O mercado de trigo entra no segundo semestre de 2026 marcado por um equilíbrio entre fatores de alta e de baixa. No Brasil, a redução da produção nacional e os riscos climáticos no Sul ajudam a sustentar as cotações, enquanto estoques nos moinhos, importações e o avanço da colheita no Hemisfério Norte limitam altas mais expressivas. Em Santa Catarina, esse cenário ocorre em um momento de forte retração da área cultivada.
Lavouras de trigo em SC entram na safra 2026/27 em cenário de desafios para os produtores. (Foto: Divulgação Epagri)
O alho e a cebola têm grande importância econômica e social para Santa Catarina, gerando renda e movimentando a economia de diversas regiões produtoras. Dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) mostram que a última safra foi marcada por um contraste: produtividade recorde no campo e preços abaixo dos custos de produção.
Apesar da alta produtividade, custos elevados e preços baixos deprimem a rentabilidade dos produtores catarinenses de alho e cebola (Foto: Epagri / Arte: IA)
O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) publicou, nesta sexta-feira (17), a edição de julho do Boletim Agropecuário. A publicação reúne análises atualizadas sobre produção, preços, condições climáticas e mercado, oferecendo um panorama da conjuntura das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense. O conteúdo completo desta edição está disponível neste link.
Epagri/Cepa publica a edição de julho do Boletim Agropecuário com dados do agro de SC (Foto: Divulgação Epagri)
Na manhã desta quarta (26) o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/CEPA) apresentou de forma on-line o Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina por meio de um Boletim Técnico.
A Câmara Setorial de Grãos de Santa Catarina realizou, nesta quinta-feira (2 de julho), uma reunião online dedicada à cadeia do milho, com foco na análise da safra, do mercado e das perspectivas para o ciclo 2026/27. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, da pesquisa, da extensão rural e de instâncias governamentais. A transmissão ocorreu ao vivo pelo YouTube, ampliando o acesso às discussões técnicas.
Com mais de 2,5 milhões de toneladas, o milho segue entre as principais culturas agrícolas de SC (Foto: Aires Mariga/Epagri)
O Alho Roxo do Planalto Catarinense acaba de conquistar aIndicação Geográfica (IG) na espécie Denominação de Origem (DO). O registro foi concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e reconhece a qualidade, a tradição e a origem de mais um produto da agricultura catarinense. A conquista é resultado de um trabalho coletivo que teve a Epagri como protagonista ao longo de todo o processo, em parceria com Cidasc, Secretaria de Estado da Agricultura, Sebrae, UFSC e Cooperativa Regional Agropecuária do Meio Oeste Catarinense (Copar).
A certificação reconhece que as características do alho produzido na região estão diretamente ligadas às condições naturais e ao saber-fazer das famílias agricultoras do Planalto Catarinense. O clima, a altitude, o solo e as práticas tradicionais de cultivo conferem ao produto atributos únicos, como a película roxa dos dentes, o aroma, a qualidade dos bulbos e características bioquímicas que distinguem o alho catarinense dos demais.
Atuação da Epagri
A atuação da Epagri foi fundamental para a obtenção do reconhecimento. Desde 2021, pesquisadores e extensionistas da empresa coordenaram estudos, realizaram a caracterização ambiental da área, produziram informações técnicas e mobilizaram produtores e instituições parceiras. O trabalho envolveu profissionais de diferentes unidades da Epagri e contou com a participação de agricultores, cooperativas, universidades e órgãos públicos.
O Planalto Catarinense reúne 482 produtores familiares que cultivam 1.314 hectares de alho roxo (Foto: Aires Mariga/Epagri)
“O processo da Indicação Geográfica demonstra como a pesquisa e a extensão rural podem gerar desenvolvimento territorial. A Epagri atuou como articuladora e forneceu a base científica necessária para comprovar a relação entre o território e a qualidade do produto”, destaca o pesquisador Hamilton Justino Vieira, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram/Epagri) e especialista em Indicações Geográficas.
