A 46ª Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelos analistas da Epagri/Cepa, confirma a recuperação robusta do agronegócio catarinense em 2025. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu recorde histórico de R$ 75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024.
O desempenho reflete uma expansão consistente do setor: o crescimento real chegou a 12,5% em 2025, já descontada a inflação, revertendo a retração real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma média de avanço real de 4,3% ao ano ao longo da última década.
Mais do que números, a Síntese Anual da Agricultura se consolida como uma ferramenta estratégica para Santa Catarina, reunindo dados oficiais e análises técnicas que orientam políticas públicas, decisões de produtores e investimentos, fortalecendo a competitividade e o desenvolvimento do agronegócio estadual.
No dia 23 de abril estudantes do curso técnico em Agropecuária do Cedup de Água Doce, instituição administrada pela Epagri em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED), participaram da colheita da lavoura de feijão. Foram cultivadas quatro variedades desenvolvidas pela Epagri/Cepaf; três do grupo preto (SCS208 Cronos, SCS206 Potência e SCS204 Predileto) e uma pertencente ao grupo carioca (SCS207 Querência). A extensionista da Epagri, Marianne de Oliveira, explica que os alunos utilizaram parcelas experimentais, sob os mesmos tratos culturais, o que possibilitou o acompanhamento das diferentes fases de desenvolvimento da planta. A colheita resultou em 10 sacas, destinadas à alimentação escolar.
Inovação agrícola da Epagri cultiva o conhecimento no Cedup de Água Doce (Fotos: Divulgação/Epagri)
Nas atividades, que integraram teoria e prática de forma interdisciplinar, os alunos aplicaram processos tradicionais da agricultura familiar, como o arranquio, o amontoamento e a bateção do feijão. Segundo Marianne “as práticas agrícolas tradicionais permitem que os alunos compreendam técnicas aplicáveis à realidade das propriedades rurais, em especial da agricultura familiar”.
A colheita integra o processo de consolidação dos conhecimentos básicos sobre os principais cultivos agrícolas, fundamentais para a formação dos futuros técnicos agrícolas. O conteúdo teórico foi repassado durante as aulas, onde os jovens trabalharam aspectos como as metodologias de estimativa de produtividade e perdas na colheita. No campo, os estudantes puderam aplicar esses conceitos, fortalecendo a aprendizagem e aproximando ainda mais o ensino da realidade rural.
Primeira colheita de soja marca novo capítulo na história do Cedup de Água Doce
O mês de abril representou também um importante marco para o Cedup de Água Doce com a primeira colheita de soja da instituição. A atividade seguiu a mesma organização teórico-metodológica aplicada no cultivo do feijão, integrando conteúdos conceituais sobre a cultura da soja ao acompanhamento prático das lavouras.
Os alunos do segundo ano estimaram uma produtividade de 73 sacas por hectare. Com a colheita, concluída no dia 28 de abril, o resultado final foi de 71 sacas por hectare, indicador muito próximo do estimado. Essa experiência permitiu que os alunos comparassem os cálculos prévios com os dados reais da lavoura, reforçando a importância da vivência prática como ferramenta de aprendizagem e demonstrando de forma concreta como a teoria se conecta à realidade do campo.
Primeira colheita de soja trouxe aprendizado sobre perdas e produtividade
Outro aspecto abordado foi o impacto econômico das perdas na lavoura. Acompanhados dos professores Júnior Proner e Marcos Roberto Klotz, que ministram a disciplina de Mecanização e Culturas, os estudantes realizaram uma atividade prática onde identificaram 1,89 sacas por hectare de grãos não aproveitados, sendo que em condições ideais, perdas entre 0,5 e 1,0 sacas por hectare são consideradas aceitáveis. Com base nos indicadores e no processo de cultivo e colheita, eles concluíram que as perdas podem ocorrer tanto na fase de pré-colheita, devido a fatores naturais ou acamamento, quanto na operação mecanizada, especialmente relacionados à plataforma de corte e à regulagem da máquina. Esses resultados evidenciam que perdas acima do limite representam impacto econômico direto ao produtor, reforçando a necessidade de ajustes adequados na colheitadeira e do controle da velocidade de operação para evitar danos ao plantio
Marianne relata que os alunos gostaram muito da experiência. Ela observa que “eles demonstraram muito entusiasmo, principalmente por se tratar da primeira colheita de soja realizada aqui na escola. Houve grande participação nas atividades, onde eles aproveitaram para tirar dúvidas”. O Cedup de Água Doce pretende realizar novas atividades práticas ao longo do ano, como a regulagem de semeadoras para culturas de inverno, o plantio de aveia, a determinação do ponto ideal de colheita do milho e a observação e acompanhamento do Azevém SCS316 CR Alto Vale, desenvolvido pela Epagri, para o pastejo dos animais.
