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Análise comparativa da volatilidade de preços entre morango orgânico e convencional na grande Florianópolis (2022–2026)

O monitoramento da Epagri/Cepa registrou Valor da Produção Agropecuária (VPA) recorde de R$ 74,9 bilhões em 2025 em Santa Catarina, evidenciando a relevância das cadeias de alto valor agregado, com destaque para a fruticultura. O cultivo do morango sobressai pelo valor comercial e pela crescente demanda por produtos orgânicos, que apresentam dinâmica própria de preços e diferenciação de mercado. Compreender esse comportamento de preços é fundamental para orientar produtores, gestores e formuladores de políticas públicas no estado.

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Autores

Lucas T. Borges – Assistente de Pesquisa, Epagri/Cepa, Florianópolis-SC, email: lucasborges@epagri.sc.gov.br
João R. Alves;
Rogério Goulart Jr;
Emile D. R. Santana;
Catherine Amorim;
Andriele C. de Morais

Dinâmica da comercialização de morango na CEASA São José: análise comparativa dos volumes e da participação dos principais municípios fornecedores nos canais de comercialização, entre 2024 e 2025

A cadeia produtiva do morango representa um segmento socioeconomicamente relevante na fruticultura brasileira, com os entrepostos atacadistas, como a CEASA São José, desempenhando papel crucial no abastecimento e na formação de preços. Compreender a dinâmica de comercialização nesses centros é fundamental para analisar a organização da cadeia e as estratégias de produção e distribuição. 

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Autores

Lucas T. Borges – Assistente de Pesquisa, Epagri/Cepa, Florianópolis-SC, email: lucasborges@epagri.sc.gov.br
João R. Alves;
Rogério Goulart Jr;
Emile D. R. Santana; Catherine Amorim;
Andriele C. de Morais

Sistema de preços recebidos pelos produtores orgânicos: um referencial para os programas governamentais de aquisição de alimentos

A agricultura orgânica apresenta crescimento em nível mundial. Segundo dados da FAO, a área global destinada a esse sistema produtivo alcançou 98,8 milhões de hectares em 2023. No Brasil, entretanto, observou-se uma redução da área cultivada no mesmo período. Mas, em março de 2025, o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos registrou crescimento. Em Santa Catarina, a evolução também foi significativa, com aumento de 17% ao ano, entre 2002 e 2026 (1.314 produtores ativos), evidenciando a consolidação da agricultura orgânica no estado. 

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Autores
João R. Alves – Eng-Agr. Ms.- Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural
Rogério Goulart Jr. –  Econ. Dr.- Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural

Análise do custo de produção referencial da cultura do maracujazeiro na fruticultura catarinense

Estima-se que cerca de mil produtores cultivam mais de 2 mil ha da cultura no Sul catarinense. A limitada disponibilidade de informações sobre a estrutura de custos da cultura evidencia a necessidade de desenvolver um modelo de custos adaptado à realidade dos produtores locais e auxiliar no controle e tomada de decisões. 

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Autores
Catherine Amorim – Assistente de Pesquisa, Epagri/Cepa, Estação Experimental de Urussanga, SC. E-mail: catherineamorim@epagri.sc.gov.br
João R. Alves
Diego A. da Silva
Sandoval M. Ferreira
Henrique B. Petry
Natan da R. Porto
Eusébio P. Tonetto
Rogério Goulart Junior

Análise de custos de produção referenciais de maçã, maracujá e banana em Santa Catarina

A agropecuária catarinense caracteriza-se pela sua diversificação produtiva, embora ainda apresente uma forte concentração econômica em poucas cadeias que detêm a maior parcela do valor total produzido. Em 2024, os 4 primeiros segmentos concentraram 60% do Valor da Produção Agropecuária (VPA) estadual. Nesse cenário, a fruticultura respondeu por 4,3% do montante, consolidando-se como uma contribuição estratégica para o desempenho global do agronegócio de Santa Catarina, que atingiu R$63,7 bilhões (Epagri, 2025). O objetivo deste trabalho foi de gerar indicadores técnicos e gerenciais de custos as culturas da maçã, no Planalto Sul; do maracujá, no Litoral Sul; e da banana, no Litoral Norte, para melhor estratégia estadual do setor. A metodologia empregada consistiu em painéis regionais com técnicos, pesquisadores, produtores e representantes do setor. Nesses encontros, definiu-se a “propriedade típica“, com tamanho, produtividade média e sistema de produção de maior frequência regional que serviram de base para a construção de coeficientes técnicos e de indicadores econômicos atualizados para as culturas utilizando o método de custeamento com base no Custo Operacional Efetivo (COE). Conforme as estruturas de custos operacionais, é necessário que os produtores otimizem seus ativos, reduzindo a depreciação unitária e o maior custo com serviços mecânicos a partir de tecnologias mais sustentáveis nas propriedades. Enquanto, a significativa participação da mão de obra nos custos da fruticultura reforça o papel desta atividade na promoção do desenvolvimento socioeconômico de pequenas e médias propriedades, gerando empregos e garantindo segurança alimentar. 

