Na última sexta-feira (12), a Epagri/Cepa apresentou as estimativas iniciais da safra de inverno 2026/27 em Santa Catarina, com dados levantados por uma rede técnica que cobre todas as regiões do estado e divulgação realizada pelo canal do YouTube da Epagri. O levantamento ocorre em um contexto de previsão climática marcada por temperaturas amenas, elevada umidade e chuvas frequentes nos próximos meses, cenário associado à atuação do El Niño e que deve influenciar diretamente o desempenho das culturas de inverno, exigindo ajustes no manejo, especialmente nas olerícolas e nos grãos.
Santa Catarina reafirma sua liderança e excelência sanitária no mercado internacional de carnes ao registrar o melhor resultado da história nas exportações do setor na totalização dos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho reforça a competitividade da produção catarinense e a confiança dos mercados internacionais no sistema sanitário do Estado, considerado um dos mais avançados do país e fundamental para a abertura e manutenção de mercados de alto padrão.
Após um ano de retração, o agronegócio catarinense voltou a ganhar fôlego em 2025, impulsionado pela normalização das condições climáticas, pela recuperação dos preços e pela expansão da produção física. O resultado foi o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) da série histórica, que alcançou R$75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024. Descontada a inflação, o avanço real foi de 12,5%, revertendo a queda real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma trajetória de crescimento médio real de 4,3% ao ano na última década.
Santa Catarina inicia mensuração do PIB do agronegócio para medir o peso do setor na economia estadual (Foto: Epagri/Cepa)
Santa Catarina dará um passo inédito ao mensurar, de forma sistemática e com base técnica consistente, o peso do agronegócio em sua economia. O projeto coordenado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) irá calcular o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio catarinense a partir de metodologias já consolidadas no país, adaptadas às especificidades produtivas do estado e fundamentadas em dados atualizados e compatibilizados. A iniciativa preenche uma lacuna histórica nas estatísticas econômicas catarinenses, ao permitir uma mensuração integrada das cadeias agroindustriais e qualificar o planejamento e a formulação de políticas públicas.
Com duração prevista de seis anos — divididos em três fases de dois anos cada — o projeto conta, em sua primeira etapa, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Edital CP 44/2025. Nesta fase inicial, o objetivo é adaptar metodologias já consolidadas à realidade de Santa Catarina e realizar um cálculo preliminar da contribuição do agronegócio para a economia estadual.
O estudo, além da produção agropecuária dentro da porteira, incorpora também os setores de insumos, agroindústria, transporte, comércio e demais serviços diretamente ligados às cadeias produtivas do agro, oferecendo uma visão mais completa do peso econômico do setor no estado. O projeto é relevante diante do papel estratégico do agronegócio catarinense, um dos pilares da economia do Estado. Apesar de sua importância na geração de renda, empregos e exportações, Santa Catarina ainda carece de um sistema próprio, periódico e atualizado que permita dimensionar a participação do setor na economia estadual.
Levantamentos acadêmicos já buscaram mensurar a participação do agronegócio no PIB de Santa Catarina ao longo das últimas décadas, com resultados que evidenciam o peso do setor na economia estadual. Estudos realizados por Guilhoto (2007), Sesso-Filho (2018) e Luz e Fochezatto (2023) e seus co-autores, para os anos entre 2000 e 2010 indicam que o agronegócio respondeu por parcelas expressivas do PIB catarinense, variando de 30% a 54%, a depender do ano analisado e da metodologia adotada. Este histórico confirma a relevância do setor e a importância de análises mais padronizadas sobre sua contribuição econômica.
Resultados já mensurados do PIB do agronegócio
Em nota técnica preliminar, a equipe do projeto PIB do Agronegócio Catarinense estimou o agronegócio brasileiro para os anos de 2010, 2015 e 2021, utilizando a metodologia proposta por Montoya e estimou a matriz de insumo-produto com o método de Guilhoto e Sesso Filho. Os resultados indicam que a participação do agronegócio no PIB nacional passou de 20% em 2010 para 21% em 2015 e 26% em 2021. No mesmo período, a participação da renda deste setor se manteve em 21% para 2010 e 2015, alcançando aproximadamente 27% em 2021. Na geração de empregos, o agro passou de 30% em 2010 para 28% em 2015, retornando a 30% em 2021, reforçando a relevância para a economia brasileira.
