Fonte: Ministério da Indústria, Comércio e Serviços
O estado se consolidou como um dos principais produtores de mel do Brasil, ocupando a 8ª posição no ranking nacional em 2023, com uma produção de 4.234 toneladas, o que representa 6,6% da produção total do país. No entanto, o estado vai além das fronteiras internas: em 2024, Santa Catarina se tornou o terceiro maior exportador nacional de mel, com 5.476,8 toneladas exportadas.
Os principais destinos do mel catarinense no ano passado foram os Estados Unidos, que absorveram 81% das exportações, seguidos pelo Reino Unido (10,8%), Alemanha (4,5%), Bélgica (1,2%) e Canadá (1,1%). Esse cenário coloca o estado como um player relevante no comércio internacional de mel, com forte presença em mercados exigentes.
O setor de carnes de Santa Catarina registrou um desempenho excepcional nas exportações no primeiro bimestre de 2025, alcançando recordes históricos tanto em volume quanto em receitas. Nos dois primeiros meses do ano, o estado exportou 328,6 mil toneladas de carnes que incluem frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras, gerando receitas de US$ 698 milhões. O resultado supera os melhores índices da série histórica iniciada em 1997, levando em consideração os meses de janeiro e fevereiro. As altas de carnes foram de 8,3% no volume e 16,8% na receita, na comparação com o mesmo período de 2024.
Meteorologistas da Epagri/Ciram e da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC) emitiram nota conjunta com as atualizações mais recentes da probabilidade de ocorrência de La Ninã. O fenômeno se caracteriza pelo resfriamento da água na região equatorial do Oceano Pacífico e causa impactos na atmosfera, o que pode provocar “chuvas irregulares e tendência de acumulados próximos e até abaixo da média, em especial no Grande Oeste catarinense”, detalha a nota.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), por meio da Epagri, e o Sicoob Central SC/RS promovem em janeiro de 2025 o Giro da Safra, um projeto para acompanhamento e avaliação das lavouras de milho no Oeste catarinense. O objetivo é estimar a produtividade da safra e fornecer informações ao setor produtivo, contribuindo com o desenvolvimento da região, que é uma das principais produtoras de grãos do Estado. Em 2024 o Giro da Safra acompanhou a produção de milho no Planalto Norte catarinense.
Santa Catarina bateu recorde na exportação total de carnes em 2024, conquistou o melhor resultado de toda série histórica iniciada em 1997 e superou o maior desempenho anual que foi registrado em 2023. Esse patamar foi alcançado com embarque de 1,97 milhão de toneladas de carnes no ano (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras) com alta de 6,6% na quantidade exportada em relação ao ano anterior. As receitas foram de US$ 4,15 bilhões, crescimento de 3,2% em relação a 2023.
Em outubro, o preço médio mensal pago ao produtor de milho em Santa Catarina apresentou uma alta de 5,3% em relação ao mês anterior. Esses dados estão na última edição do Boletim Agropecuário, publicado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). Segundo o documento, os preços refletem a maior demanda interna pelo cereal, a entressafra no Brasil e a concorrência com as exportações.
Santa Catarina é vice-campeã nacional na produção de arroz, com cerca de 1,2 milhão de toneladas na safra 2023/2024. Esse grão é o quarto produto em Valor da Produção Agropecuária (VPA): responde por R$ 2,1 bilhão (9,4%) do total no Brasil, segundo dado da Epagri/Cepa 2022/2023. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária destaca todo o potencial dessa produção no Dia Internacional do Arroz, comemorado em 31 de outubro.
A conservação do solo e da água cresce com força na agricultura catarinense: esse tema é prioridade no setor e recebe o incentivo de diversas políticas públicas. Uma das que se destacam é o Kit Solo Saudável, lançado em 2019 pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária para facilitar o acesso dos agricultores às sementes de adubos verdes (também conhecidos como plantas de cobertura) e outros insumos para a melhoria do solo.
O Boletim Agropecuário de outubro mostra que os preços pagos aos produtores catarinenses de feijão, trigo, soja e carnes tiveram alta em setembro. De acordo com o monitoramento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), os melhores resultados foram para o feijão-preto, que teve um crescimento de 25,05% em relação ao mês anterior, e para o trigo, que registrou alta e 17,28% comparado a setembro do ano anterior.
A produção catarinense de leite teve aumento de 2,3% em 2023 e se mantém em quarto lugar no país, com 3,2 bilhões de litros no ano. Esse é um dos dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE sobre a produção de origem animal no País, no ano passado. A produção de ovos de galinha e de codorna atingiram recorde na série histórica.
Santa Catarina mantém como o quarto maior produtor de leite no Brasil (Foto: Divulgação/SAR)
O valor da produção catarinense é o quinto do país, totalizando R$ 8,9 bilhões em 2023 nos produtos de origem animal pesquisados: leite, ovos de galinha e codorna, lã e mel. De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, os dados da pesquisa pecuária evidenciam todo potencial catarinense. “Os nossos produtores e toda cadeia produtiva tem compromisso com a qualidade e sanidade dos produtos, por isso somos referência no mercado interno e nossos produtos chegam a mais de 130 países”, destaca Colatto.
No ano passado a produção leiteira nacional atingiu recorde com 35,4 bilhões de litros. Santa Catarina contribuiu para isso com 3,2 bilhões de litros produzidos. O aumento de 2,3% da produção catarinense frente a 2022 superou o dos maiores produtores: Minas Gerais (0,6%), Paraná (2,2%) e Rio Grande do Sul (1%). A produtividade catarinense por vaca ordenhada no ano (3.850 litros) foi a segunda maior do país.
Recorde na produção nacional de ovos
A pesquisa também mensura que Santa Catarina alcançou recorde da série na produção nacional de ovos de galinha em 2023, com um total de 285,1 milhões de dúzias, o crescimento foi de 3,2%. O valor da produção de ovos cresceu 13,2% e atingiu R$ 1,5 bilhão. Em termos absolutos, foi o avanço mais expressivo entre todos os produtos em Santa Catarina.
A produção de ovos de codorna também atingiu recorde de 35,7 milhões de dúzias. Pela primeira vez, SC subiu para a terceira posição no país, o aumento foi de 28,5%. O valor da produção (R$ 63,5 milhões) teve alta de 56,6% frente ao de 2022.
Conforme a PPM, a produção de mel de abelha permanece como oitava do país, mesmo com a redução de 10,9% frente a 2022. Santa Catarina corresponde a 6,6% da produção nacional, que é de 64,2 mil toneladas.
Informações à imprensa:
Andréia Cristina Oliveira
Assessoria de Comunicação / Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária
imprensa@agricultura.sc.gov.br / Fone: (48) 3664-4393
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