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Participação de fêmeas no total de bovinos abatidos no Brasil e em Santa Catarina (2013/2021)

Este trabalho analisou a participação de fêmeas no abate de bovinos no Brasil e Santa Catarina entre 2013 e 2021, buscando identificar eventuais variações e sua relação com os preços do boi gordo no mesmo período. Para tanto, utilizou-se dados do IBGE e Cepea, para análise nacional, e da Cidasc e Epagri/Cepa para avaliações com foco em Santa Catarina. Segundo apontam os dados, o abate de fêmeas no Brasil apresentou queda em momentos de alta nos preços do boi gordo. Santa Catarina, por sua vez, apresentou comportamento diferenciado, com elevação na participação de fêmeas no total abatido entre 2018 e 2021, período caracterizado por altas expressivas nos preços. Recomendam-se estudos adicionais para compreender os fatores associados a esse comportamento distinto do esperado em Santa Catarina 

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Autores:
Alexandre Luís Giehl – EPAGRI – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br
Ingrilore Flores Mund1 –  UFSC – ingrilorefm@gmail.com

Participação dos produtores de leite na produção de carne bovina em Santa Catarina

Além do leite, a pecuária leiteira contribui com a produção de carne, podendo ter papel relevante em algumas regiões. O presente estudo teve por objetivo dimensionar a contribuição dos produtores de leite no total de bovinos abatidos em Santa Catarina. Para
tanto, utilizou-se o cadastro de produtores comerciais de leite e os dados de abate de bovinos em 2021 da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc). Verificou-se que os produtores de leite constituem 27,1% daqueles que destinaram animais para abate em 2021, sendo responsáveis por 10,3% dos animais abatidos. Na mesorregião Oeste Catarinense, que concentra a produção leiteira do estado, esse índice foi de 16,4%. Dos animais destinados ao abate pelos produtores de leite, 70,8% eram fêmeas e 55,5% eram fêmeas com idade superior a 36 meses, características condizentes com o perfil predominante  na atividade leiteira. Não obstante a necessidade de estudos adicionais, conclui-se que a pecuária leiteira teve participação relevante na produção estadual de carne bovina em 2021. 

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Autores:
Alexandre Luís Giehl – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br
Tabajara Marcondes –  tabajara@epagri.sc.gov.br
Marcia Mondardo –  mmondardo@epagri.sc.gov.br

Recursos e capacidades de trabalho associados à renda de estabelecimentos agropecuários de produtores de tabaco do Sul do Brasil

O  artigo  tem  como  objetivo  compreender como os agricultores avaliam o trabalho em estabelecimentos agropecuários produtores de tabaco no Sul do Brasil, a partir da associação dos recursos e das capacidades de trabalho percebidas à renda  dos anos agrícolas 2014/15 a 2017/18. É um estudo com agricultores, de abordagem de método misto, mediante aplicação de questionário, da técnica de grupo focal e de acesso a relatórios contábeis. A interpretação do material coletado seguiu os ensinamentos da estatística  descritiva,  da  análise  de correlação  e  de  análise  de  conteúdo,  tendo  por  referência  a  Visão  Baseada  em  Recursos (VBR). Os resultados revelam associação positiva entre a renda e os recursos tecnológicos (máquinas, equipamentos e construções), bem como à área do estabelecimento agropecuário (agrícola explorada e total). Em contrapartida, os resultados não apontam associação à renda da  disponibilidade  de  trabalho  familiar  e  contratado  e dos  recursos  humanos  (idade  do agricultor e grau de instrução).  

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Ano: 2019

Autor (es):
Luis Augusto Araújo
Marcelo Alexandre de Sá
Marcia Mondardo

Análise de indicadores da dinâmica da estrutura produtiva e econômica na fruticultura catarinense (2002-2019)

Na análise da dinâmica produtiva e econômica da fruticultura catarinense é importante observar a evolução das culturas nas microrregiões estaduais com maior concentração e especialização como a bananicultura e a cultura da maçã que apresentam grande representação nacional. E ainda culturas mais recentes com grande ampliação de área e produção como a do maracujá. A pesquisa de indicadores regionais de concentração, especialização e participação setorial da fruticultura é relevante para aprimorar outros estudos sobre a dinâmica das cadeias produtivas da agricultura no estado catarinense e gerar informações para melhoria na coordenação e no planejamento agrícola setorial e público.

