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Risco, incerteza e lucro de estabelecimentos agropecuários familiares do Sul do Brasil – 2022

O desempenho dos agronegócios familiares está em constante desequilíbrio e, neste contexto, os conceitos de incerteza e risco são fundamentais na busca por resultados pelos agricultores. Esta publicação objetiva examinar essas relações entre risco, incerteza e lucro de estabelecimentos agropecuários, sob amparo da Teoria dos Lucros de Knight. A obra aborda um tema particularmente vital para a sobrevivência dos negócios dos agricultores e pescadores e é destinada aos técnicos da extensão rural e da pesquisa. A discussão abrange a complexidade das tomadas de decisões, em condições de risco e incerteza. Além disso, o trabalho busca fornecer ao leitor informações sobre as evidências da associação entre risco de lucro e determinadas variáveis econômico-financeiras de estabelecimentos agropecuários que, neste contexto, possuem um elemento comum: a produção de tabaco. O exame das relações entre risco, incerteza e lucro é determinante para a tomada de decisão pelos agricultores e com certeza merece ser aprofundado e ampliado em futuros estudos. publicação na integra

Evolução da produção de maçã no estado de Santa catarina (2014-2017)

Para as instituições públicas responsáveis pela promoção do desenvolvimento agrícola e rural sustentável, a consolidação de atividades produtivas que proporcionem renda aos produtores rurais é muito importante. O setor de produção de maçãs está, em muitos casos, ligado à diversificação da produção de frutas “in natura” ou industrializada para atender mercados locais, interestaduais e externos. Este trabalho analisa a evolução da produção de maçãs no Estado de Santa Catarina e a importância do segmento para o mercado brasileiro. 

Artigo na integra

Autor
Rogério Goulart Júnior

Caracterização socioeconômica da produção de uvas e vinhos de altitude de Santa Catarina

No Brasil, uma indicação geográfica pode ser registrada, garantindo direito exclusivo relacionado à natureza e uso coletivo vinculado a um território ou região específica. A identificação de produtos e serviços vinculados a um território pode ser caracterizada como uma propriedade intelectual coletiva. As regiões dos “Vinhos de Altitude” estão localizadas nas Microrregiões de Joaçaba, Curitibanos e dos Campos de Lages no Estado de Santa Catarina. Essas regiões são constituídas por áreas com vinhedos localizados a partir de 900 metros acima do nível do mar. O ambiente natural definiu características de solo, temperatura e da microbiota presente nos vinhedos, além de inovações tecnológicas utilizadas na produção de uvas e vinhos de variedades de Vitis vinifera o que despertou o interesse para a implantação de uma Indicação Geográfica (IG) referente aos vinhos finos “de altitude”. O objetivo deste trabalho foi analisar as características socioeconômicas municipais relacionadas à importância da
vitivinicultura regional, com indicadores demográficos, produtivos e econômicos que compõem as regiões de  produção da IG. A vitivinicultura catarinense é responsável por 6,2% da área em produção brasileira, sendo que no Estado a participação da produção de uvas comuns (americanas e híbridas), de mesa e vinífera ficam em torno de 4,7% da quantidade produzida da fruticultura catarinense, com produtividade média de 14,0 mil quilos por hectare. Entre 2009 e 2017, o Estado de Santa Catarina com suas diferentes variedades de videira (Vitis vinifera L.) apresentou crescimento de 5,5% com novas áreas de cultivo, novas vinícolas e com investimentos em cantinas, hospedagem e gastronomia com foco no enoturismo, contribuindo para o desenvolvimento da
atividade. Nos municípios da região a agropecuária é relevante na composição do PIB2 municipal o que pode se refletir em uma maior dinâmica nos indicadores de desenvolvimento territorial da vitivinicultura regional. 

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Autores
Rogério Goulart Júnior
Janice Maria Waintuch Reiter
Marcia Mondardo

Bananicultura: Produção e exportações brasileiras (2014-2018)

O Brasil se destaca como um dos maiores produtores mundiais de frutas de clima tropical e temperado, com produção de mais de 40 milhões de toneladas a cada safra, e com uma área em produção de cerca de 2 milhões de hectares. Considerando a produção para consumo direto somada a produção destinada ao processamento, o Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, sendo superado apenas pela China e Índia. A bananicultura apresenta características especificas de agricultores familiares organizados em cooperativas e associações de produtores; ou de áreas em produção de grandes grupos multinacionais com alta produtividade em perímetros irrigados. O objetivo do trabalho é a discussão sobre a produção e o mercado brasileiro da bananicultura e a análise do mercado externo e as exportações brasileiras da fruta. Em 2016, a bananicultura mundial produziu 113,3 milhões de toneladas, em mais de 5,4 milhões de hectares colhidos da fruta. Em 2018, a produção brasileira de banana foi de 6,7 milhões de toneladas em 460 mil hectares de área em produção. Os quatro primeiros estados produtores concentram 43% da área colhida e 50% da quantidade produzida brasileira. A balança comercial brasileira mostra, além de problemas pontuais com a produção, a pouca articulação institucional e setorial com foco nas exportações e no grande mercado consumidor nacional ou novos mercados. Em 2017, três estados exportadores brasileiros foram responsáveis por 99,2% do volume da fruta comercializado com o exterior. Santa Catarina participou com 84,0% do total brasileiro exportado e o Ceará participou com 6,8%. As exportações de frutas frescas e processadas são uma excelente alternativa para antecipar receitas em função do descompasso do Brasil em relação aos seus principais concorrentes, na questão dos acordos fitossanitários e consolidação dos mercados sul-americano e europeu. Contudo, apesar do imenso potencial, ainda é necessária uma efetiva articulação estratégica institucional e setorial.

