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Parceria entre pesquisa e setor produtivo marca abertura da colheita do arroz em SC

Uma celebração à qualidade e capacidade produtiva do arroz catarinense marcou a 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 em São João do Itaperiú, na última sexta, 23, reunindo produtores, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras. A estimativa é que sejam colhidas até março 1,2 milhão de tonelada de arroz.

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Acordo União Europeia–Mercosul abre novas frentes para o agro catarinense

A assinatura do Acordo União Europeia–Mercosul, prevista para este sábado, 17 de janeiro, marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois blocos e reacende expectativas no setor produtivo catarinense. O tratado estabelece a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do alinhamento de regras para o comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Também prevê regras de origem, simplificação dos trâmites aduaneiros, maior transparência e o reconhecimento de certificações, com foco na redução da burocracia e na facilitação do comércio entre os blocos.

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50 anos de pesquisa: como a Epagri transformou Santa Catarina no maior produtor nacional de cebola

A produtividade da cebola em Santa Catarina cresceu cerca de 300% nos últimos 50 anos, desde a criação da Empasc, empresa pública de pesquisa agropecuária que deu origem à Epagri. O rendimento médio cresceu de 7,2 toneladas por hectare para 28,8 t/ha. O resultado se deve principalmente ao trabalho da Epagri de desenvolvimento de novas tecnologias de produção e de cultivares mais resistentes e atrativos comercialmente. 

Ações da Epagri de desenvolvimento de novas tecnologias de produção e de cultivares mais resistentes e atrativos impulsionaram produtividade da cultura da cebola (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Os dados são da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicação elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). A produção de cebola envolve cerca de oito mil famílias de agricultores que têm na cultura uma importante fonte de renda. Do ponto de vista econômico, a cebola é a hortaliça que apresenta o maior valor bruto de produção, movimentando entre R$ 600 a 900 milhões por ano.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, destaca que a empresa teve um papel preponderante na transformação do cultivo da cebola no Estado, levando Santa Catarina à liderança na produção nacional da hortaliça. Para ele, o desempenho da cebolicultura é fruto de um trabalho que nasce nas estações experimentais, mas ganha força de verdade quando chega às mãos dos agricultores. 

“A história do cultivo da cebola no Estado é também a história da confiança do produtor nas soluções que nós da Epagri construímos junto com eles. Nosso compromisso sempre foi oferecer ciência aplicada, tecnologias acessíveis e informação qualificada para que cada família agricultora pudesse produzir com mais segurança, eficiência e renda”, afirma Leite.

Hoje, a cebola integra a seleta lista dos produtos agropecuários catarinenses que são campeões de produção no Brasil. Dados do Observatório Agro Catarinense referente à safra 2024/2025 mostram que Santa Catarina responde por um terço da área plantada (19.295 hectares) e da produção (556.484 toneladas), com destaque para a cidade de Ituporanga, a capital nacional da cebola.

Variedades mais resistentes

Um dos principais marcos da pesquisa da Epagri em benefício da produção de cebola é o desenvolvimento de novos cultivares. Ao longo de sua história, a empresa lançou 10 variedades com o objetivo de ampliar o potencial produtivo, garantir boa conservação pós-colheita e se aproximar das características que agradam o consumidor. O primeiro cultivar, Empasc 351 – Seleção Crioula, foi lançado em 1984 e marcou a redução da dependência de sementes vindas do Rio Grande do Sul.

Desde então, outras variedades foram sendo incorporadas ao portfólio, até chegar à atual campeã de preferência entre produtores e comerciantes: a SCS373 Valessul. Lançada em 2017, ela já responde por mais da metade da área plantada de cebola em Santa Catarina. A Valessul combina as principais vantagens das duas variedades líderes antes de sua chegada — Bola Precoce e Crioula Alto Vale — reunindo maior resistência a pragas e doenças, além de excelente capacidade de armazenamento e transporte.

Desenvolvida pela Epagri, Valessul é a atual campeã de preferência entre produtores, comerciantes e consumidores (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Para o gerente da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, Gerson Wamser, essas características fazem muita diferença na rotina do produtor e no desempenho da cadeia como um todo. “A maior durabilidade no armazenamento permite ao agricultor comercializar a cebola em períodos de preços mais favoráveis, enquanto a resistência às pragas reduz custos com agrotóxicos. Já a casca vermelho-amarronzada, mais firme e aderente, conquistou o consumidor e contribuiu para o sucesso da Valessul no mercado”, destaca.