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Autores
Rogério Goulart Junior, Dr. (Epagri/Cepa)
Luiz Henrique de Sousa (SAR e Udesc)

Evolução do abate de suínos em Santa Catarina (2013/2018): Entre a consolidação e concentração agroindustrial

A suinocultura é uma das principais atividades agropecuárias de Santa Catarina. Contudo, nas últimas décadas percebe-se uma retração na sua abrangência social, tanto no setor primário quanto no segmento industrial. Este artigo busca analisar a concentração e evolução do setor de abate de suínos em Santa Catarina entre os anos de 2013 e 2018. Verificou-se que o número de frigoríficos caiu 23,9%, com maior variação os que possuem inspeção municipal (-43,3%). Os frigoríficos com SIF foram responsáveis por 88,5% dos suínos abatidos em 2018, e os com SIE e SIM representaram 11,2% e 0,4%, respectivamente. Os frigoríficos que abateram mais de 1 milhão de animais por ano responderam por 13,0% dos abates em 2013 e 34,8% em 2018, enquanto os com menos de 10 mil suínos passou de 3,3% para 1,2%. Em 2018, os quatro maiores grupos empresariais ou cooperativas responderam por 78,7% dos animais abatidos.  

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Ano: 2018

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl
Marcia Mondardo

Aspectos socioeconômicos da região de São Joaquim (SC): Perspectivas para indicação geográfica da maçã Fuji

A Lei brasileira 9.279/1996, que regula os direitos e obrigações da propriedade industrial, define que uma Indicação Geográfica de Denominação de Origem (DO) indica o nome do local para designar um produto ou serviço, cujas qualidades ou características devem ser determinadas pelo ambiente geográfico, com a inclusão de recursos naturais e de fatores humanos (FERREIRA et al, 2013; PIMENTEL, 2013). Na região de produção da maçã Fuji de São Joaquim, em Santa Catarina, o ambiente natural define características peculiares à maçã Fuji produzida em altitudes acima de 1.100 metros e com horas de frio acumuladas acima da média brasileira. Isso despertou o interesse da associação de produtores locais em desenvolver o processo de registro da modalidade de  Denominação de Origem (DO) no INPI.  Este artigo analisa características socioeconômicas municipais relacionadas à  produção de  maçãs na região,  com indicadores  demográficos,  produtivos e  econômicos  do territórios.  
 

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Ano: 2020

Autores:
Rogério Goulart Júnior;
Léo Teobaldo Kroth

Mudanças na dinâmica e na distribuição geográfica da bovinocultura catarinense (1990/2022)

O presente trabalho analisa as mudanças geográficas na distribuição do rebanho bovino, da produção de leite e de carne em Santa Catarina, ocorridas a partir do início dos anos 1990, com o objetivo de compreender a dinâmica e subsidiar os processos de tomada de decisão vinculados à bovinocultura no estado. Para tanto, utilizou-se dados do IBGE e da Cidasc, tendo como base de análise as seis mesorregiões de Santa Catarina. Conforme evidenciam os dados, entre 1990 e 2022 o rebanho bovino catarinense cresceu 49,7% e observou-se altas em todas as mesorregiões, com destaque para o Oeste Catarinense (85,1%) e o Sul Catarinense (70,9%). Com isso, o Oeste Catarinense ampliou ainda mais sua participação na composição do rebanho, passando de 37,6%, em 1990, para 46,5%, em 2022. A mesorregião Serrana, por sua vez, reduziu sua participação de 23,9% para 18,0%. No período analisado, também se observou alterações na origem da produção estadual de leite. Entre 1990 e 2022, a produção catarinense registrou alta de 384,7%, em grande parte puxada pela mesorregião Oeste Catarinense, com crescimento de 765,2%. O Sul Catarinense também apresentou alta expressiva de 400,2%. Com isso, a participação da mesorregião Oeste na produção estadual passou de 42,3%, em 1990, para 75,4%, em 2022. Por outro lado, o Vale do Itajaí, que em 1990 respondia por 22,3% da produção, respondeu por apenas 7,4% em 2022. No caso dos abates, destacam-se novamente as mesorregiões Oeste e Sul, com altas de 27,0% e 31,0%, respectivamente, entre 2010 e 2022. A maior variação negativa foi registrada na mesorregião Serrana (-17,2%). Conclui-se que ocorreram mudanças expressivas na distribuição do rebanho e da produção de leite e carne bovina em Santa Catarina no período analisado. Enquanto o Oeste Catarinense e o Sul Catarinense ampliaram seu protagonismo, as mesorregiões Serrana e Vale do Itajaí reduziram sua participação em atividades nas  quais anteriormente se destacavam, o que demonstra uma reconfiguração da pecuária bovina catarinense. 

