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Fruticultura catarinense: evolução recente das principais frutas entre 2015 e 2021(22)

Em Santa Catarina as principais lavouras permanentes de frutas representam em média 53 mil hectares colhidos com 12 mil produtores e produção média de 1,48 milhão de toneladas gerando cerca de R$1,9 bilhão de valor bruto da produção frutícola no estado. Entre as frutas produzidas no estado tem destaque a maçã, pera, pêssego, maracujá, banana e uva na
posição do ranking de nacional de produção em 1º, 2º, 3º, 3º, 4º e 6º, respectivamente (IBGE, 2022). No estudo, as principais frutas catarinenses de clima temperado e subtropical em quantidade produzida estadual, foram: banana, maçã, uva, maracujá, pêssego/nectarina, laranja, tangerina e pera. Assim, o objetivo do estudo foi verificar a evolução da produção das principais culturas frutícolas e as taxas de crescimento de indicadores como: número de produtores, área média por produtor produção e produtividade média. Esses indicadores por cultura podem ser utilizados para o planejamento agrícola e econômico do setor no estado catarinense e comparativo para outras unidades da federação. 

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Autores:
Rogério Goulart Junior – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br
Alceu Assis José Vicente –  alceuvicente@epagri.sc.gov.br
Sergio Neres da Veiga –  sergioveiga@epagri.sc.gov.br

A região dos vinhos de altitude de Santa Catarina: em busca de uma indicação de procedência

Na região dos vinhos de altitude catarinense existem algumas características regionais especiais da produção, como altitude e frio, que favorecem o desenvolvimento de frutas temperadas, principalmente maçã, uva, pêssego, ameixa e goiaba serrana, uma fruta nativa da região. A viticultura é tradicional em várias regiões do estado. Na década de 1990, novas áreas começaram a se destacar, como a região de altitude. O Brasil busca definir uma identidade para seus vinhos, com produção de qualidade em regiões específicas. A indicação geográfica é uma opção para melhorar a identidade e aumentar a competitividade. Nos anos 2000, a pesquisa se intensificou para desenvolver o potencial regional para a produção de uvas e vinhos finos. Assim, os produtores associados de “vinhos de altitude” estão solicitando o registro da IG. Desde então, a região passou a receber investimentos para a implantação de vinhedos e vinícolas. 

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Ano: 2020

Autores:
Léo Teobaldo Kroth;
Rogério Goulart Júnior;
Janice Maria Waintuch Reiter

Produção de bovinos para autoconsumo em Santa Catarina: relevância, características e dinâmica

A produção de bovinos para autoconsumo representa uma importante fonte de proteína animal para mais de 50 mil agricultores de Santa Catarina sendo que o abate destes animais gera um VBP de R$ 223 milhões. Não obstante sua relevância econômica e social, o abate para consumo próprio não faz parte da maioria das estatísticas oficiais, o que invisibiliza a atividade e resulta na existência de poucos estudos sobre o tema. O presente artigo apresenta uma análise exploratória dos abates de bovinos para autoconsumo em Santa Catarina entre 2010 e 2019, buscando identificar as principais características da atividade e avaliar as mudanças ocorridas no período. Para isso, foram utilizados dados do cadastro de produtores e animais junto ao órgão de defesa agropecuária do estado. Verificou-se que, em 2010, o autoconsumo representava 17,7% do total de bovinos abatidos em Santa Catarina.

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Ano: 2020

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

Análise de custos de produção de maçã em Santa Catarina entre 2015 e 2024

A maleicultura catarinense conta com média de 2,7 mil produtores e área de mais de 15 mil hectares, mas sua produção apresenta variações decorrentes de eventos climáticos adversos e problemas fitossanitários. Os custos de produção alternam próximo de R$ 50 mil por ha, para atender adequações de insumos, controle fitossanitário e mão-de-obra. Por isso o entendimento da evolução nos custos nas safras se torna importante indicador para o setor. O objetivo deste trabalho foi identificar quais as contas com maiores participações e variações ao longo do período, como forma de melhoria na tomada de decisão do setor. 