Sistemas de produção eficientes

A pesquisa da Epagri também foi protagonista no desenvolvimento de sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis ambientalmente para a cebolicultura, proporcionando melhor custo/benefício para o produtor. Entre eles, o Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), método agrícola que tem como principais pilares o revolvimento da terra limitado à linha da semeadura e a cobertura permanente do solo por meio de palhadas e plantas leguminosas. 

A cebolicultura se concentra em áreas suscetíveis à erosão e com solos bastante frágeis. Com as técnicas do SPDH, houve tanto controle da erosão quanto melhoria das condições do solo e redução do uso de produtos agroquímicos. O resultado direto na produção, segundo pesquisas realizadas pela Estação Experimental de Ituporanga, foi um aumento de até 22% no rendimento da cebola. 

Técnicas como o Plantio Direto contribuíram para sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, ampliando a produtividade

Outro método desenvolvido pela Epagri para os produtores de cebola é o Sistema de Produção Integrada de Cebola (SISPIC). Conforme explica o pesquisador da Estação Experimental de Urussanga, Francisco Olmar Gervini de Menezes Júnior, trata-se de um conjunto de orientações técnicas que tem o objetivo de produzir alimento seguro e sustentável. Ao mesmo tempo em que contribui para o aprimoramento da gestão da propriedade, ele traz redução de custos e agrega valor ao produto, melhorando a renda e diminuindo perdas e desperdícios. 

O sistema ganhou projeção nacional e internacional. Em 2016, o SISPIC foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como um exemplo de desenvolvimento sustentável agrícola e passou a fazer parte da plataforma digital de boas práticas da organização. Em 2022, o Governo Federal o transformou em uma norma técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Câmara Setorial de Grãos discute impactos do clima na safra de milho

No dia 10 de dezembro de 2025, a Câmara Setorial de Grãos reuniu, em formato on-line, especialistas do Brasil, da Esalq/Cepea e dos Estados Unidos para discutir o cenário do milho no Sul do país e as perspectivas para 2026. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária por meio da SAPE/CEDERURAL SC, teve como objetivo analisar a situação da safra, o comportamento do mercado e as projeções para o próximo ano.

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Exportações catarinenses de carnes batem recorde e somam US$ 3,7 bilhões até outubro

Santa Catarina segue consolidando sua posição de destaque nas exportações brasileiras de carnes. Mesmo com leve retração nos embarques de outubro, o estado registrou, no acumulado de janeiro a outubro de 2025, o melhor resultado da série histórica tanto em volume quanto em receita, segundo dados da Epagri/Cepa.

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Agronegócio catarinense bate recordes e reforça protagonismo nacional

Santa Catarina continua como destaque nacional em vários produtos conforme os dados agropecuários de 2024 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com apenas 95,7 mil km² e uma população de 8,2 milhões de habitantes, Santa Catarina ocupa a 20ª posição em extensão territorial no país, mas está  entre os oito maiores estados brasileiros que se destacam no agronegócio. 

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Pecuária impulsiona PIB catarinense com alta em frango e suíno

O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No acumulado de janeiro a junho de 2025, a economia catarinense registrou expansão de 6,1%.

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Trigo em SC registra queda de preços e safra 2025/26 terá produção menor

O mês de julho foi de novas perdas para os produtores catarinenses de trigo. O preço médio da saca de 60 kg fechou em R$75,26, queda de 0,75% em relação a junho. Desde maio, as cotações vêm registrando retração, influenciadas pelo período de entressafra e pela concorrência do cereal importado, especialmente da Argentina.

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Santa Catarina tem safra recorde de grãos em 2025 com alta de 20,7%

A safra de grãos 2024/2025 confirmou o bom momento da agricultura catarinense, com crescimento expressivo de 20,7% no volume total produzido. O estado colheu 7,85 milhões de toneladas de grãos neste ciclo, frente a 6,5 milhões de toneladas na safra anterior. Todos os principais produtos apresentaram alta na produção, arroz (+12,2%), feijão (+14,1%), milho (+24,7%), soja (+19,1%) e trigo (+40,5%). 

