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Soja ganha espaço e muda dinâmica da produção de grãos no estado nos últimos 10 anos

A agropecuária catarinense tem peso social e econômico estratégico. Mesmo ocupando apenas 1,12% do território brasileiro, dos quais 38% estão cobertos por florestas naturais e 16,7% são destinados à agricultura, o Estado se destaca na produção de grãos como arroz, milho, soja, feijão e trigo. Juntas, essas culturas respondem por mais de 25% do valor bruto da produção agropecuária.

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Boletim Agropecuário

O Boletim Agropecuário reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.  O objetivo deste documento é apresentar, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados para os produtos selecionados:  alho, arroz, cebola, feijão, leite, maçã, milho,  soja, trigo,  avicultura, bovinocultura e suinocultura.

Capa Boletim Agropecuário

Boletim Agropecuário – 08/2025

Capa Boletim AgropecuárioO Boletim Agropecuário reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.  O objetivo deste documento é apresentar, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados.

Boletim Agropecuário 147 – Agosto/25 

Santa Catarina tem safra recorde de grãos em 2025 com alta de 20,7%

A safra de grãos 2024/2025 confirmou o bom momento da agricultura catarinense, com crescimento expressivo de 20,7% no volume total produzido. O estado colheu 7,85 milhões de toneladas de grãos neste ciclo, frente a 6,5 milhões de toneladas na safra anterior. Todos os principais produtos apresentaram alta na produção, arroz (+12,2%), feijão (+14,1%), milho (+24,7%), soja (+19,1%) e trigo (+40,5%). 

O bom desempenho é resultado da combinação entre clima favorável, produtividade recorde e investimentos em tecnologia agrícola. No entanto, o cenário de preços ainda preocupa produtores, já que o aumento da oferta interna e externa pressiona o mercado.

 

Arroz: produtividade recorde, mas queda nos preços

A produção de arroz em Santa Catarina chegou a 1,3 milhão de toneladas, alta de 12,2% em relação ao ano anterior. A produtividade atingiu o maior índice da série histórica, com 8,95 toneladas por hectare. Apesar do avanço nas lavouras, o preço ao produtor caiu cerca de 41%, impactado pelo excesso de oferta no Brasil e no Mercosul e pela demanda estagnada.

Feijão: bom desempenho da primeira safra equilibra resultado

Com aumento de 14,1%, a produção de feijão alcançou 129 mil toneladas, sustentada principalmente pela primeira safra. O feijão-preto teve leve valorização (+3,99%), mas os preços continuam abaixo dos patamares de 2024. O excesso de oferta e a perecibilidade do produto mantêm pressão sobre o mercado.

Milho: produção cresce mesmo com menos área plantada

O milho catarinense registrou crescimento de 25%, com 2,7 milhões de toneladas colhidas. A produtividade média chegou a 9,8 toneladas por hectare, a maior já registrada no estado. Mesmo com a redução de área, o resultado foi expressivo. No entanto, os preços seguem em queda, influenciados por uma segunda safra nacional robusta e boas perspectivas nos Estados Unidos.

Soja: área e produtividade impulsionam crescimento

A soja teve aumento de 19,1% na produção, chegando a 3,27 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento da área plantada quanto pela boa produtividade média, de 3.931 kg/ha. Apesar de uma leve alta nos preços em junho, o mercado voltou a cair em julho, refletindo a grande oferta nacional e o cenário externo.

Trigo: safra se recupera após frustração anterior

A produção de trigo saltou 40,5%, atingindo 432 mil toneladas. Esse crescimento expressivo se deve, em parte, à recuperação após a frustração da safra anterior, afetada por chuvas intensas na colheita. Mesmo com previsão de redução na área plantada em 2025/2026, as lavouras atuais apresentam boas condições, com 98% em fase vegetativa saudável.

Perspectivas

O desempenho positivo da safra 2025 reforça a importância da agricultura no desenvolvimento econômico de Santa Catarina. A combinação de tecnologia, clima favorável e apoio institucional tem elevado a produtividade no campo. No entanto, o cenário de preços baixos para diversas culturas exige atenção e políticas de suporte à comercialização e exportação.

Com o milho e o trigo puxando o crescimento percentual, a expectativa é de que o estado continue ampliando sua produção, desde que sejam superados os desafios de mercado e logística.

O Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, atribui o salto na produção de grãos em Santa Catarina na última safra à combinação de tecnologias modernas e condições climáticas favoráveis. Segundo ele, a adoção de cultivares melhoradas e o manejo eficiente das culturas foram determinantes para o resultado. “Nessa safra em específico, o clima também contribuiu de maneira decisiva, com chuvas regulares”, destacou.

