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Santa Catarina exporta 2 milhões de toneladas de carnes em 2025 e bate recorde histórico no comércio internacional do setor

Santa Catarina encerrou 2025 com desempenho recorde nas exportações de proteínas animais. No acumulado do ano, o Estado exportou 2 milhões de toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) com receitas de US$ 4,50 bilhões, registrando crescimento de 2,8% em volume e de 8,4% em valor em relação a 2024. Os resultados são os melhores da série histórica iniciada em 1997, e consolidam o protagonismo catarinense no comércio internacional do setor.

Foto: Divulgação/SAPE

Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em 2025, SC foi responsável por 19,5% do volume de carnes exportadas pelo Brasil, sendo o segundo principal Estado exportador de carne do país.

“Temos uma produção de excelência, por isso todo mundo quer comprar do nosso Estado. Esse é o resultado do trabalho duro do nosso produtor, de toda a cadeia produtiva e do trabalho sério do Governo do Estado para manter a sanidade dos rebanhos e abrir novos mercados”, destaca o governador Jorginho Mello.

Somente em dezembro, os embarques catarinenses totalizaram 193 mil toneladas, com receita de US$ 428,6 milhões. Na comparação com novembro de 2025, o crescimento foi de 23,5% em volume e de 21,6% em valor. Frente a dezembro de 2024, as altas chegaram a 14,1% em quantidade e 17% em receita.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números reforçam a força e a competitividade do agro catarinense. “Graças ao nosso status sanitário reconhecido internacionalmente, exportamos proteína animal para mais de 150 países. Superamos desafios e alcançamos resultados históricos em 2025. Isso é fruto do trabalho incansável dos produtores, das agroindústrias e do apoio permanente do Governo do Estado, com a liderança do governador Jorginho Mello, para fortalecer toda cadeia produtiva e ampliar a presença internacional dos nossos produtos”, destaca Chiodini. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, junto com as empresas vinculadas Cidasc e Epagri tem atuado para manter a sanidade e dar apoio por meio das políticas públicas.

Carne de frango

No acumulado de 2025, Santa Catarina exportou 1,20 milhão de toneladas de carne de frango, com receita de US$ 2,45 bilhões. Em relação ao ano anterior, houve aumento de 3% em quantidade e de 6,9% em valor. Esse é o maior faturamento da série histórica, iniciada em 1997, e o terceiro melhor resultado em volume.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl explica que a Arábia Saudita foi o principal destino da carne de frango catarinense no ano passado, respondendo por 11,9% da receita anual, seguida pelos Países Baixos (11,6%) e Japão (10,4%). No consolidado do ano, Santa Catarina respondeu por 25,6% da receita e 23,3% do volume exportado de carne de frango pelo Brasil, mantendo-se como o segundo maior exportador nacional do produto.

Foto: Divulgação/SAPE

Carne suína

As exportações de carne suína também atingiram patamar histórico em 2025. No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 748,8 mil toneladas, com receitas de US$ 1,85 bilhão, registrando crescimento de 4,1% em quantidade e de 9,4% em valor em relação a 2024. Esse é o melhor desempenho anual da série histórica, tanto em volume quanto em receita, mantendo Santa Catarina como o maior produtor e exportador de carne suína do país.

O Estado respondeu por 50,9% do volume e 51,8% da receita total das exportações brasileiras de carne suína no período. Os três principais destinos da carne suína catarinense em 2025 foram o Japão (21% da receita total), as Filipinas (19,2%) e a China (15,6%). Destaca-se o crescimento das exportações para o México, país que atingiu recentemente a quarta posição no ranking catarinense, com aumentos de 78,7% em quantidade e 82,8% em receita ante 2024.

Outros destaques
Além das carnes de frango e suína, Santa Catarina apresentou avanço significativo nas exportações de carne de perus, com aumento de 6,9% em quantidade e expressivo crescimento de 60,3% em receita. O Estado foi responsável por 44,8% do volume e 48% das receitas brasileiras com esse produto, consolidando-se como o principal exportador nacional.

Safra de cereais de inverno encerra ciclo com desafios para o trigo e oportunidades para aveia e cevada em Santa Catarina

A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim marcada por trajetórias distintas entre trigo, aveia e cevada. A combinação de preços pressionados no mercado internacional e menor atratividade econômica reduziu a área cultivada com trigo no estado. Por outro lado, aveia e cevada se constituem em alternativas de inverno importantes para geração de renda, diversificação da produção e conservação de solo.

