A Epagri lançou, nesta quarta-feira (18), um novo cultivar de milho para a agricultura familiar: o SCS157 Prodígio. A variedade de milho de polinização aberta (VPA) é fruto de um longo e minucioso trabalho de melhoramento genético, iniciado em 2012 no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), em Chapecó. Pensado para atender especialmente às necessidades dos agricultores do Sul do Brasil, o material foi testado em municípios com diferentes climas e tipos de solo, como Papanduva, Chapecó, Guatambu, Campos Novos e Ituporanga, garantindo ampla adaptação da cultura. O lançamento aconteceu durante o Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, no Oeste Catarinense.
Os produtores do Extremo-Oeste catarinense devem colher 200,1 sacas de milho por hectare. É o que indica o levantamento preliminar da safra 2025/26, apresentado na primeira etapa do Giro da Safra, em São Miguel do Oeste. A iniciativa, realizada em parceria entre a Epagri e o Sicoob Central SC/RS, avaliou até o momento 70 lavouras da região. O projeto prevê a análise de amostras em 87 propriedades distribuídas pelos municípios de Belmonte, Caibi, Cunha Porã, Descanso, Dionísio Cerqueira, Guaraciaba, Iporã do Oeste, Maravilha, Palmitos, Pinhalzinho, São José do Cedro e Saudades.
Na próxima quinta-feira, 12 de fevereiro, a Epagri e o Sicoob apresentam os dados preliminares sobre a produção de milho no Extremo-Oeste de Santa Catarina durante a primeira etapa do Giro da Safra 2025/26. O evento, realizado em conjunto entre as instituições, chega à sua terceira edição com o objetivo de aprimorar o sistema de monitoramento da safra realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) e consolidar as parcerias entre os diversos setores do agronegócio catarinense.
O milho é base da produção animal em Santa Catarina. O que não é pouca coisa, já que no ano passado o Estado se firmou como o maior exportador de suínos do país e permaneceu na segunda colocação quando se trata de comercialização de aves para o exterior. Em 2025 o Estado produziu 910,5 milhões de aves e 18,3 milhões de cabeças de suínos.
A Estação Experimental da Epagri em Campos Novos está na fase final de desenvolvimento de um novo cultivar de linho dourado. A linhaça, amplamente utilizada na alimentação humana por quem busca uma dieta saudável e equilibrada, também é empregada na produção de óleos, tintas, vernizes e rações. Sua produção pode representar uma nova fonte de renda para os agricultores catarinenses. O lançamento do cultivar está previsto para dezembro de 2026.
Uma celebração à qualidade e capacidade produtiva do arroz catarinense marcou a 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 em São João do Itaperiú, na última sexta, 23, reunindo produtores, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras. A estimativa é que sejam colhidas até março 1,2 milhão de tonelada de arroz.
Na quinta-feira, 4, a Epagri sediou uma reunião em Florianópolis para avaliar o atual panorama socioeconômico e os desafios do setor leiteiro. A iniciativa do encontro foi da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), que reuniu lideranças do segmento, parlamentares e a Cidasc. O evento teve como foco a busca por soluções para aumentar a competitividade da cadeia produtiva e apresentar os programas do Governo do Estado, que neste ano somam mais de R$ 216,3 milhões em apoio direto aos produtores de leite.
Eventos climáticos extremos, como o ciclone que passou pelo Sul do país entre os dias 7 e 8 de novembro causando tornados no Paraná e Santa Catarina, provocam o time de pesquisadores da Epagri a buscar novas formas de produzir alimentos e mitigar prejuízos na lavoura. Além dos fortes ventos, outro problema que acarreta em perdas no campo é a estiagem prolongada, como a que aconteceu em 2019, e afetou a produção de banana no litoral norte catarinense. A boa notícia é que resultados preliminares de uma pesquisa realizada na Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) mostram que é possível produzir em quantidade e qualidade através de sistemas de irrigação adequados para as características locais.
Santa Catarina é o 6º estado que menos contribui para o aquecimento global, segundo ranking do Observatório do Clima, e tem evoluído positivamente neste sentido no setor agropecuário. Entre 2022 e 2024, o estado reduziu as emissões em 15,2 milhões de toneladas, cerca de 20% da meta estabelecida pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Mais da metade do volume (8,8 milhões de toneladas) foi mitigada por meio de tecnologias implementadas pela Epagri.
A variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida pela Epagri em parceria com a Embrapa, acaba de receber reconhecimento internacional por sua contribuição à segurança alimentar e à adaptação da agricultura às mudanças climáticas. O material foi finalista mundial do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025” (GBA Award for Impact and Leadership in Bioeconomy 2025), promovido pela Global Bioeconomy Alliance da Novo Nordisk Foundation, na Dinamarca. O prêmio foi concedido durante a conferência anual da GBA em Copenhague, Dinamarca, que ocorreu de 29 de setembro a 3 de outubro de 2025.
O arroz Dueto foi finalista mundial do Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025 (Fotos: Divulgação/Epagri)
Entre propostas de diversos países, a Dueto se destacou entre as cinco melhores do mundo, graças à sua inovação tecnológica e ao impacto social e ambiental comprovado. O projeto premiado, “Melhoramento de Arroz para temperaturas extremas no enfrentamento das mudanças climáticas objetivando segurança alimentar: o caso de sucesso da variedade SCSBRS126 Dueto”, é coordenado pelo pesquisador Rubens Marschalek, da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), e desenvolvido pela equipe do Projeto Arroz, formada por pesquisadores e extensionistas da empresa.
Tecnologia e resiliência
Fruto de 15 anos de pesquisa e de uma sólida rede de cooperação entre Epagri, Embrapa e Udesc/CAV, com apoio de CNPq, Fapesc, Finep e Capes, a Dueto foi lançada comercialmente em 2023 e hoje está presente em mais da metade das áreas de arroz irrigado de Santa Catarina.
O diferencial do arroz Dueto e é a tolerância genética a temperaturas extremas
Conforme explica Marschalek, o principal diferencial da variedade é a tolerância genética a temperaturas extremas. Enquanto outras variedades sofrem esterilidade sob frio intenso (abaixo de 17°C) ou calor excessivo (acima de 38°C), a Dueto mantém produtividade, assegurando colheitas mesmo em condições climáticas adversas. “O grande mérito do arroz Dueto é combinar produtividade e estabilidade em um cenário de mudanças climáticas. Ele representa o futuro da orizicultura, uma resposta científica e tecnológica aos desafios do aquecimento global”, ressalta o pesquisador.
Além do impacto direto no campo, o desenvolvimento da variedade gerou avanços científicos expressivos: 18 publicações técnicas, sete artigos jornalísticos, oito vídeos e reportagens televisivas, além de duas dissertações de mestrado e uma tese de doutorado orientadas pela Epagri e pela Udesc.
O prêmio reconhece e estimula conquistas que aceleram a transição global para uma bioeconomia sustentável
O nome “Dueto” simboliza tanto a parceria entre Epagri e Embrapa quanto a dupla aptidão da planta, resistente ao frio e ao calor. A homenagem se estende ainda aos pesquisadores Orlando Peixoto de Morais (in memoriam), da Embrapa Arroz e Feijão, e Richard Elias Bacha, da Epagri, cuja trajetória marcou a história da orizicultura brasileira.
Pesquisa que transforma o campo catarinense
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, a conquista reforça o papel da empresa na construção de soluções tecnológicas que fortalecem o agronegócio catarinense e a segurança alimentar global. Ele lembra que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, responsável por 9% da área nacional cultivada, distribuída entre 86 municípios e cerca de seis mil produtores – em sua maioria agricultores familiares.
O arroz Dueto representa o futuro da orizicultura, pois combinar produtividade e estabilidade em um cenário de mudanças climáticas
A evolução da produtividade no estado reflete o impacto da ciência: segundo a Epagri/Cepa, Santa Catarina produzia 1,8 tonelada de arroz por hectare na década de 1970 e passou para 8,73 toneladas por hectare em 2025. “Essa transformação é resultado da integração entre pesquisa, extensão, produtores e indústria, marca do modelo catarinense de desenvolvimento rural”, salienta o presidente.
De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Dorow, o reconhecimento internacional da Dueto simboliza o protagonismo da pesquisa pública. “O arroz Dueto é a prova de que a inovação nasce da ciência aplicada, construída em parceria com quem está no campo. É um orgulho para Santa Catarina e para o Brasil ver uma tecnologia desenvolvida aqui ser reconhecida mundialmente por sua contribuição à sustentabilidade e à segurança alimentar.”
Sobre o prêmio
O GBA Award for Impact and Leadership in Bioeconomy 2025 reconhece e estimula conquistas que aceleram a transição global para uma bioeconomia sustentável, premiando inovações e lideranças com impacto social, ambiental e tecnológico.
Com o selo da Global Bioeconomy Alliance, o SCSBRS126 Dueto projeta o nome de Santa Catarina no cenário internacional da bioeconomia. E a Epagri, com 50 anos de atuação em pesquisa agropecuária, reafirma, com esse prêmio, o papel estratégico da pesquisa pública na construção de um futuro mais sustentável.
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