A extensionista destaca que a atuação da Epagri nas escolas de ensino agrotécnico é estratégica para qualificar a formação profissional, ao integrar pesquisa, extensão rural e ensino em um mesmo ambiente. Ela salienta que “isso permite que os estudantes tenham acesso à inovação e tecnologias, como os cultivares desenvolvidos pela Epagri que são adaptados à realidade catarinense”. Marianne acredita ainda que essa integração contribui para que as instituições de ensino estejam mais conectadas às demandas do setor agropecuário de Santa Catarina.
Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Desenvolver um cultivar de cebola com boa produtividade e resistente à doenças, que apresente uniformidade de bulbos e um melhor desempenho agronômico, adaptado às condições climáticas e geológicas do Alto Vale do Itajaí, que é bastante úmida, é o desafio das pesquisas realizada na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU). A tarefa se torna ainda mais complexa quando o objetivo é desenvolver cultivares de cebola híbridos – que têm um potencial produtivo superior – e exige um trabalho minucioso de seleção e purificação de plantas.
Aline de Nardi de Morais, 16 anos, sempre gostou do campo, em especial da lida com os animais. A convivência com vacas, porcos e galinhas nas idas à casa da avó, no interior de Herval d’Oeste, na região do Meio-Oeste catarinense, foi despertando naquela menina a vontade de ficar no campo e trabalhar com os animais da fazenda.
Começou mais uma temporada de pinhão em Santa Catarina. Em cumprimento à lei estadual 15.457, de 17 de janeiro de 2011, a colheita foi liberada nesta quarta-feira, dia 1º de abril, com a promessa de aquecer a cozinha e a economia nos meses mais frios do ano.
Levantamento da Epagri estima que, em 2026, devem ser colhidas aproximadamente 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da Serra Catarinense, cerca de 32% a menos que em 2025, quando foram totalizadas 5,4 mil toneladas, perfazendo uma movimentação de R$32 milhões. A expectativa, porém, com menos produto no mercado, é que o preço pago ao produtor mantenha-se ou até suba em relação a 2025, quando ficou na média de R$6,44 por quilo.
O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sc/ha. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Meio-oeste projeta safra de milho 2025/26 com produtividade média de 204 sc/ha (Foto: Sicoob SC/RS)
Giro da Safra do milho reúne Epagri e Sicoob para apresentar dados de produtividade e manejo das lavouras (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A Epagrie o Sicoob SC/RS promovem a segunda fase da 3ª edição do Giro da Safra do milho grão em Santa Catarina. O encontro está marcado para o dia 25 de março, às 18h, na Sociedade Recreativa 7 de Setembro (Clube 7), em Campos Novos. Para facilitar a participação, será disponibilizado transporte aos produtores interessados, mediante inscrição junto às unidades locais da Epagriou do Sicoob.
No próximo dia 1º de abril, Santa Catarina inicia mais uma colheita de pinhão. A região serrana, com enormes florestas de araucária, é a que concentra a maior produção no Estado. Em 2025, foram colhidas 5,4 mil toneladas nos 18 municípios da Serra, perfazendo uma movimentação superior a R$ 32 milhões.
Representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições públicas participaram da reunião da Câmara Setorial do Arroz nesta quinta-feira (12), para discutir iniciativas estratégicas voltadas à produção de arroz com menor emissão de metano e à ampliação de oportunidades no mercado de créditos de carbono. O encontro foi realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA).
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