provocando um cenário de estiagem. Diante dos impactos potenciais para a agricultura e a pecuária, a Epagri iniciou um levantamento de perdas, em colaboração com entidades parceiras nos municípios, com o objetivo de coletar dados que subsidiem as estimativas de danos. Essas informações são utilizadas pelas prefeituras municipais para embasar a declaração de estado de emergência, além de fornecer orientações técnicas para mitigar os impactos.

A dificuldade maior está relacionada ao abastecimento de água, tanto para consumo humano quanto animal (Foto: Luís Dorneles Lopes/Epagri)

Conforme o setor de meteorologia da Epagri/Ciram, as massas de ar quente durante o verão de 2025 foram persistentes e intensas, provocando ondas de calor no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, esse ar quente impediu a chegada de um dos sistemas meteorológicos responsáveis pela chuva em larga escala: as frentes frias, que neste verão se deslocaram mais para o sul, atingindo o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

“A maior parte da chuva ocorreu em forma de pancadas isoladas no final da tarde e à noite, características típicas da estação. A distribuição da precipitação foi desigual, com a escassez mais acentuada especialmente do Extremo Oeste ao Meio-Oeste”, explica a meteorologista Marilene de Lima.

 

Municípios afetados

De acordo com o setor de hidrologia da Epagri/Ciram, 16 municípios de Santa Catarina enfrentam seca moderada até o momento: Barra Bonita, Bandeirante, Belmonte, Guaraciaba, Itapiranga, Paraíso, Passo de Torres, Piratuba, Princesa, Romelândia, Santa Helena, Santiago do Sul, São João do Oeste, São João do Sul, Tunápolis e Xanxerê. Apenas Passo de Torres e São João do Sul não estão localizados nas regiões Oeste e Meio-Oeste.

Em relação ao nível dos rios, a Epagri/Ciram aponta estiagem nos corpos d’água de Guaraciaba, Mondaí, Saudades, Tangará, Concórdia e Santo Amaro da Imperatriz. A situação é mais grave nos rios de Guaraciaba, Tangará e Concórdia.“Esse fenômeno hidrológico se agrava devido às altas temperaturas nessas regiões. As altas temperaturas aumentam a evaporação da água no solo e a transpiração das plantas”, explica o pesquisador em hidrologia da Epagri/Ciram, Guilherme Xavier de Miranda Junior.

 

Culturas afetadas

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa), a falta de chuvas não afetou a safra de verão, como é o caso do milho e da soja 1ª safra, que está em fase de colheita. No entanto, lavouras como a soja, o milho e o  feijão 2ª safra estão sendo afetadas, com uma possível redução na produtividade caso a estiagem persista.

Grãos

Segundo dados do monitoramento de safras realizado pela Epagri/Cepa, cerca de 62% da área plantada com feijão 2ª safra em Santa Catarina estão em desenvolvimento vegetativo. Para 86% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 7% médias e 7% ruins. “Devido à falta de chuva, a produtividade estimada deverá cair significativamente, bem abaixo dos 1,8 mil kg/ha esperados antes do agravamento da estiagem”, afirma o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, João Alves.

As lavouras de milho 2º safra estão sofrendo com estresse hídrico,e estima-se queda na produtividade (Foto: Jacob Kafer/Epagri)

No caso do milho 2ª safra, João Alves relata que na microrregião de Concórdia muitas lavouras foram perdidas devido ao excesso de calor e à falta de umidade. Já nas microrregiões de Chapecó e São Miguel do Oeste, as lavouras em fase de desenvolvimento e florescimento estão sofrendo com estresse hídrico, e estima-se queda na produtividade. 

Em todo estado, cerca de 62% da área plantada com milho 2ª safra está em desenvolvimento vegetativo e as condições das lavouras estão ficando piores na medida em que a estiagem avança. Até o final da primeira quinzena de março, em 71% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 21% médias e 8% ruins.

