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SC bate novo recorde no agro com VPA de R$ 75,1 bilhões e crescimento de 12% em 2025

Após um ano de retração, o agronegócio catarinense voltou a ganhar fôlego em 2025, impulsionado pela normalização das condições climáticas, pela recuperação dos preços e pela expansão da produção física. O resultado foi o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) da série histórica, que alcançou R$75,1 bilhões, com crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões registrados em 2024. Descontada a inflação, o avanço real foi de 12,5%, revertendo a queda real de 4,3% observada no ano anterior e consolidando uma trajetória de crescimento médio real de 4,3% ao ano na última década.

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Cedup de Água Doce realiza colheita de feijão e soja em atividades práticas de aprendizado

No dia 23 de abril estudantes do curso técnico em Agropecuária do Cedup de Água Doce, instituição administrada pela Epagri em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED), participaram da colheita da lavoura de feijão. Foram cultivadas quatro variedades desenvolvidas pela Epagri/Cepaf; três do grupo preto (SCS208 Cronos, SCS206 Potência e SCS204 Predileto) e uma pertencente ao grupo carioca (SCS207 Querência). A extensionista da Epagri, Marianne de Oliveira, explica que os alunos utilizaram parcelas experimentais, sob os mesmos tratos culturais, o que possibilitou o acompanhamento das diferentes fases de desenvolvimento da planta. A colheita resultou em 10 sacas, destinadas à alimentação escolar.

Inovação agrícola da Epagri cultiva o conhecimento no Cedup de Água Doce (Fotos: Divulgação/Epagri)

Nas atividades, que integraram teoria e prática de forma interdisciplinar, os alunos aplicaram processos tradicionais da agricultura familiar, como o arranquio, o amontoamento e a bateção do feijão. Segundo Marianne “as práticas agrícolas tradicionais permitem que os alunos compreendam técnicas aplicáveis à realidade das propriedades rurais, em especial da agricultura familiar”.

A colheita integra o processo de consolidação dos conhecimentos básicos sobre os principais cultivos agrícolas, fundamentais para a formação dos futuros técnicos agrícolas. O conteúdo teórico foi repassado durante as aulas, onde os jovens trabalharam aspectos como as metodologias de estimativa de produtividade e perdas na colheita. No campo, os estudantes puderam aplicar esses conceitos, fortalecendo a aprendizagem e aproximando ainda mais o ensino da realidade rural.

Primeira colheita de soja marca novo capítulo na história do Cedup de Água Doce 

O mês de abril representou também um importante marco para o Cedup de Água Doce com a primeira colheita de soja da instituição. A atividade seguiu a mesma organização teórico-metodológica aplicada no cultivo do feijão, integrando conteúdos conceituais sobre a cultura da soja ao acompanhamento prático das lavouras. 

Os alunos do segundo ano estimaram uma produtividade de 73 sacas por hectare. Com a colheita, concluída no dia 28 de abril, o resultado final foi de 71 sacas por hectare, indicador muito próximo do estimado. Essa experiência permitiu que os alunos comparassem os cálculos prévios com os dados reais da lavoura, reforçando a importância da vivência prática como ferramenta de aprendizagem e demonstrando de forma concreta como a teoria se conecta à realidade do campo.

Primeira colheita de soja trouxe aprendizado sobre perdas e produtividade

Outro aspecto abordado foi o impacto econômico das perdas na lavoura. Acompanhados dos professores Júnior Proner e Marcos Roberto Klotz, que ministram a disciplina de Mecanização e Culturas, os estudantes realizaram uma atividade prática onde identificaram 1,89 sacas por hectare de grãos não aproveitados, sendo que em condições ideais, perdas entre 0,5 e 1,0 sacas por hectare são consideradas aceitáveis. Com base nos indicadores e no processo de cultivo e colheita, eles concluíram que as perdas podem ocorrer tanto na fase de pré-colheita, devido a fatores naturais ou acamamento, quanto na operação mecanizada, especialmente relacionados à plataforma de corte e à regulagem da máquina. Esses resultados evidenciam que perdas acima do limite representam impacto econômico direto ao produtor, reforçando a necessidade de ajustes adequados na colheitadeira e do controle da velocidade de operação para evitar danos ao plantio 