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Autores:
Alexandre Luís Giehl – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br
Tabajara Marcondes –  tabajara@epagri.sc.gov.br

Caracterização da cultura da pitaya: produção e comercialização no Sul Catarinense

stra representa 43,6% da área de lavouras permanentes, sendo uma opção para o plantio em pequenas áreas. Na composição da renda dos produtores a lavoura permanente representa 41,7% da renda, sendo que 28,8% da renda total é proveniente da pitaya. Na safra 2021/22, entre os principais canais de distribuição e comercialização da produção, os intermediários representam 44,5%, as cooperativas 26,5% e o Ceasa-SC 15,9% do destino das vendas. Entre os principais entraves encontrados na cultura da pitaya acima de 30% estão: o preço baixo da fruta, a ocorrência de pragas e doenças, preço alto dos insumos e a falta de defensivos registrados para a cultura. Assim, a ampliação da produção e comercialização da cultura da pitaya confirma a importância de pesquisas e estudos sobre novas culturas frutícolas no estado catarinense. 

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Autores
Rogério Goulart Junior (Epagri/Cepa)
Janice Maria Waintuch Reiter (Epagri/Cepa)
Diego Adílio da Silva (Epagri/GRCR)

Fruticultura catarinense: evolução recente das principais frutas entre 2015 e 2021(22)

Em Santa Catarina as principais lavouras permanentes de frutas representam em média 53 mil hectares colhidos com 12 mil produtores e produção média de 1,48 milhão de toneladas gerando cerca de R$1,9 bilhão de valor bruto da produção frutícola no estado. Entre as frutas produzidas no estado tem destaque a maçã, pera, pêssego, maracujá, banana e uva na
posição do ranking de nacional de produção em 1º, 2º, 3º, 3º, 4º e 6º, respectivamente (IBGE, 2022). No estudo, as principais frutas catarinenses de clima temperado e subtropical em quantidade produzida estadual, foram: banana, maçã, uva, maracujá, pêssego/nectarina, laranja, tangerina e pera. Assim, o objetivo do estudo foi verificar a evolução da produção das principais culturas frutícolas e as taxas de crescimento de indicadores como: número de produtores, área média por produtor produção e produtividade média. Esses indicadores por cultura podem ser utilizados para o planejamento agrícola e econômico do setor no estado catarinense e comparativo para outras unidades da federação. 

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Autores:
Rogério Goulart Junior – rogeriojunior@epagri.sc.gov.br
Alceu Assis José Vicente –  alceuvicente@epagri.sc.gov.br
Sergio Neres da Veiga –  sergioveiga@epagri.sc.gov.br

A região dos vinhos de altitude de Santa Catarina: em busca de uma indicação de procedência

Na região dos vinhos de altitude catarinense existem algumas características regionais especiais da produção, como altitude e frio, que favorecem o desenvolvimento de frutas temperadas, principalmente maçã, uva, pêssego, ameixa e goiaba serrana, uma fruta nativa da região. A viticultura é tradicional em várias regiões do estado. Na década de 1990, novas áreas começaram a se destacar, como a região de altitude. O Brasil busca definir uma identidade para seus vinhos, com produção de qualidade em regiões específicas. A indicação geográfica é uma opção para melhorar a identidade e aumentar a competitividade. Nos anos 2000, a pesquisa se intensificou para desenvolver o potencial regional para a produção de uvas e vinhos finos. Assim, os produtores associados de “vinhos de altitude” estão solicitando o registro da IG. Desde então, a região passou a receber investimentos para a implantação de vinhedos e vinícolas. 

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Ano: 2020

Autores:
Léo Teobaldo Kroth;
Rogério Goulart Júnior;
Janice Maria Waintuch Reiter

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Observatório Agro Catarinense
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