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Epagri apresenta estratégias para fortalecer a cadeia produtiva do leite

Na quinta-feira, 4, a Epagri sediou uma reunião em Florianópolis para avaliar o atual panorama socioeconômico e os desafios do setor leiteiro. A iniciativa do encontro foi da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), que reuniu lideranças do segmento, parlamentares e a Cidasc. O evento teve como foco a busca por soluções para aumentar a competitividade da cadeia produtiva e apresentar os programas do Governo do Estado, que neste ano somam mais de R$ 216,3 milhões em apoio direto aos produtores de leite.

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Experimento sobre sistema de irrigação para bananicultura da Epagri comprova aumento de produtividade e de qualidade

Eventos climáticos extremos, como o ciclone que passou pelo Sul do país entre os dias 7 e 8 de novembro causando tornados no Paraná e Santa Catarina, provocam o time de pesquisadores da Epagri a buscar novas formas de produzir alimentos e mitigar prejuízos na lavoura. Além dos fortes ventos, outro problema que acarreta em perdas no campo é a estiagem prolongada, como a que aconteceu em 2019, e afetou a produção de banana no litoral norte catarinense. A boa notícia é que resultados preliminares de uma pesquisa realizada na Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) mostram que é possível produzir em quantidade e qualidade através de sistemas de irrigação adequados para as características locais.

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Tecnologia, clima e geopolítica: fatores que influenciam as estimativas da produção agrícola

A agricultura possui fatores biológicos, tecnológicos e climáticos decisivos para a produção agrícola. São aspectos que tornam muitas vezes a projeção da safra imprevisível. Mais recentemente, a geopolítica tem influído no mercado e na perspectiva futura de plantio. 

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Arroz da Epagri é reconhecido internacionalmente por contribuir com segurança alimentar em tempos de mudanças climáticas

A variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida pela Epagri em parceria com a Embrapa, acaba de receber reconhecimento internacional por sua contribuição à segurança alimentar e à adaptação da agricultura às mudanças climáticas. O material foi finalista mundial do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025” (GBA Award for Impact and Leadership in Bioeconomy 2025), promovido pela Global Bioeconomy Alliance da Novo Nordisk Foundation, na Dinamarca. O prêmio foi concedido durante a conferência anual da GBA em Copenhague, Dinamarca, que ocorreu de 29 de setembro a 3 de outubro de 2025. 

O arroz Dueto foi finalista mundial do Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025 (Fotos: Divulgação/Epagri)

Entre propostas de diversos países, a Dueto se destacou entre as cinco melhores do mundo, graças à sua inovação tecnológica e ao impacto social e ambiental comprovado. O projeto premiado, “Melhoramento de Arroz para temperaturas extremas no enfrentamento das mudanças climáticas objetivando segurança alimentar: o caso de sucesso da variedade SCSBRS126 Dueto”, é coordenado pelo pesquisador Rubens Marschalek, da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), e desenvolvido pela  equipe do Projeto Arroz, formada por pesquisadores e extensionistas da empresa.

 

Tecnologia e resiliência

Fruto de 15 anos de pesquisa e de uma sólida rede de cooperação entre Epagri, Embrapa e Udesc/CAV, com apoio de CNPq, Fapesc, Finep e Capes, a Dueto foi lançada comercialmente em 2023 e hoje está presente em mais da metade das áreas de arroz irrigado de Santa Catarina.

O diferencial do arroz Dueto e é a tolerância genética a temperaturas extremas

Conforme explica Marschalek, o principal diferencial da variedade é a tolerância genética a temperaturas extremas. Enquanto outras variedades sofrem esterilidade sob frio intenso (abaixo de 17°C) ou calor excessivo (acima de 38°C), a Dueto mantém produtividade, assegurando colheitas mesmo em condições climáticas adversas. “O grande mérito do arroz Dueto é combinar produtividade e estabilidade em um cenário de mudanças climáticas. Ele representa o futuro da orizicultura, uma resposta científica e tecnológica aos desafios do aquecimento global”, ressalta o pesquisador.

Além do impacto direto no campo, o desenvolvimento da variedade gerou avanços científicos expressivos: 18 publicações técnicas, sete artigos jornalísticos, oito vídeos e reportagens televisivas, além de duas dissertações de mestrado e uma tese de doutorado orientadas pela Epagri e pela Udesc.