O bom desempenho é resultado da combinação entre clima favorável, produtividade recorde e investimentos em tecnologia agrícola. No entanto, o cenário de preços ainda preocupa produtores, já que o aumento da oferta interna e externa pressiona o mercado.

 

Arroz: produtividade recorde, mas queda nos preços

A produção de arroz em Santa Catarina chegou a 1,3 milhão de toneladas, alta de 12,2% em relação ao ano anterior. A produtividade atingiu o maior índice da série histórica, com 8,95 toneladas por hectare. Apesar do avanço nas lavouras, o preço ao produtor caiu cerca de 41%, impactado pelo excesso de oferta no Brasil e no Mercosul e pela demanda estagnada.

Feijão: bom desempenho da primeira safra equilibra resultado

Com aumento de 14,1%, a produção de feijão alcançou 129 mil toneladas, sustentada principalmente pela primeira safra. O feijão-preto teve leve valorização (+3,99%), mas os preços continuam abaixo dos patamares de 2024. O excesso de oferta e a perecibilidade do produto mantêm pressão sobre o mercado.

Milho: produção cresce mesmo com menos área plantada

O milho catarinense registrou crescimento de 25%, com 2,7 milhões de toneladas colhidas. A produtividade média chegou a 9,8 toneladas por hectare, a maior já registrada no estado. Mesmo com a redução de área, o resultado foi expressivo. No entanto, os preços seguem em queda, influenciados por uma segunda safra nacional robusta e boas perspectivas nos Estados Unidos.

Soja: área e produtividade impulsionam crescimento

A soja teve aumento de 19,1% na produção, chegando a 3,27 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento da área plantada quanto pela boa produtividade média, de 3.931 kg/ha. Apesar de uma leve alta nos preços em junho, o mercado voltou a cair em julho, refletindo a grande oferta nacional e o cenário externo.

Trigo: safra se recupera após frustração anterior

A produção de trigo saltou 40,5%, atingindo 432 mil toneladas. Esse crescimento expressivo se deve, em parte, à recuperação após a frustração da safra anterior, afetada por chuvas intensas na colheita. Mesmo com previsão de redução na área plantada em 2025/2026, as lavouras atuais apresentam boas condições, com 98% em fase vegetativa saudável.

Perspectivas

O desempenho positivo da safra 2025 reforça a importância da agricultura no desenvolvimento econômico de Santa Catarina. A combinação de tecnologia, clima favorável e apoio institucional tem elevado a produtividade no campo. No entanto, o cenário de preços baixos para diversas culturas exige atenção e políticas de suporte à comercialização e exportação.

Com o milho e o trigo puxando o crescimento percentual, a expectativa é de que o estado continue ampliando sua produção, desde que sejam superados os desafios de mercado e logística.

O Analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, atribui o salto na produção de grãos em Santa Catarina na última safra à combinação de tecnologias modernas e condições climáticas favoráveis. Segundo ele, a adoção de cultivares melhoradas e o manejo eficiente das culturas foram determinantes para o resultado. “Nessa safra em específico, o clima também contribuiu de maneira decisiva, com chuvas regulares”, destacou.

O desempenho recorde não foi exclusividade catarinense. No cenário nacional, a produção de milho, soja e arroz também atingiu patamares históricos. No entanto, a elevada oferta pressionou o mercado, resultando na queda dos preços no primeiro semestre de 2025. Haroldo explica que fatores externos também influenciaram o movimento. “A Argentina recuperou a produção de milho e soja, e isso contribuiu para a pressão sobre os preços no mercado”, afirmou.

Boletim Agropecuário de julho mostra um cenário favorável para a cadeia leiteira

A oferta de leite aparente no estado, que representa a soma de todo o leite captado mais a importação, somou 810,15 milhões de litros no primeiro trimestre de 2025. O volume representa uma queda de 9,11% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da retração pontual, o total ofertado ainda está 11,5% acima do registrado em 2020, reflexo de um crescimento de 12% na captação estadual nos últimos seis anos. As importações, que chegaram a representar 14,4% da oferta no primeiro trimestre de 2023, recuaram para apenas 2,99% neste início de ano, retornando ao patamar historicamente baixo. 

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