No país, alguns estados já contam com o cálculo sistemático do PIB do agronegócio realizado por instituições de pesquisa, como a Fundação João Pinheiro (Minas Gerais) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que produz o indicador para São Paulo, Rio de Janeiro e também Minas Gerais.
Análise econômica do agronegócio em SC
Em Santa Catarina, a Epagri/Cepa pretende assumir esse papel e se consolidar como referência na produção e sistematização de informações sobre a economia do agronegócio estadual. A iniciativa reúne uma equipe multidisciplinar e busca suprir a ausência de uma metodologia institucionalizada, oferecendo subsídios técnicos para políticas públicas e o planejamento agrícola.
Além da mensuração do PIB, o projeto pretende aprofundar a análise sobre o funcionamento do agronegócio e suas interações com outros setores da economia catarinense. De acordo com a analista em Socioeconomia da Epagri/Cepa, Dra. Andréa Castelo Branco, a iniciativa vai além do indicador agregado ao adotar instrumentos capazes de detalhar as relações entre os diferentes segmentos da economia, identificar cadeias agroindustriais com maior potencial de geração de emprego, renda e arrecadação e simular impactos de mudanças na demanda do setor.
“Embora importante, a mensuração do PIB do agronegócio, isoladamente, não explica o funcionamento do setor. Por isso, além de calcular sua participação no PIB de Santa Catarina, o projeto utilizará a Matriz Insumo-Produto inter-regional para analisar as relações entre os diferentes setores da economia, identificar cadeias agroindustriais com maior potencial de geração de emprego, renda e arrecadação e simular os impactos de mudanças na demanda do agronegócio”, afirma a analista.
Ao estabelecer uma base metodológica institucionalizada e periódica, a iniciativa liderada pela Epagri/Cepa, com apoio da Fapesc, estabelece um marco na mensuração do agronegócio catarinense. A proposta deve oferecer subsídios técnicos qualificados aos formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão, fortalecendo o planejamento agrícola e o desenvolvimento econômico sustentável do estado.
No vídeo abaixo, a Dra. Andréa Castelo Branco da Epagri/Cepa, explica como a criação da mensuração do PIB do agronegócio de Santa Catarina representa um marco para as estatísticas econômicas do estado.
No dia 23 de abril estudantes do curso técnico em Agropecuária do Cedup de Água Doce, instituição administrada pela Epagri em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED), participaram da colheita da lavoura de feijão. Foram cultivadas quatro variedades desenvolvidas pela Epagri/Cepaf; três do grupo preto (SCS208 Cronos, SCS206 Potência e SCS204 Predileto) e uma pertencente ao grupo carioca (SCS207 Querência). A extensionista da Epagri, Marianne de Oliveira, explica que os alunos utilizaram parcelas experimentais, sob os mesmos tratos culturais, o que possibilitou o acompanhamento das diferentes fases de desenvolvimento da planta. A colheita resultou em 10 sacas, destinadas à alimentação escolar.
Inovação agrícola da Epagri cultiva o conhecimento no Cedup de Água Doce (Fotos: Divulgação/Epagri)
Nas atividades, que integraram teoria e prática de forma interdisciplinar, os alunos aplicaram processos tradicionais da agricultura familiar, como o arranquio, o amontoamento e a bateção do feijão. Segundo Marianne “as práticas agrícolas tradicionais permitem que os alunos compreendam técnicas aplicáveis à realidade das propriedades rurais, em especial da agricultura familiar”.
A colheita integra o processo de consolidação dos conhecimentos básicos sobre os principais cultivos agrícolas, fundamentais para a formação dos futuros técnicos agrícolas. O conteúdo teórico foi repassado durante as aulas, onde os jovens trabalharam aspectos como as metodologias de estimativa de produtividade e perdas na colheita. No campo, os estudantes puderam aplicar esses conceitos, fortalecendo a aprendizagem e aproximando ainda mais o ensino da realidade rural.
Primeira colheita de soja marca novo capítulo na história do Cedup de Água Doce
O mês de abril representou também um importante marco para o Cedup de Água Doce com a primeira colheita de soja da instituição. A atividade seguiu a mesma organização teórico-metodológica aplicada no cultivo do feijão, integrando conteúdos conceituais sobre a cultura da soja ao acompanhamento prático das lavouras.
Os alunos do segundo ano estimaram uma produtividade de 73 sacas por hectare. Com a colheita, concluída no dia 28 de abril, o resultado final foi de 71 sacas por hectare, indicador muito próximo do estimado. Essa experiência permitiu que os alunos comparassem os cálculos prévios com os dados reais da lavoura, reforçando a importância da vivência prática como ferramenta de aprendizagem e demonstrando de forma concreta como a teoria se conecta à realidade do campo.
