A Epagri/Cepa divulgou, em abril de 2026, o levantamento dos preços de terras agrícolas referentes ao ano de 2025. Realizado de forma contínua desde 1997, o estudo apresenta valores médios por município para seis classes de terra e se consolida como uma das principais referências técnicas para o acompanhamento do mercado fundiário rural em Santa Catarina.
As datas para o vazio sanitário e para semeadura da soja da próxima safra estão definidas na portaria n° 1579, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União em 9 de abril. O cronograma tem datas diferenciadas por estado e em alguns deles, como Santa Catarina, há também regionalização.
Na região II, que compreende a maior parte do território catarinense (incluindo as regiões Oeste, Meio Oeste, Serra, Planalto Norte e Vale do Itajaí), o período do vazio sanitário será de 13 de junho a 21 de setembro. Nas propriedades catarinenses localizadas na região I (em 47 municípios próximos ao litoral sul do estado, como Jacinto Machado, Orleans e Braço do Norte), o período de vazio sanitário será de 4 de julho a 12 de outubro. (veja o mapa). Já os períodos de plantio serão de 22 de setembro a 22 de janeiro (região II) e de 13 de outubro a 10 de fevereiro (região I).
O calendário de vazio sanitário e de plantio é parte fundamental do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que em Santa Catarina é executado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A praga, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais ameaças à sojicultura.
Outros plantios servem como cobertura e protegem o solo durante o vazio sanitário da soja. Foto: Diogo Deoti/Cidasc
O vazio sanitário é uma medida de controle cultural, que exige que todos os produtores eliminem as plantas de soja (em qualquer estágio de desenvolvimento) de seus campos durante um período. Sem plantas hospedeiras, o fungo terá mais dificuldade para se reproduzir. Quando houver o plantio, o produtor necessitará aplicar menos fungicidas para preservar sua lavoura.
“A eliminação da soja que germina dos grãos perdidos na colheita e o plantio de culturas de inverno ou uso de plantas de cobertura, facilitam o manejo do vazio sanitário e protegem o solo durante o inverno, facilitando o manejo de plantas daninhas como um todo e melhorando as condições para a próxima safra de verão”, explica o engenheiro-agrônomo Diogo Antonio Deoti, coordenador do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas na Cidasc.
Conforme o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, o tripé do controle da ferrugem são o vazio sanitário, o calendário de plantio e o cadastro das lavouras, permitindo assim a ausência do fungo na entressafra, a concentração dos cultivos numa determinada época do ano e o acompanhamento e monitoramento da ocorrência da doença nos cultivos estabelecidos. Desta maneira, há uma menor pressão da doença sobre as plantas. Em caso de dúvidas, procure a Cidasc ou o profissional que presta assistência técnica em sua propriedade.
Desenvolver um cultivar de cebola com boa produtividade e resistente à doenças, que apresente uniformidade de bulbos e um melhor desempenho agronômico, adaptado às condições climáticas e geológicas do Alto Vale do Itajaí, que é bastante úmida, é o desafio das pesquisas realizada na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU). A tarefa se torna ainda mais complexa quando o objetivo é desenvolver cultivares de cebola híbridos – que têm um potencial produtivo superior – e exige um trabalho minucioso de seleção e purificação de plantas.
Com produção em alta, preços favoráveis e forte peso nas exportações, o agronegócio catarinense viveu um ano histórico em 2025. O desempenho do setor é detalhado no boletim técnico Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Epagri, e publicado neste mês de abril.
Os números confirmam a força do agro no Estado. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões em 2025, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a combinação de aumento de preços, que avançaram 6,3%, e de maior volume produzido, com alta de 9,5%.
Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a alta do desempenho foi impulsionada principalmente por milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avalia.
“O desempenho histórico de 2025 comprova a força do agronegócio catarinense, com crescimento expressivo da produção e recorde nas exportações. Mesmo com os desafios, o agro demonstrou que é gigante, impulsionado pelas políticas públicas e pelo trabalho de toda cadeia produtiva”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Além do mercado interno, o agro manteve protagonismo no comércio exterior. Em 2025, o setor respondeu por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que somaram US$ 7,9 bilhões, alta de 5,8% frente a 2024. O crescimento poderia ter sido maior, não fosse o impacto do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil a partir de agosto daquele ano.
Segundo o analista da Epagri/Cepa, o chamado tarifaço, com acréscimo de 40% sobre tarifas já existentes, atingiu especialmente produtos como madeiras, móveis de madeira e papéis. “Esses itens representam cerca de 80% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos, país que concentra aproximadamente 20% das vendas externas do Estado”, afirma Toresan.
Volatilidade de preços redefine a renda no campo
Já a viabilidade financeira da atividade para o produtor rural, o cenário foi marcado pela instabilidade dos preços. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural (Cepa), no período pós-pandemia, entre 2021 e 2025, a volatilidade do mercado passou a pesar mais sobre a renda do produtor do que as variações climáticas. Em quase todas as culturas analisadas, a oscilação de preços superou a de produtividade, com destaque para arroz, cebola e alho.