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Autores:
Rogério Goulart Junior – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br

Análise do setor de sementes de soja em Santa Catarina

A semente é o insumo básico e vital em qualquer sistema de produção agrícola (PESKE et al., 2019). É ela que contém toda tecnologia resultante de anos de pesquisa, melhoramento genético, seleção e testes de avaliação de cultivares em diferentes ambientes e determina o potencial produtivo de um cultivo. O mercado de sementes de soja movimenta 8,5 bilhões de reais anualmente no Brasil (ABRASEM, 2022). Com destaque ao consumo doméstico, uma vez que o Brasil é o maior produtor de soja do mundo, tendo alcançado na safra de 2021/22 a marca de 120 milhões de toneladas produzidas (CONAB, 2022).

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Evolução da produção de maçã no estado de Santa catarina (2014-2017)

Para as instituições públicas responsáveis pela promoção do desenvolvimento agrícola e rural sustentável, a consolidação de atividades produtivas que proporcionem renda aos produtores rurais é muito importante. O setor de produção de maçãs está, em muitos casos, ligado à diversificação da produção de frutas “in natura” ou industrializada para atender mercados locais, interestaduais e externos. Este trabalho analisa a evolução da produção de maçãs no Estado de Santa Catarina e a importância do segmento para o mercado brasileiro. 

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Autor
Rogério Goulart Júnior

Caracterização socioeconômica da produção de uvas e vinhos de altitude de Santa Catarina

No Brasil, uma indicação geográfica pode ser registrada, garantindo direito exclusivo relacionado à natureza e uso coletivo vinculado a um território ou região específica. A identificação de produtos e serviços vinculados a um território pode ser caracterizada como uma propriedade intelectual coletiva. As regiões dos “Vinhos de Altitude” estão localizadas nas Microrregiões de Joaçaba, Curitibanos e dos Campos de Lages no Estado de Santa Catarina. Essas regiões são constituídas por áreas com vinhedos localizados a partir de 900 metros acima do nível do mar. O ambiente natural definiu características de solo, temperatura e da microbiota presente nos vinhedos, além de inovações tecnológicas utilizadas na produção de uvas e vinhos de variedades de Vitis vinifera o que despertou o interesse para a implantação de uma Indicação Geográfica (IG) referente aos vinhos finos “de altitude”. O objetivo deste trabalho foi analisar as características socioeconômicas municipais relacionadas à importância da
vitivinicultura regional, com indicadores demográficos, produtivos e econômicos que compõem as regiões de  produção da IG. A vitivinicultura catarinense é responsável por 6,2% da área em produção brasileira, sendo que no Estado a participação da produção de uvas comuns (americanas e híbridas), de mesa e vinífera ficam em torno de 4,7% da quantidade produzida da fruticultura catarinense, com produtividade média de 14,0 mil quilos por hectare. Entre 2009 e 2017, o Estado de Santa Catarina com suas diferentes variedades de videira (Vitis vinifera L.) apresentou crescimento de 5,5% com novas áreas de cultivo, novas vinícolas e com investimentos em cantinas, hospedagem e gastronomia com foco no enoturismo, contribuindo para o desenvolvimento da
atividade. Nos municípios da região a agropecuária é relevante na composição do PIB2 municipal o que pode se refletir em uma maior dinâmica nos indicadores de desenvolvimento territorial da vitivinicultura regional. 

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Autores
Rogério Goulart Júnior
Janice Maria Waintuch Reiter
Marcia Mondardo

Bananicultura: Produção e exportações brasileiras (2014-2018)

O Brasil se destaca como um dos maiores produtores mundiais de frutas de clima tropical e temperado, com produção de mais de 40 milhões de toneladas a cada safra, e com uma área em produção de cerca de 2 milhões de hectares. Considerando a produção para consumo direto somada a produção destinada ao processamento, o Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, sendo superado apenas pela China e Índia. A bananicultura apresenta características especificas de agricultores familiares organizados em cooperativas e associações de produtores; ou de áreas em produção de grandes grupos multinacionais com alta produtividade em perímetros irrigados. O objetivo do trabalho é a discussão sobre a produção e o mercado brasileiro da bananicultura e a análise do mercado externo e as exportações brasileiras da fruta. Em 2016, a bananicultura mundial produziu 113,3 milhões de toneladas, em mais de 5,4 milhões de hectares colhidos da fruta. Em 2018, a produção brasileira de banana foi de 6,7 milhões de toneladas em 460 mil hectares de área em produção. Os quatro primeiros estados produtores concentram 43% da área colhida e 50% da quantidade produzida brasileira. A balança comercial brasileira mostra, além de problemas pontuais com a produção, a pouca articulação institucional e setorial com foco nas exportações e no grande mercado consumidor nacional ou novos mercados. Em 2017, três estados exportadores brasileiros foram responsáveis por 99,2% do volume da fruta comercializado com o exterior. Santa Catarina participou com 84,0% do total brasileiro exportado e o Ceará participou com 6,8%. As exportações de frutas frescas e processadas são uma excelente alternativa para antecipar receitas em função do descompasso do Brasil em relação aos seus principais concorrentes, na questão dos acordos fitossanitários e consolidação dos mercados sul-americano e europeu. Contudo, apesar do imenso potencial, ainda é necessária uma efetiva articulação estratégica institucional e setorial.