O prêmio reconhece e estimula conquistas que aceleram a transição global para uma bioeconomia sustentável

O nome “Dueto” simboliza tanto a parceria entre Epagri e Embrapa quanto a dupla aptidão da planta, resistente ao frio e ao calor. A homenagem se estende ainda aos pesquisadores Orlando Peixoto de Morais (in memoriam), da Embrapa Arroz e Feijão, e Richard Elias Bacha, da Epagri, cuja trajetória marcou a história da orizicultura brasileira.

 

Pesquisa que transforma o campo catarinense

Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, a conquista reforça o papel da empresa na construção de soluções tecnológicas que fortalecem o agronegócio catarinense e a segurança alimentar global. Ele lembra que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, responsável por 9% da área nacional cultivada, distribuída entre 86 municípios e cerca de seis mil produtores – em sua maioria agricultores familiares.

O arroz Dueto representa o futuro da orizicultura, pois combinar produtividade e estabilidade em um cenário de mudanças climáticas

A evolução da produtividade no estado reflete o impacto da ciência: segundo a Epagri/Cepa, Santa Catarina produzia  1,8 tonelada de arroz por hectare na década de 1970 e passou para 8,73 toneladas por hectare em 2025.  “Essa transformação é resultado da integração entre pesquisa, extensão, produtores e indústria, marca do modelo catarinense de desenvolvimento rural”, salienta o presidente.

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Dorow, o reconhecimento internacional da Dueto simboliza o protagonismo da pesquisa pública. “O arroz Dueto é a prova de que a inovação nasce da ciência aplicada, construída em parceria com quem está no campo. É um orgulho para Santa Catarina e para o Brasil ver uma tecnologia desenvolvida aqui ser reconhecida mundialmente por sua contribuição à sustentabilidade e à segurança alimentar.”

 

Sobre o prêmio

O GBA Award for Impact and Leadership in Bioeconomy 2025 reconhece e estimula conquistas que aceleram a transição global para uma bioeconomia sustentável, premiando inovações e lideranças com impacto social, ambiental e tecnológico.

Com o selo da Global Bioeconomy Alliance, o SCSBRS126 Dueto projeta o nome de Santa Catarina no cenário internacional da bioeconomia. E a Epagri, com 50 anos de atuação em pesquisa agropecuária, reafirma, com esse prêmio, o papel estratégico da pesquisa pública na construção de um futuro mais sustentável.

Desempenho histórico impulsiona novo ciclo do milho em Santa Catarina

Após vários anos de retração na área cultivada, a safra 2025/2026 de milho em Santa Catarina começa com sinal de recuperação. A estimativa inicial aponta um aumento de 0,83% na área plantada em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 8.735 quilos por hectare, o que poderá representar o segundo melhor desempenho da série histórica, já que a safra passada foi excepcional em termos de rendimento.

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Agronegócio catarinense bate recordes e reforça protagonismo nacional

Santa Catarina continua como destaque nacional em vários produtos conforme os dados agropecuários de 2024 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com apenas 95,7 mil km² e uma população de 8,2 milhões de habitantes, Santa Catarina ocupa a 20ª posição em extensão territorial no país, mas está  entre os oito maiores estados brasileiros que se destacam no agronegócio. 

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Cebolicultura catarinense projeta alta de 6,9% na produção

A cebolicultura catarinense está na entressafra, com lavouras em bom estado, projeção de produção em alta e mercado pressionado pela oferta nacional. De acordo com os analistas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), na primeira quinzena de setembro, as lavouras comerciais da safra 2025/26 já estavam 100% implantadas, algumas delas em fase de bulbificação.  

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Epagri promove Dia de Campo e abertura da colheita da cebola em Ituporanga

No dia 8 de outubro, quarta-feira, a Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU) promove um o Dia de Campo para marcar a abertura da colheita de cebola. O evento começa às 8h e a cerimônia de abertura ocorre às 11h30min com a presença de autoridades e entidades representativas dos produtores rurais. É esperado um público de aproximadamente 300 pessoas, entre técnicos, estudantes de Agronomia e escolas técnicas e produtores de cebola de Ituporanga e de municípios do Alto Vale do Itajaí. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo fone (47) 3533-8818 com Adriana, ou apontando a câmera do celular ara o QR publicado ao final desta matéria.

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