Segundo o pesquisador, além de agregar valor ao produto, a Indicação Geográfica fortalece a identidade regional, amplia oportunidades de mercado e contribui para aumentar a renda dos agricultores. “O selo também ajuda a preservar práticas tradicionais de cultivo e incentiva a permanência das famílias no campo”, diz ele.
Região produtora
O Planalto Catarinense é reconhecido como o berço nacional do alho nobre. A história do produto na região começou no final da década de 1970, com o trabalho pioneiro do agricultor Takashi Chonan, que selecionou a variedade que deu origem aos cultivares atualmente produzidos na região. Até hoje, as variedades derivadas do grupo Chonan são cultivadas pelos agricultores locais e fazem parte da identidade produtiva do território.
Região produtora do alho roxo abrange os municípios de Caçador, Lebon Régis, Frei Rogério, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis e Curitibanos (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A área reconhecida pela Indicação Geográfica está entre as principais produtoras de alho do país, abrangendo os municípios de Caçador, Lebon Régis, Frei Rogério, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis e Curitibanos. A região reúne 482 produtores familiares que cultivam 1.314 hectares da hortaliça.
A conquista do alho roxo amplia a contribuição da Epagri para as Indicações Geográficas de Santa Catarina. A Empresa já participou de diversos processos de certificação no Estado, consolidando-se como referência nacional na valorização de produtos ligados ao território e à agricultura familiar. O projeto da IG do Alho Roxo do Planalto Catarinense também foi reconhecido recentemente peloPrêmio Expressão de Ecologia, destacando seu potencial de promover desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental.
O Alho Roxo do Planalto Catarinense é a 12ª Indicação Geográfica de Santa Catarina. As outras 11 IGs são: Uva Goethe; Banana de Corupá; Queijo Artesanal Serrano; Vinhos de Altitude; Mel de Melato da Bracatinga; Maçã Fuji de São Joaquim; Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense; Linguiça Blumenau; Cachaça e Aguardente de Luiz Alves; Banana de Luiz Alves e Frescal de São Joaquim.
Mais informações e entrevistas
Hamilton Justino Vieira, pesquisador da Epagri/Ciram e especialista em Indicações Geográficas. (48) 3665-5173
Informações para a imprensa Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99161-6596
No vídeo a seguir, confira o trabalho para a busca da Indicação Geográfica do Alho Roxo do Planalto Catarinense.
Santa Catarina faturou US$ 1,15 bilhão com as exportações de carne de frango entre janeiro e maio de 2026, o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. No mesmo intervalo, o estado embarcou 543,1 mil toneladas do produto, mantendo o desempenho do setor avícola em patamar elevado no mercado internacional, impulsionado pela demanda externa e pela valorização dos preços médios. Os dados constam no Boletim Agropecuário de junho/2026, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Na última sexta-feira (12), a Epagri/Cepa apresentou as estimativas iniciais da safra de inverno 2026/27 em Santa Catarina, com dados levantados por uma rede técnica que cobre todas as regiões do estado e divulgação realizada pelo canal do YouTube da Epagri. O levantamento ocorre em um contexto de previsão climática marcada por temperaturas amenas, elevada umidade e chuvas frequentes nos próximos meses, cenário associado à atuação do El Niño e que deve influenciar diretamente o desempenho das culturas de inverno, exigindo ajustes no manejo, especialmente nas olerícolas e nos grãos.
A valorização do feijão se intensificou ao longo de abril e se confirmou no fechamento do mês em Santa Catarina. O feijão-carioca subiu 9,23% em relação a março, com preço médio de R$ 259,29 por saca de 60 quilos, enquanto o feijão-preto avançou 2,18%, cotado a R$ 159,43. As informações integram o Boletim Agropecuário de maio, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
A divulgação dos dados do quarto trimestre de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou o aumento da captação de leite no país. As informações integram o Boletim Agropecuário de abril, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que reúne dados atualizados sobre produção, preços, clima e mercado e serve como indicador do desempenho do agronegócio catarinense.