O desempenho recorde não foi exclusividade catarinense. No cenário nacional, a produção de milho, soja e arroz também atingiu patamares históricos. No entanto, a elevada oferta pressionou o mercado, resultando na queda dos preços no primeiro semestre de 2025. Haroldo explica que fatores externos também influenciaram o movimento. “A Argentina recuperou a produção de milho e soja, e isso contribuiu para a pressão sobre os preços no mercado”, afirmou.

Tecnologia e segurança alimentar: 50 anos de impacto da pesquisa da Epagri na produção de arroz e feijão

Em 2025, a Epagri celebra 50 anos de dedicação à pesquisa agropecuária, com destaque para sua contribuição no cultivo de duas culturas fundamentais para a alimentação dos brasileiros: o arroz e o feijão. Essa dupla tão presente no prato do dia a dia não é apenas tradição — ela também se complementa na nutrição. Juntos, arroz e feijão fornecem proteínas de boa qualidade e todos os aminoácidos essenciais, que são os “blocos de construção” usados pelo nosso corpo para formar músculos, tecidos e outras estruturas importantes para a saúde e o bem-estar.

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Boletim Agropecuário – 07/2025

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Boletim Agropecuário 146 – Julho/25 

Boletim Agropecuário – 06/2025

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Boletim Agropecuário 145 – Junho/25 

Produção cresce e mercado oscila: Boletim Agropecuário de maio destaca cenário do agro em Santa Catarina

A nova edição do Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, referente ao mês de maio, aponta crescimento de 14% na produção total de feijão em Santa Catarina, com valorização do tipo carioca e recuo nos preços do feijão-preto. A publicação também destaca a produtividade histórica de milho e soja no estado, enquanto o arroz enfrenta queda de 44% nas exportações, mesmo com rendimento recorde nas lavouras. O alho segue com boa qualidade e preços estáveis, apesar do alto volume de importações. 

O boletim mensal traz dados atualizados sobre produção, preços, clima e mercado, servindo como termômetro do agronegócio catarinense. Confira os destaques do Boletim Agropecuário de maio de 2025:

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Boletim Agropecuário – 05/2025

Capa Boletim AgropecuárioO Boletim Agropecuário reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.  O objetivo deste documento é apresentar, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados.

Boletim Agropecuário 144 – Maio/25 

Estiagem em SC: veja como estão as culturas a campo e a previsão do tempo para o próximo trimestre

As chuvas mal distribuídas e o calor intenso registrados entre janeiro e março de 2025 têm afetado municípios das regiões Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina, provocando um cenário de estiagem. Diante dos impactos potenciais para a agricultura e a pecuária, a Epagri iniciou um levantamento de perdas, em colaboração com entidades parceiras nos municípios, com o objetivo de coletar dados que subsidiem as estimativas de danos. Essas informações são utilizadas pelas prefeituras municipais para embasar a declaração de estado de emergência, além de fornecer orientações técnicas para mitigar os impactos.

A dificuldade maior está relacionada ao abastecimento de água, tanto para consumo humano quanto animal (Foto: Luís Dorneles Lopes/Epagri)

Conforme o setor de meteorologia da Epagri/Ciram, as massas de ar quente durante o verão de 2025 foram persistentes e intensas, provocando ondas de calor no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, esse ar quente impediu a chegada de um dos sistemas meteorológicos responsáveis pela chuva em larga escala: as frentes frias, que neste verão se deslocaram mais para o sul, atingindo o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

“A maior parte da chuva ocorreu em forma de pancadas isoladas no final da tarde e à noite, características típicas da estação. A distribuição da precipitação foi desigual, com a escassez mais acentuada especialmente do Extremo Oeste ao Meio-Oeste”, explica a meteorologista Marilene de Lima.

 

Municípios afetados

De acordo com o setor de hidrologia da Epagri/Ciram, 16 municípios de Santa Catarina enfrentam seca moderada até o momento: Barra Bonita, Bandeirante, Belmonte, Guaraciaba, Itapiranga, Paraíso, Passo de Torres, Piratuba, Princesa, Romelândia, Santa Helena, Santiago do Sul, São João do Oeste, São João do Sul, Tunápolis e Xanxerê. Apenas Passo de Torres e São João do Sul não estão localizados nas regiões Oeste e Meio-Oeste.