A produtividade estimada do feijão 2ª safra deverá cair significativamente, bem abaixo dos 1,8 mil kg/ha esperados antes do agravamento da estiagem (Foto: Jacob Kafer/Epagri)

Com relação à soja 2ª safra, as poucas chuvas ocorridas desde o início de março não foram suficientes para garantir o bom desenvolvimento da cultura. Na microrregião de Chapecó, em função da estiagem, a produtividade estimada está em torno de 2,7 mil kg/ha. Em cerca de 72% da área plantada desse grão no estado, as plantas estão em desenvolvimento vegetativo e 27% em fase de floração. Em relação às condições de lavoura, até o momento, em 86% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 9% médias e 5% ruins.

Pecuária

As pastagens também estão sendo impactadas pela falta de água, o que, somado ao estresse térmico dos animais, pode prejudicar a produção e a reprodução tanto de bovinos leiteiros quanto de corte. “Isso pode aumentar os custos de produção devido à necessidade de uma maior suplementação com silagem e concentrados”, explica Sidinei Weirich, extensionista rural do Departamento Estadual de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri (DERP).

Ele também destaca a atual dificuldade relacionada ao abastecimento de água, tanto para consumo humano quanto animal. “Cerca de 400 propriedades já foram atendidas pelas prefeituras municipais com água para dessedentação animal, e 200 para consumo humano”, informa o extensionista.

Sidinei também observa que os pecuaristas que seguem o sistema recomendado pela Epagri, com pastagens perenes de verão, estão enfrentando menos dificuldades com a falta de forragem para os bovinos. “Agricultores que adotam boas práticas de manejo do solo, como o uso de palhada, plantas de cobertura e terraços, estão conseguindo manter suas culturas menos impactadas pela seca”, afirma.

 

Abril deve chover pouco no Oeste Catarinense

média climática de chuvas em abril apresenta uma redução em relação aos meses de verão, variando entre 130 e 190 mm nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina. De acordo com a Epagri/Ciram, em abril de 2025, a precipitação no Oeste Catarinense deve ficar abaixo da média histórica, com períodos de chuva alternando com dias mais secos. Nas demais regiões do estado, a chuva se mantém próxima da média, com registros pontuais acima da média no litoral. Para os meses de maio e junho, a previsão indica chuvas dentro da média em todo o estado.

Em relação às temperaturas, espera-se que, de abril a maio, as temperaturas fiquem acima da média climatológica. Embora a tendência seja de dias mais quentes que o comum para a época, episódios de frio mais intenso são previstos para o Sul do Brasil, especialmente em maio, com noites e madrugadas de temperaturas significativamente mais baixas e formação de geada, principalmente do Extremo Oeste ao Planalto. 

SC registra em 2024 recordes na exportação de carnes de frango e suína

 
Santa Catarina manteve em 2024 sua relevância no cenário agropecuário nacional, enfrentando oscilações de preços, desafios climáticos e mudanças de mercado em diversas culturas. Nos grãos, como arroz, feijão, trigo, milho e soja, destacou-se o aumento de produtividade em algumas lavouras, apesar de quedas na área plantada de outras. Hortaliças como alho e cebola enfrentaram impacto de preços e oferta elevada, enquanto a pecuária registrou recordes em exportações de carne de frango e suína, além de avanços na produção de leite. Outras culturas, como o tabaco, apontaram recuperação na produção para 2024/25, refletindo a resiliência e a adaptabilidade do setor agrícola catarinense.

 

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Setembro regista alta nos preços pagos aos produtores catarinenses de grãos e de carnes

Boletim Agropecuário de outubro mostra que os preços pagos aos produtores catarinenses de feijão, trigo, soja e carnes tiveram alta em setembro. De acordo com o monitoramento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), os melhores resultados foram para o feijão-preto, que teve um crescimento de 25,05% em relação ao mês anterior, e para o  trigo, que registrou alta e 17,28% comparado a setembro do ano anterior.