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Autor
Rogério Goulart Júnior

Urbanização e envelhecimento da população na perspectiva de agricultores familiares do Sul do Brasil

O artigo apresenta a perspectiva de agricultores familiares do Sul do Brasil sobre as mudanças demográficas em andamento, particularmente aquelas relacionadas à urbanização e ao crescimento populacional, com envelhecimento da população. A abordagem de pesquisa é qualitativa, com os dados obtidos por questionário e com técnica de grupo focal, empregando análise de conteúdo. Em relação à tendência de crescimento e de envelhecimento populacional, os resultados apontam para uma percepção de ameaça, com baixa manifestação dos agricultores. Em relação à urbanização, prevalece a percepção como sendo uma oportunidade, com manifestações de forma intensa. Entre as principais evidencias reveladas destaca-se: maior demanda por alimentos, com reflexos positivos sobre os preços; preocupações com a qualidade de vida do rural e do urbano; importância da força tecnológica, mas ainda insuficiente para frear o processo de urbanização; esgotamento da oferta de trabalho e a consequente elevação do seu custo; necessidade de adequações da legislação trabalhista para a realidade do rural; inquietudes sobre a qualidade da educação e sua adequação para favorecer a permanência dos jovens no campo. A partir dos resultados desse estudo, se espera inspirar e abrir novas linhas de pesquisa, especialmente voltados a compreender as transformações do mundo rural. Artigo na integra

Ano: 2018

Autores:
Luis Augusto Araújo; Epagri/Cepa
Luiz Torezan; Epagri/Cepa

Efeito de determinantes da lucratividade de estabelecimentos agropecuários familiares do Sul do Brasil – a visão baseada em recursos (VBR)

Há intensa preocupação entre os agricultores a respeito de como usar os recursos heterogêneos e escassos dos estabelecimentos agropecuários familiares. O interesse da pesquisa está na interface das relações existentes entre os recursos, as percepções dos agricultores e a performance. Nesse enfoque, objetiva-se analisar os efeitos de recursos determinantes da lucratividade de estabelecimentos agropecuários da Região Sul do Brasil, no amparo teórico da Visão Baseada em Recursos (VBR). A presente pesquisa assumiu características de estudo quantitativo, exploratório e descritivo. Os dados foram obtidos de levantamento contábil e de aplicação de questionário junto aos agricultores, de amostragem intencional. Foram estimadas duas equações de lucro por regressão linear múltipla, de N=923 observações, com repetição, nos anos de 2015 a 2018. As variáveis explicativas foram agrupadas em cinco categorias de recursos: gerenciais, físicos, financeiros, tecnológicos e, de capital humano. Como resultado, o lucro per capita dos estabelecimentos localizados no Paraná se mostra inferior em relação aos dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apresentam relação positiva com o lucro per capita: os custos reais per capita (recurso financeiro), se revela a principal força determinante da lucratividade e, em seguida, a área agrícola explorada (recurso físico) e o rendimento do tabaco estufa (proxi para recurso tecnológico). Em outro sentido, apresentam relação negativa com o lucro per capita: a presença física de trabalho familiar e contratado (recurso físico). Os agricultores, os técnicos em geral e os formuladores de políticas públicas muitas vezes desejam prever o efeito do uso dos recursos na lucratividade e, nesse propósito, a análise de regressão múltipla empregada ofereceu ajuda a essa questão. Artigo na integra

Ano: 2019

Autores:
Luis Augusto Araujo
Márcia Mondardo

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Observatório Agro Catarinense
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