Artigo na integra

Autor
Rogério Goulart Júnior

Urbanização e envelhecimento da população na perspectiva de agricultores familiares do Sul do Brasil

O artigo apresenta a perspectiva de agricultores familiares do Sul do Brasil sobre as mudanças demográficas em andamento, particularmente aquelas relacionadas à urbanização e ao crescimento populacional, com envelhecimento da população. A abordagem de pesquisa é qualitativa, com os dados obtidos por questionário e com técnica de grupo focal, empregando análise de conteúdo. Em relação à tendência de crescimento e de envelhecimento populacional, os resultados apontam para uma percepção de ameaça, com baixa manifestação dos agricultores. Em relação à urbanização, prevalece a percepção como sendo uma oportunidade, com manifestações de forma intensa. Entre as principais evidencias reveladas destaca-se: maior demanda por alimentos, com reflexos positivos sobre os preços; preocupações com a qualidade de vida do rural e do urbano; importância da força tecnológica, mas ainda insuficiente para frear o processo de urbanização; esgotamento da oferta de trabalho e a consequente elevação do seu custo; necessidade de adequações da legislação trabalhista para a realidade do rural; inquietudes sobre a qualidade da educação e sua adequação para favorecer a permanência dos jovens no campo. A partir dos resultados desse estudo, se espera inspirar e abrir novas linhas de pesquisa, especialmente voltados a compreender as transformações do mundo rural. Artigo na integra

Ano: 2018

Autores:
Luis Augusto Araújo; Epagri/Cepa
Luiz Torezan; Epagri/Cepa

Efeito de determinantes da lucratividade de estabelecimentos agropecuários familiares do Sul do Brasil – a visão baseada em recursos (VBR)

Há intensa preocupação entre os agricultores a respeito de como usar os recursos heterogêneos e escassos dos estabelecimentos agropecuários familiares. O interesse da pesquisa está na interface das relações existentes entre os recursos, as percepções dos agricultores e a performance. Nesse enfoque, objetiva-se analisar os efeitos de recursos determinantes da lucratividade de estabelecimentos agropecuários da Região Sul do Brasil, no amparo teórico da Visão Baseada em Recursos (VBR). A presente pesquisa assumiu características de estudo quantitativo, exploratório e descritivo. Os dados foram obtidos de levantamento contábil e de aplicação de questionário junto aos agricultores, de amostragem intencional. Foram estimadas duas equações de lucro por regressão linear múltipla, de N=923 observações, com repetição, nos anos de 2015 a 2018. As variáveis explicativas foram agrupadas em cinco categorias de recursos: gerenciais, físicos, financeiros, tecnológicos e, de capital humano. Como resultado, o lucro per capita dos estabelecimentos localizados no Paraná se mostra inferior em relação aos dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apresentam relação positiva com o lucro per capita: os custos reais per capita (recurso financeiro), se revela a principal força determinante da lucratividade e, em seguida, a área agrícola explorada (recurso físico) e o rendimento do tabaco estufa (proxi para recurso tecnológico). Em outro sentido, apresentam relação negativa com o lucro per capita: a presença física de trabalho familiar e contratado (recurso físico). Os agricultores, os técnicos em geral e os formuladores de políticas públicas muitas vezes desejam prever o efeito do uso dos recursos na lucratividade e, nesse propósito, a análise de regressão múltipla empregada ofereceu ajuda a essa questão. Artigo na integra

Ano: 2019

Autores:
Luis Augusto Araujo
Márcia Mondardo

As transformações da agricultura catarinense entre 1996 e 2017: evidências a partir da análise de componentes principais

A agricultura de Santa Catarina apresenta mudanças importantes nas últimas duas décadas. As transformações que atingiram a agricultura brasileira já na década de 1960 com a denominada “Revolução Verde” tarda a chegar no estado, que permanece com uma produção diversificada e baseada em pequenas propriedades. Apenas a partir da década de 1990 surgem sinais de transformações mais intensas no estado, com destaque para a intensificação, especialização e concentração da produção em menor número de produtos e estabelecimentos. Diante disso, este artigo tem o intuito de discutir de que forma se dão as transformações no estado com destaque para o comportamento de suas microrregiões entre os anos de 1996 e 2017. Como forma de captar estas transformações, e, outras, dinâmicas não tão evidentes, o presente estudo apresenta a técnica multivariada de ACP (Análise de Componentes Principais) como instrumento facilitador de análise de dados através da redução da quantidade de variáveis sem perda significativa de informação. Artigo na integra