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Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina – 2022-2023

A análise mostra que o VPA catarinense de 2023 alcançou o recorde de R$64,3 bilhões. Houve um crescimento nominal de 6,6% sobre o VPA de 2022, de R$60,3 bilhões, que era o recorde anterior. Em termos de composição, a produção animal é o grande destaque na formação do VPA. Em 2023, apenas a soma do valor da participação da produção de suínos para abate (20,2%), de frangos para abate (16,4%), de leite (12,3%) e de bovinos para abate (3,7%) representou 52,6% do VPA estadual. Na produção agrícola, o principal destaque é a soja, com um valor de produção maior que R$ 7,0 bilhões, inferior apenas aos valores da produção de suínos, de frangos e de leite. No caso do mercado internacional, a análise mostra que, em 2023, o agronegócio alcançou o segundo melhor desempenho da história. O valor exportado, de US$ 7,49 bilhões, é superado apenas pelos US$ 7,74 bilhões de 2022. Com isso, o agro respondeu por 64,7% dos US$ 11,58 bilhões gerados pelas exportações totais de Santa Catarina. O setor também foi responsável por 4,5% dos US$165,45 bilhões exportados pelo agro brasileiro. Além dessa breve análise sobre o desempenho recente do valor da produção agropecuária (VPA) e das exportações do agronegócio estadual, este documento disponibiliza dados, informações e conhecimentos sobre a utilização do crédito rural por agricultores e cooperativas e sobre o desempenho produtivo e mercadológico das principais cadeias produtivas dos setores agrícola, pecuário, florestal e aquícola de Santa Catarina. publicação na integra

Quais as perspectivas para a pecuária leiteira catarinense?

Depois de oito meses com importações de leite superiores a 2022, no mês de setembro Santa Catarina registrou, pela primeira vez no ano, quantidade importada menor do que no mesmo mês do ano passado. Mas será que essa é uma tendência para o setor?  Continue reading “Quais as perspectivas para a pecuária leiteira catarinense?”

Exportações catarinenses de carne suína e de frango geram faturamento de US$ 2,95 bilhões nos primeiros nove meses do ano

A soma dos valores movimentados com a exportação catarinense de carne suína e de frango, in natura e industrializada, nos primeiros nove meses de 2023 chegou a US$ 2,95 bilhões. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Os dados podem ser consultados, de maneira detalhada, nos painéis da área temática de Comércio Exterior, no site deste Observatório. Continue reading “Exportações catarinenses de carne suína e de frango geram faturamento de US$ 2,95 bilhões nos primeiros nove meses do ano”

Importação de leite cresce em comparação com 2022, mas ainda é menor do que a registrada em 2016

Nas últimas semanas, as importações de leite e derivados têm motivado um debate sobre seus impactos para o mercado nacional. Isso porque, no primeiro semestre de 2023 as importações de produtos lácteos, vindos majoritariamente da Argentina e do Uruguai, aumentaram mais de 180% na comparação com o mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, dada a importância socioeconômica da produção leiteira, o tema mobilizou representantes de diferentes setores da cadeia produtiva. No entanto, a julgar pelos dados levantados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), esse movimento das importações não é tão extraordinário como pode parecer em um primeiro momento. Continue reading “Importação de leite cresce em comparação com 2022, mas ainda é menor do que a registrada em 2016”

Produção de leite cresce em SC, enquanto diminui na maioria dos Estados

Segundo a Pesquisa Trimestral do Leite, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de leite adquirida pelas indústrias brasileiras diminuiu 5,1% no ano passado, em comparação com 2021. Por outro lado, em Santa Catarina a quantidade aumentou em cerca de 32 milhões de litros, o que representa um acréscimo de 1,1% em comparação com o ano anterior. Continue reading “Produção de leite cresce em SC, enquanto diminui na maioria dos Estados”

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Observatório Agro Catarinense
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