A divulgação dos dados do quarto trimestre de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou o aumento da captação de leite no país. As informações integram o Boletim Agropecuário de abril, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que reúne dados atualizados sobre produção, preços, clima e mercado e serve como indicador do desempenho do agronegócio catarinense.
O comércio internacional e as cadeias globais de suprimentos atravessam, no primeiro semestre de 2026, um choque sistêmico provocado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. O bloqueio do Estreito de Ormuz e a instabilidade nas rotas do Mar Vermelho comprometem o fornecimento global de petróleo e fertilizantes, desencadeando pressões inflacionárias, gargalos logísticos e maior volatilidade nos mercados de commodities agrícolas e energéticas.
Porto São Francisco do Sul / SC (Foto: Eduardo Valente / GovSC)
Santa Catarina registrou desempenho recorde nas exportações de carnes (frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) no primeiro trimestre de 2026, alcançando os melhores resultados da série histórica tanto em receita quanto em volume. O Estado exportou 518,4 mil toneladas, gerando US$ 1,17 bilhão, crescimento de 4% em quantidade e de 9,6% em faturamento em relação ao mesmo período de 2025.
Exportações de carnes de Santa Catarina batem recorde no primeiro trimestre de 2026 e superam US$ 1,17 bilhão em faturamento (Foto: Divulgação/Portonave)
Os resultados consolidam a posição de destaque do Estado no mercado internacional. “Santa Catarina produz com qualidade reconhecida, a proteína animal do nosso Estado chega a mais de 150 países. Isso é reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias”, afirma o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, enfatiza que esse desempenho é resultado do elevado padrão sanitário e do trabalho contínuo de defesa agropecuária no Estado, junto com toda cadeia produtiva. “Santa Catarina construiu, um sistema sanitário confiável, reconhecido internacionalmente. Esse diferencial garante acesso aos mercados mais exigentes e sustenta o crescimento das exportações, mesmo em cenários desafiadores”, destaca.
Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Carne suína
A carne suína apresentou forte expansão. No acumulado do trimestre, o Estado exportou 182,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 454,3 milhões, crescimentos de 4% e 7,5%, respectivamente. Com esses números, Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica, nesse período, tanto em volume quanto em receitas.
O Japão liderou os destinos da carne suína catarinense, com 31,7% da receita total, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou forte crescimento, com aumento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% na receita, refletindo a elevada demanda asiática pela proteína brasileira. Santa Catarina respondeu por 47,8% do volume e 50,1% das receitas das exportações brasileiras do setor nos três primeiros meses do ano.
Carne de frango
No acumulado do trimestre, foram embarcadas 316,7 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 664,3 milhões, aumentos de 3,2% em volume e 7,7% em receita. O resultado representa o melhor desempenho da série histórica em faturamento e o segundo maior volume já registrado para o período.
O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que apesar do cenário positivo, os embarques de carne de frango para o Oriente Médio recuaram em março, com quedas de 22% em volume e 23,8% em receita na comparação com fevereiro. “A retração reflete tensões geopolíticas na região, que têm provocado atrasos logísticos e aumento de custos”, destaca. De acordo com o analista, o crescimento das exportações para outros destinos importantes, como Japão, China e Chile, compensou a queda nos embarques para o Oriente Médio. Santa Catarina respondeu por 24,5% da receita e 22,3% do volume de carne de frango exportada pelo Brasil.
Começou mais uma temporada de pinhão em Santa Catarina. Em cumprimento à lei estadual 15.457, de 17 de janeiro de 2011, a colheita foi liberada nesta quarta-feira, dia 1º de abril, com a promessa de aquecer a cozinha e a economia nos meses mais frios do ano.
Levantamento da Epagri estima que, em 2026, devem ser colhidas aproximadamente 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da Serra Catarinense, cerca de 32% a menos que em 2025, quando foram totalizadas 5,4 mil toneladas, perfazendo uma movimentação de R$32 milhões. A expectativa, porém, com menos produto no mercado, é que o preço pago ao produtor mantenha-se ou até suba em relação a 2025, quando ficou na média de R$6,44 por quilo.
O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sc/ha. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Meio-oeste projeta safra de milho 2025/26 com produtividade média de 204 sc/ha (Foto: Sicoob SC/RS)
Giro da Safra do milho reúne Epagri e Sicoob para apresentar dados de produtividade e manejo das lavouras (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A Epagrie o Sicoob SC/RS promovem a segunda fase da 3ª edição do Giro da Safra do milho grão em Santa Catarina. O encontro está marcado para o dia 25 de março, às 18h, na Sociedade Recreativa 7 de Setembro (Clube 7), em Campos Novos. Para facilitar a participação, será disponibilizado transporte aos produtores interessados, mediante inscrição junto às unidades locais da Epagriou do Sicoob.
No próximo dia 1º de abril, Santa Catarina inicia mais uma colheita de pinhão. A região serrana, com enormes florestas de araucária, é a que concentra a maior produção no Estado. Em 2025, foram colhidas 5,4 mil toneladas nos 18 municípios da Serra, perfazendo uma movimentação superior a R$ 32 milhões.
O mercado da soja apresenta sinais de resiliência e pontos positivos para os produtores catarinenses, apesar da pressão típica do período de colheita no Brasil. Em fevereiro, o preço médio ao produtor em Santa Catarina foi de R$117,09 por saca, uma retração de 3,7% em relação ao mês anterior, movimento esperado diante da entrada de uma safra volumosa no mercado nacional.
Representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições públicas participaram da reunião da Câmara Setorial do Arroz nesta quinta-feira (12), para discutir iniciativas estratégicas voltadas à produção de arroz com menor emissão de metano e à ampliação de oportunidades no mercado de créditos de carbono. O encontro foi realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA).
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