Ano: 2019

Autor (es):
Lilian de Pellegrini Elias, Unicamp
Lilian Maluf de Lima, Esalq/USP
Haroldo Tavares Elias, Epagri/Cepa
Walter Belik, Unicamp

Oferta e demanda de milho e o desenvolvimento das cadeias produtivas de carnes no estado de Santa Catarina

O milho, cereal mais produzido e consumido no mundo, tem como principais produtores os Estados Unidos, China e Brasil. Os três países juntos somaram 670,36 milhões de toneladas no ano de 2017/18, 64,85% do total mundial de 1,03 bilhões de toneladas. Constitui num cereal de grande importância socioeconômica, cultivado em muitos países, sendo fundamental na cadeia produtiva de vários setores. No estado de Santa Catarina, o cultivo do milho tem importante participação nos sistemas produtivos dos agricultores e especialmente, para as cadeias produtivas de aves, suínos e bovinos. Nos últimos anos tem-se destacado também na produção de alimentos para a produção leiteira. No entanto, a produção de milho em Santa Catarina é insuficiente para atender demanda de milho no estado. Santa Catarina produz apenas 39% do milho que consome, o restante do grão depende de longo percurso rodoviário e fretes elevados para chegar ao estado. Este artigo se propõe a discutir se o déficit na produção de milho que enfrenta Santa Catarina se configura como fator de limitação da competitividade do setor produtivo de carnes e do crescimento econômico regional. O objetivo deste estudo é realizar um diagnóstico sobre o balanço entre produção e consumo de milho em Santa Catarina, uma análise dos efeitos da insuficiência da produção de milho no setor produtivo de carnes, e, por fim, avaliar a importância do setor da produção de carnes para a economia do estado. Artigo na integra

Ano: 2019

Autor (es):
Haroldo Tavares Elias, Epagri/Cepa
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa
Lilian de Pellegrini Elias, Unicamp

Intercooperação na cadeia de suprimentos do complexo carnes no estado de Santa Catarina

O presente trabalho tem por objetivo analisar a intercooperação, a gestão e a governança do setor cooperativo de Santa Catarina, voltado ao fortalecimento da cadeia de produção de milho, principal fator na competitividade da  cadeia de proteína animal catarinense. A intercooperação, associada à governança e à gestão estratégica setorial, mostrou-se eficiente e decisiva no incremento da produtividade do milho, trazendo relevantes benefícios na redução do déficit de energia para a cadeia de proteína animal. Destaca-se a atuação da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina como âncora na implantação do programa de incentivo à produção agrícola catarinense, denominado Terra Boa – Sementes de milho, gerando valor para os mais de 69 mil associados das 52 cooperativas agropecuárias do sistema OCESC. A intercooperação se apresentou como elemento decisivo para implementação de mecanismos de gestão profissional, liderança e consolidação setorial na produção agrícola estadual.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Reney Dorow, Epagri/Cepa
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa
Jurandi Teodoro Gugel, Epagri/Cepa

Produção de suínos em Santa Catarina: Uma análise da regionalização dos abates (2013-2018)

A produção de suínos é uma das mais importantes atividades agropecuárias de Santa Catarina, respondendo por 17,7% do VBP do setor. O estado é o maior produtor nacional, com 26% dos abates, sendo também o principal exportador de carne suína, responsável por mais de 50% das exportações brasileiras em 2018. Mais que uma atividade econômica, a suinocultura tem grande relevância social e cultural, estando presente no cotidiano dos agricultores catarinenses desde o século XIX. Com a colonização do oeste de Santa Catarina, principalmente por descendentes de imigrantes europeus, e o posterior desenvolvimento da atividade suinícola, a região tornou-se a principal produtora de suínos do estado. Em 2018, 78,3% dos suínos produzidos no estado eram provenientes da mesorregião Oeste Catarinense. Contudo, tendo em vista que nem sempre os animais são abatidos no mesmo município ou região em que são produzidos, o presente artigo busca analisar a distribuição do abate de suínos dentre as mesorregiões catarinenses, de forma compreender melhor a estruturação dessa cadeia, além de averiguar eventuais mudanças entre 2013 e 2018. Para realizar essa análise, foram utilizados dados provenientes das Guias de Trânsito Animal (GTA). Primeiramente, identificou-se 192 frigoríficos que abateram suínos em 2013, 51,0% dos quais localizados na mesorregião Oeste Catarinense, 16,7% no Vale do Itajaí, 16,1% no Sul Catarinense e os demais nas outras três mesorregiões do estado. Em 2018, embora o número total de abatedouros tivesse caído 24%, a distribuição praticamente não sofreu alterações, com o Oeste concentrando 51,4% dos abatedouros, Vale do Itajaí 17,1% e Sul Catarinense 16,4%.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

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Observatório Agro Catarinense
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