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Autores
João Rogério Alves – Eng-Agr. Ms.- Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural –  joaoalves@epagri.sc.gov.br
Rogério Goulart Jr. – Econ. Dr.- Agente de pesquisa – Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural, Centro de
Socioeconomia e Planejamento Agrícola – Epagri/Cepa

Evolução dos indicadores econômicos de custos de produção da fruticultura em Santa Catarina: maçã, banana e maracujá

A fruticultura é uma atividade de grande relevância econômica e social para Santa Catarina, destacando-se pela expressiva participação na produção nacional de frutas como maçã, pêra, banana, pêssego, maracujá e uva. Com aproximadamente 13,5 mil produtores cultivando mais de 55 mil hectares, o setor gera cerca de R$1,5 bilhão em valor bruto da produção. Apesar de sua importância, ainda existe carência de informações sobre a estrutura de custos de produção, fator essencial para o planejamento, a adoção de tecnologias e a sustentabilidade econômica das propriedades rurais. O objetivo é a análise da evolução dos custos de produção da maçã, banana e maracujá em Santa Catarina entre 2020 e 2026, com base nos dados e metodologia de custos variáveis da Conab. O estudo utilizou o custo de produção variável da Conab para as safras entre 2020 e 2026. No trabalho foram calculadas as participações das despesas do custo variável e custo fixo e a taxa de crescimento entre os anos selecionados. Os resultados demonstram que os custos de produção das principais frutas catarinenses apresentaram aumentos significativos entre 2020 e 2026, especialmente nos componentes relacionados à mão de obra, insumos e despesas financeiras. O conhecimento detalhado da estrutura de custos é fundamental para auxiliar produtores e técnicos na tomada de decisões, no planejamento das atividades e na adoção de estratégias que garantam maior eficiência produtiva e rentabilidade. 

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Autor
Rogério Goulart Jr. – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br

Análise de custo de produção referencial da maleicultura catarinense

O estado de Santa Catarina é o segundo maior produtor de maçã do Brasil, com 47,3% da produção e o maior em área com 48,7% do total nacional. Conforme estimativas da Epagri/Cepa, na safra 2024/25, Santa Catarina contou com cerca de 2.700 pomicultores gerando um valor bruto da produção (VBP) total de R$1,18 bilhão. A produção é de pequenas propriedades familiares, com produtores organizados em cooperativas ou com contrato com empresas que fornecem serviços de classificação e embalagem automatizados. O objetivo deste trabalho foi analisar os componentes de Custo de Produção Referencial para a maçã, em São Joaquim, a partir da metodologia do custo operacional efetivo – COE (Epagri/Cepa). Com dados e informações obtidos no Painel de especialistas, em São Joaquim, com a presença de produtores, representantes do setor, técnicos e pesquisadores. A metodologia contou com a definição da propriedade modal em área (3,5 ha) e produtividade (50 mil kg ha-1) para a principal região produtora estadual, a caracterização do sistema de produção predominante com maçãs Fuji e Gala e a atualização dos coeficientes técnicos, componentes de custos e insumos utilizados na cultura. Os resultados demonstram que a cultura da maçã catarinense apresenta importância econômica e boa rentabilidade, mesmo diante dos custos significativos de produção. 

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Autores
Rogério Goulart Jr. – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br
João R. Alves;
Adelina C. de A. Berns;
Maêve S. C. Branco;
Marcelo C. de Liz

Análise da evolução da produção de maçã em Santa Catarina no período de 2014 a 2021

A maçã é uma das frutas mais cultivadas e consumidas globalmente, com diversos cultivares dominantes. Enquanto a China lidera a produção mundial, outros países, incluindo o Brasil, também têm participação significativa, sendo Santa Catarina um dos principais estados produtores brasileiros. Este trabalho busca analisar a evolução da produção entre as safras 2014/15, 2017/18 e 2020/21 e os fatores influenciadores na produtividade e nos preços das maçãs catarinenses. A pesquisa emprega uma abordagem descritiva e documental, utilizando dados de relatórios da Epagri/Cepa e do IBGE para analisar a safra de maçãs em Santa Catarina. Mesmo com eventos adversos, nas principais regiões produtoras catarinenses houve aumento na produção e ganho na produtividade com novas tecnologias de produção, apesar de menor valorização nos preços negociados das frutas comercializadas. A atividade não apenas contribui significativamente para a economia regional, mas também gera empregos e sustenta milhares de famílias. A análise reforça a necessidade de adaptabilidade e monitoramento contínuo às condições climáticas e de mercado para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva da maçã em Santa Catarina. 