Agro de Santa Catarina tem ano histórico em 2025, com VPA de R$ 74,9 bilhões e mais de 65% das exportações do Estado (Foto: Divulgação Epagri)
De acordo com Luis Augusto Araujo, há diferenças importantes entre as safras. “As culturas de verão oferecem maior estabilidade e retorno sobre o capital investido, enquanto as de inverno podem gerar margens elevadas por hectare, mas com maior risco e exigência de capital. Em alguns casos, como o alho, a margem bruta pode ultrapassar R$ 70 mil por hectare”, destaca o analista da Epagri/Cepa .
Outro ponto central do boletim é o conceito de ponto de nivelamento, indicador que define o limite mínimo de preço e produtividade para viabilidade econômica. Culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola trabalham em patamares mais estreitos, aumentando a exposição a perdas em anos adversos.
Acesse o estudo completo
O boletim técnico Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina, com dados consolidados de 2025, está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense. A análise detalhada dos resultados pode ser conferida na entrevista exclusiva com os analistas da Epagri/Cepa, Luiz Toresan e Luis Augusto Araujo, disponível no vídeo abaixo.
Aline de Nardi de Morais, 16 anos, sempre gostou do campo, em especial da lida com os animais. A convivência com vacas, porcos e galinhas nas idas à casa da avó, no interior de Herval d’Oeste, na região do Meio-Oeste catarinense, foi despertando naquela menina a vontade de ficar no campo e trabalhar com os animais da fazenda.
A divulgação dos dados do quarto trimestre de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou o aumento da captação de leite no país. As informações integram o Boletim Agropecuário de abril, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que reúne dados atualizados sobre produção, preços, clima e mercado e serve como indicador do desempenho do agronegócio catarinense.
O comércio internacional e as cadeias globais de suprimentos atravessam, no primeiro semestre de 2026, um choque sistêmico provocado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. O bloqueio do Estreito de Ormuz e a instabilidade nas rotas do Mar Vermelho comprometem o fornecimento global de petróleo e fertilizantes, desencadeando pressões inflacionárias, gargalos logísticos e maior volatilidade nos mercados de commodities agrícolas e energéticas.
Porto São Francisco do Sul / SC (Foto: Eduardo Valente / GovSC)
Santa Catarina registrou desempenho recorde nas exportações de carnes (frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) no primeiro trimestre de 2026, alcançando os melhores resultados da série histórica tanto em receita quanto em volume. O Estado exportou 518,4 mil toneladas, gerando US$ 1,17 bilhão, crescimento de 4% em quantidade e de 9,6% em faturamento em relação ao mesmo período de 2025.
Exportações de carnes de Santa Catarina batem recorde no primeiro trimestre de 2026 e superam US$ 1,17 bilhão em faturamento (Foto: Divulgação/Portonave)
Os resultados consolidam a posição de destaque do Estado no mercado internacional. “Santa Catarina produz com qualidade reconhecida, a proteína animal do nosso Estado chega a mais de 150 países. Isso é reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias”, afirma o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, enfatiza que esse desempenho é resultado do elevado padrão sanitário e do trabalho contínuo de defesa agropecuária no Estado, junto com toda cadeia produtiva. “Santa Catarina construiu, um sistema sanitário confiável, reconhecido internacionalmente. Esse diferencial garante acesso aos mercados mais exigentes e sustenta o crescimento das exportações, mesmo em cenários desafiadores”, destaca.
Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Carne suína
A carne suína apresentou forte expansão. No acumulado do trimestre, o Estado exportou 182,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 454,3 milhões, crescimentos de 4% e 7,5%, respectivamente. Com esses números, Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica, nesse período, tanto em volume quanto em receitas.
O Japão liderou os destinos da carne suína catarinense, com 31,7% da receita total, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou forte crescimento, com aumento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% na receita, refletindo a elevada demanda asiática pela proteína brasileira. Santa Catarina respondeu por 47,8% do volume e 50,1% das receitas das exportações brasileiras do setor nos três primeiros meses do ano.
Carne de frango
No acumulado do trimestre, foram embarcadas 316,7 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 664,3 milhões, aumentos de 3,2% em volume e 7,7% em receita. O resultado representa o melhor desempenho da série histórica em faturamento e o segundo maior volume já registrado para o período.
O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que apesar do cenário positivo, os embarques de carne de frango para o Oriente Médio recuaram em março, com quedas de 22% em volume e 23,8% em receita na comparação com fevereiro. “A retração reflete tensões geopolíticas na região, que têm provocado atrasos logísticos e aumento de custos”, destaca. De acordo com o analista, o crescimento das exportações para outros destinos importantes, como Japão, China e Chile, compensou a queda nos embarques para o Oriente Médio. Santa Catarina respondeu por 24,5% da receita e 22,3% do volume de carne de frango exportada pelo Brasil.
Começou mais uma temporada de pinhão em Santa Catarina. Em cumprimento à lei estadual 15.457, de 17 de janeiro de 2011, a colheita foi liberada nesta quarta-feira, dia 1º de abril, com a promessa de aquecer a cozinha e a economia nos meses mais frios do ano.
Levantamento da Epagri estima que, em 2026, devem ser colhidas aproximadamente 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da Serra Catarinense, cerca de 32% a menos que em 2025, quando foram totalizadas 5,4 mil toneladas, perfazendo uma movimentação de R$32 milhões. A expectativa, porém, com menos produto no mercado, é que o preço pago ao produtor mantenha-se ou até suba em relação a 2025, quando ficou na média de R$6,44 por quilo.
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