Em relação ao nível dos rios, a Epagri/Ciram aponta estiagem nos corpos d’água de Guaraciaba, Mondaí, Saudades, Tangará, Concórdia e Santo Amaro da Imperatriz. A situação é mais grave nos rios de Guaraciaba, Tangará e Concórdia.“Esse fenômeno hidrológico se agrava devido às altas temperaturas nessas regiões. As altas temperaturas aumentam a evaporação da água no solo e a transpiração das plantas”, explica o pesquisador em hidrologia da Epagri/Ciram, Guilherme Xavier de Miranda Junior.

 

Culturas afetadas

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa), a falta de chuvas não afetou a safra de verão, como é o caso do milho e da soja 1ª safra, que está em fase de colheita. No entanto, lavouras como a soja, o milho e o  feijão 2ª safra estão sendo afetadas, com uma possível redução na produtividade caso a estiagem persista.

Grãos

Segundo dados do monitoramento de safras realizado pela Epagri/Cepa, cerca de 62% da área plantada com feijão 2ª safra em Santa Catarina estão em desenvolvimento vegetativo. Para 86% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 7% médias e 7% ruins. “Devido à falta de chuva, a produtividade estimada deverá cair significativamente, bem abaixo dos 1,8 mil kg/ha esperados antes do agravamento da estiagem”, afirma o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, João Alves.

As lavouras de milho 2º safra estão sofrendo com estresse hídrico,e estima-se queda na produtividade (Foto: Jacob Kafer/Epagri)

No caso do milho 2ª safra, João Alves relata que na microrregião de Concórdia muitas lavouras foram perdidas devido ao excesso de calor e à falta de umidade. Já nas microrregiões de Chapecó e São Miguel do Oeste, as lavouras em fase de desenvolvimento e florescimento estão sofrendo com estresse hídrico, e estima-se queda na produtividade. 

Em todo estado, cerca de 62% da área plantada com milho 2ª safra está em desenvolvimento vegetativo e as condições das lavouras estão ficando piores na medida em que a estiagem avança. Até o final da primeira quinzena de março, em 71% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 21% médias e 8% ruins.

A produtividade estimada do feijão 2ª safra deverá cair significativamente, bem abaixo dos 1,8 mil kg/ha esperados antes do agravamento da estiagem (Foto: Jacob Kafer/Epagri)

Com relação à soja 2ª safra, as poucas chuvas ocorridas desde o início de março não foram suficientes para garantir o bom desenvolvimento da cultura. Na microrregião de Chapecó, em função da estiagem, a produtividade estimada está em torno de 2,7 mil kg/ha. Em cerca de 72% da área plantada desse grão no estado, as plantas estão em desenvolvimento vegetativo e 27% em fase de floração. Em relação às condições de lavoura, até o momento, em 86% da área plantada, as lavouras são consideradas boas, 9% médias e 5% ruins.

Pecuária

As pastagens também estão sendo impactadas pela falta de água, o que, somado ao estresse térmico dos animais, pode prejudicar a produção e a reprodução tanto de bovinos leiteiros quanto de corte. “Isso pode aumentar os custos de produção devido à necessidade de uma maior suplementação com silagem e concentrados”, explica Sidinei Weirich, extensionista rural do Departamento Estadual de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri (DERP).

Ele também destaca a atual dificuldade relacionada ao abastecimento de água, tanto para consumo humano quanto animal. “Cerca de 400 propriedades já foram atendidas pelas prefeituras municipais com água para dessedentação animal, e 200 para consumo humano”, informa o extensionista.

Sidinei também observa que os pecuaristas que seguem o sistema recomendado pela Epagri, com pastagens perenes de verão, estão enfrentando menos dificuldades com a falta de forragem para os bovinos. “Agricultores que adotam boas práticas de manejo do solo, como o uso de palhada, plantas de cobertura e terraços, estão conseguindo manter suas culturas menos impactadas pela seca”, afirma.

 

Abril deve chover pouco no Oeste Catarinense

média climática de chuvas em abril apresenta uma redução em relação aos meses de verão, variando entre 130 e 190 mm nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina. De acordo com a Epagri/Ciram, em abril de 2025, a precipitação no Oeste Catarinense deve ficar abaixo da média histórica, com períodos de chuva alternando com dias mais secos. Nas demais regiões do estado, a chuva se mantém próxima da média, com registros pontuais acima da média no litoral. Para os meses de maio e junho, a previsão indica chuvas dentro da média em todo o estado.

Em relação às temperaturas, espera-se que, de abril a maio, as temperaturas fiquem acima da média climatológica. Embora a tendência seja de dias mais quentes que o comum para a época, episódios de frio mais intenso são previstos para o Sul do Brasil, especialmente em maio, com noites e madrugadas de temperaturas significativamente mais baixas e formação de geada, principalmente do Extremo Oeste ao Planalto. 

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