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Autores
Rebeca Poluceno Souza¹
Alberto Fontanella Brighenti² 
Rogério Goulart Junior³

¹ Acadêmica do Curso de Graduação em Agronomia (CCA-UFSC) e-mail: rebecapsouza@hotmail.com;
² Engenheiro-agrônomo, Dr., Professor adjunto do Departamento de Fitotecnia (CCA-UFSC), e-mail: alberto.brighenti@ufsc.br;
³ Economista, Dr., Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), e-mail: rogeriojunior@epagri.sc.gov.br.

Análise do comportamento das exportações catarinenses de carne suína no período 2003 a 2023

O agronegócio brasileiro se consolidou como um dos pilares da economia brasileira, com destaque no cenário mundial, colocando o país como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. Dentro deste contexto, o estado de Santa Catarina desempenha um papel de importante contribuição, visto que 64,72% de suas exportações estão ligadas ao agronegócio, nas quais predomina a exportação de carne suína. Diante da relevância das exportações desta atividade para a economia catarinense e nacional, este estudo busca analisar o comportamento destas exportações ao longo dos últimos 20 anos. Para tanto, a abordagem do artigo parte da teoria clássica das vantagens comparativas de David Ricardo e na teoria de dotações de fatores de Heckscher-Ohlin e utiliza a decomposição da série histórica em tendência, sazonalidade e quebras estruturais como estratégia empírica. O estudo identificou uma quebra estrutural em 2016, que marcou uma mudança relevante na tendência das exportações. Deste ponto em diante, observou-se um acelerado crescimento, contrastando com o período anterior, caracterizado por maior estabilidade. Onde embora apresentasse tendência mais estável, era afetada por flutuações causadas por maior demanda de alguns países e reduções ligadas a questões sanitárias e econômicas. A análise de sazonalidade mostrou um comportamento de crescimento até agosto, quando atinge o ápice, seguido de uma redução gradual, refletindo a demanda dos principais países importadores. Fatores econômicos, variações sazonais de demanda ao longo do ano e condições sanitárias são identificados como as principais influências sobre o volume de exportações. Além disso, o estudo evidenciou a forte dependência do setor em relação a determinados mercados, o que pode representar tanto uma vantagem como um risco, dependendo das condições de mercado.  

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Autores
Yasmin Metzler – EPAGRI/CEPA –  metzleryasmin@gmail.com
Alexandre Luís Giehl – EPAGRI/CEPA – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br

Compras públicas de alimentos da agricultura familiar de Santa Catarina: O potencial das compras estaduais

As compras públicas de alimentos se consolidaram nas últimas duas décadas como instrumento de construção de mercados para a agricultura familiar. O propósito de tais políticas é fortalecer a agricultura familiar, aumentando a renda dos agricultores e facilitando sua entrada no mercado formal. Além disso, se propõem a impulsionar sistemas alimentares sustentáveis ao valorizar produtos sustentáveis e incentivar práticas como a produção orgânica. No âmbito federal, o Programa Nacional de Alimentação escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) se estabeleceram como referência de compras públicas, e, em torno dos programas se construiu uma literatura robusta. No entanto, pouco se discute sobre o potencial das compras públicas estaduais utilizando o instrumento jurídico de dispensa de licitação para aquisição direta da agricultura familiar. O estado de Santa Catarina, em particular, tem grande potencial de aproveitamento dos mercados criados pelas compras públicas visto que é um estado cujo rural é majoritariamente constituído por estabelecimentos da agricultura familiar. No entanto, apesar de dispor de compras públicas federais e de ter experienciado compras com recursos próprios, como foi o caso das compras efetuadas durante a pandemia, há espaço no estado para ampliar aquisições diretas da agricultura familiar. Este estudo detalha os investimentos federais no estado de Santa Catarina em aquisições de alimentos diretamente da agricultura familiar, bem como identifica os gastos que possuem potencial para serem direcionados a esse mesmo segmento oriundos do próprio estado.  

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Autores
Lilian de Pellegrini Elias; Epagri/CEPA; lilianelias@epagri.sc.gov.br
Júlia de Oliveira Silva; CSE/UFSC; J.Oliveira.Silv@hotmail.com

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Observatório Agro Catarinense
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