Primeira colheita de soja trouxe aprendizado sobre perdas e produtividade
Outro aspecto abordado foi o impacto econômico das perdas na lavoura. Acompanhados dos professores Júnior Proner e Marcos Roberto Klotz, que ministram a disciplina de Mecanização e Culturas, os estudantes realizaram uma atividade prática onde identificaram 1,89 sacas por hectare de grãos não aproveitados, sendo que em condições ideais, perdas entre 0,5 e 1,0 sacas por hectare são consideradas aceitáveis. Com base nos indicadores e no processo de cultivo e colheita, eles concluíram que as perdas podem ocorrer tanto na fase de pré-colheita, devido a fatores naturais ou acamamento, quanto na operação mecanizada, especialmente relacionados à plataforma de corte e à regulagem da máquina. Esses resultados evidenciam que perdas acima do limite representam impacto econômico direto ao produtor, reforçando a necessidade de ajustes adequados na colheitadeira e do controle da velocidade de operação para evitar danos ao plantio
Marianne relata que os alunos gostaram muito da experiência. Ela observa que “eles demonstraram muito entusiasmo, principalmente por se tratar da primeira colheita de soja realizada aqui na escola. Houve grande participação nas atividades, onde eles aproveitaram para tirar dúvidas”. O Cedup de Água Doce pretende realizar novas atividades práticas ao longo do ano, como a regulagem de semeadoras para culturas de inverno, o plantio de aveia, a determinação do ponto ideal de colheita do milho e a observação e acompanhamento do Azevém SCS316 CR Alto Vale, desenvolvido pela Epagri, para o pastejo dos animais.
A extensionista destaca que a atuação da Epagri nas escolas de ensino agrotécnico é estratégica para qualificar a formação profissional, ao integrar pesquisa, extensão rural e ensino em um mesmo ambiente. Ela salienta que “isso permite que os estudantes tenham acesso à inovação e tecnologias, como os cultivares desenvolvidos pela Epagri que são adaptados à realidade catarinense”. Marianne acredita ainda que essa integração contribui para que as instituições de ensino estejam mais conectadas às demandas do setor agropecuário de Santa Catarina.
Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
A valorização do feijão se intensificou ao longo de abril e se confirmou no fechamento do mês em Santa Catarina. O feijão-carioca subiu 9,23% em relação a março, com preço médio de R$ 259,29 por saca de 60 quilos, enquanto o feijão-preto avançou 2,18%, cotado a R$ 159,43. As informações integram o Boletim Agropecuário de maio, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
A Epagri/Cepa divulgou, em abril de 2026, o levantamento dos preços de terras agrícolas referentes ao ano de 2025. Realizado de forma contínua desde 1997, o estudo apresenta valores médios por município para seis classes de terra e se consolida como uma das principais referências técnicas para o acompanhamento do mercado fundiário rural em Santa Catarina.
As datas para o vazio sanitário e para semeadura da soja da próxima safra estão definidas na portaria n° 1579, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União em 9 de abril. O cronograma tem datas diferenciadas por estado e em alguns deles, como Santa Catarina, há também regionalização.
Na região II, que compreende a maior parte do território catarinense (incluindo as regiões Oeste, Meio Oeste, Serra, Planalto Norte e Vale do Itajaí), o período do vazio sanitário será de 13 de junho a 21 de setembro. Nas propriedades catarinenses localizadas na região I (em 47 municípios próximos ao litoral sul do estado, como Jacinto Machado, Orleans e Braço do Norte), o período de vazio sanitário será de 4 de julho a 12 de outubro. (veja o mapa). Já os períodos de plantio serão de 22 de setembro a 22 de janeiro (região II) e de 13 de outubro a 10 de fevereiro (região I).
O calendário de vazio sanitário e de plantio é parte fundamental do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que em Santa Catarina é executado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A praga, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais ameaças à sojicultura.
Outros plantios servem como cobertura e protegem o solo durante o vazio sanitário da soja. Foto: Diogo Deoti/Cidasc
O vazio sanitário é uma medida de controle cultural, que exige que todos os produtores eliminem as plantas de soja (em qualquer estágio de desenvolvimento) de seus campos durante um período. Sem plantas hospedeiras, o fungo terá mais dificuldade para se reproduzir. Quando houver o plantio, o produtor necessitará aplicar menos fungicidas para preservar sua lavoura.
“A eliminação da soja que germina dos grãos perdidos na colheita e o plantio de culturas de inverno ou uso de plantas de cobertura, facilitam o manejo do vazio sanitário e protegem o solo durante o inverno, facilitando o manejo de plantas daninhas como um todo e melhorando as condições para a próxima safra de verão”, explica o engenheiro-agrônomo Diogo Antonio Deoti, coordenador do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas na Cidasc.
Conforme o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, o tripé do controle da ferrugem são o vazio sanitário, o calendário de plantio e o cadastro das lavouras, permitindo assim a ausência do fungo na entressafra, a concentração dos cultivos numa determinada época do ano e o acompanhamento e monitoramento da ocorrência da doença nos cultivos estabelecidos. Desta maneira, há uma menor pressão da doença sobre as plantas. Em caso de dúvidas, procure a Cidasc ou o profissional que presta assistência técnica em sua propriedade.
Desenvolver um cultivar de cebola com boa produtividade e resistente à doenças, que apresente uniformidade de bulbos e um melhor desempenho agronômico, adaptado às condições climáticas e geológicas do Alto Vale do Itajaí, que é bastante úmida, é o desafio das pesquisas realizada na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU). A tarefa se torna ainda mais complexa quando o objetivo é desenvolver cultivares de cebola híbridos – que têm um potencial produtivo superior – e exige um trabalho minucioso de seleção e purificação de plantas.
Com produção em alta, preços favoráveis e forte peso nas exportações, o agronegócio catarinense viveu um ano histórico em 2025. O desempenho do setor é detalhado no boletim técnico Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Epagri, e publicado neste mês de abril.
Os números confirmam a força do agro no Estado. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões em 2025, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a combinação de aumento de preços, que avançaram 6,3%, e de maior volume produzido, com alta de 9,5%.
Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a alta do desempenho foi impulsionada principalmente por milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avalia.
“O desempenho histórico de 2025 comprova a força do agronegócio catarinense, com crescimento expressivo da produção e recorde nas exportações. Mesmo com os desafios, o agro demonstrou que é gigante, impulsionado pelas políticas públicas e pelo trabalho de toda cadeia produtiva”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Além do mercado interno, o agro manteve protagonismo no comércio exterior. Em 2025, o setor respondeu por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que somaram US$ 7,9 bilhões, alta de 5,8% frente a 2024. O crescimento poderia ter sido maior, não fosse o impacto do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil a partir de agosto daquele ano.
Segundo o analista da Epagri/Cepa, o chamado tarifaço, com acréscimo de 40% sobre tarifas já existentes, atingiu especialmente produtos como madeiras, móveis de madeira e papéis. “Esses itens representam cerca de 80% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos, país que concentra aproximadamente 20% das vendas externas do Estado”, afirma Toresan.
Volatilidade de preços redefine a renda no campo
Já a viabilidade financeira da atividade para o produtor rural, o cenário foi marcado pela instabilidade dos preços. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural (Cepa), no período pós-pandemia, entre 2021 e 2025, a volatilidade do mercado passou a pesar mais sobre a renda do produtor do que as variações climáticas. Em quase todas as culturas analisadas, a oscilação de preços superou a de produtividade, com destaque para arroz, cebola e alho.
Agro de Santa Catarina tem ano histórico em 2025, com VPA de R$ 74,9 bilhões e mais de 65% das exportações do Estado (Foto: Divulgação Epagri)
De acordo com Luis Augusto Araujo, há diferenças importantes entre as safras. “As culturas de verão oferecem maior estabilidade e retorno sobre o capital investido, enquanto as de inverno podem gerar margens elevadas por hectare, mas com maior risco e exigência de capital. Em alguns casos, como o alho, a margem bruta pode ultrapassar R$ 70 mil por hectare”, destaca o analista da Epagri/Cepa .
Outro ponto central do boletim é o conceito de ponto de nivelamento, indicador que define o limite mínimo de preço e produtividade para viabilidade econômica. Culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola trabalham em patamares mais estreitos, aumentando a exposição a perdas em anos adversos.
Acesse o estudo completo
O boletim técnico Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina, com dados consolidados de 2025, está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense. A análise detalhada dos resultados pode ser conferida na entrevista exclusiva com os analistas da Epagri/Cepa, Luiz Toresan e Luis Augusto Araujo, disponível no vídeo abaixo.
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