Marianne relata que os alunos gostaram muito da experiência. Ela observa que “eles demonstraram muito entusiasmo, principalmente por se tratar da primeira colheita de soja realizada aqui na escola. Houve grande participação nas atividades, onde eles aproveitaram para tirar  dúvidas”. O Cedup de Água Doce pretende realizar novas atividades práticas ao longo do ano, como a regulagem de semeadoras para culturas de inverno, o plantio de aveia, a determinação do ponto ideal de colheita do milho e a observação e acompanhamento do Azevém SCS316 CR Alto Vale, desenvolvido pela Epagri, para o pastejo dos animais. 

A extensionista destaca que a atuação da Epagri nas escolas de ensino agrotécnico é estratégica para qualificar a formação profissional, ao integrar pesquisa, extensão rural e ensino em um mesmo ambiente. Ela salienta que “isso permite que os estudantes tenham acesso à inovação e tecnologias, como os cultivares desenvolvidos pela Epagri que são adaptados à realidade catarinense”. Marianne acredita ainda que essa integração contribui para que as instituições de ensino estejam mais conectadas às demandas do setor agropecuário de Santa Catarina.

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Valorização do feijão se mantém de abril a maio em Santa Catarina

A valorização do feijão se intensificou ao longo de abril e se confirmou no fechamento do mês em Santa Catarina. O feijão-carioca subiu 9,23% em relação a março, com preço médio de R$ 259,29 por saca de 60 quilos, enquanto o feijão-preto avançou 2,18%, cotado a R$ 159,43. As informações integram o Boletim Agropecuário de maio, publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). 

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Agro de Santa Catarina bate recorde e VPA atinge R$ 74,9 bilhões em 2025

Com produção em alta, preços favoráveis e forte peso nas exportações, o agronegócio catarinense viveu um ano histórico em 2025. O desempenho do setor é detalhado no boletim técnico Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina, elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Epagri, e publicado neste mês de abril.

Os números confirmam a força do agro no Estado. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões em 2025, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a combinação de aumento de preços, que avançaram 6,3%, e de maior volume produzido, com alta de 9,5%.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a alta do desempenho foi impulsionada principalmente por milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avalia.

“O desempenho histórico de 2025 comprova a força do agronegócio catarinense, com crescimento expressivo da produção e recorde nas exportações. Mesmo com os desafios, o agro demonstrou que é gigante, impulsionado pelas políticas públicas e pelo trabalho de toda cadeia produtiva”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Além do mercado interno, o agro manteve protagonismo no comércio exterior. Em 2025, o setor respondeu por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que somaram US$ 7,9 bilhões, alta de 5,8% frente a 2024. O crescimento poderia ter sido maior, não fosse o impacto do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil a partir de agosto daquele ano.

Segundo o analista da Epagri/Cepa, o chamado tarifaço, com acréscimo de 40% sobre tarifas já existentes, atingiu especialmente produtos como madeiras, móveis de madeira e papéis. “Esses itens representam cerca de 80% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos, país que concentra aproximadamente 20% das vendas externas do Estado”, afirma Toresan.

 

Volatilidade de preços redefine a renda no campo

Já a viabilidade financeira da atividade para o produtor rural, o cenário foi marcado pela instabilidade dos preços. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural (Cepa), no período pós-pandemia, entre 2021 e 2025, a volatilidade do mercado passou a pesar mais sobre a renda do produtor do que as variações climáticas. Em quase todas as culturas analisadas, a oscilação de preços superou a de produtividade, com destaque para arroz, cebola e alho.

Agro de Santa Catarina tem ano histórico em 2025, com VPA de R$ 74,9 bilhões e mais de 65% das exportações do Estado (Foto: Divulgação Epagri)

De acordo com Luis Augusto Araujo, há diferenças importantes entre as safras. “As culturas de verão oferecem maior estabilidade e retorno sobre o capital investido, enquanto as de inverno podem gerar margens elevadas por hectare, mas com maior risco e exigência de capital. Em alguns casos, como o alho, a margem bruta pode ultrapassar R$ 70 mil por hectare”, destaca o analista da Epagri/Cepa .

Outro ponto central do boletim é o conceito de ponto de nivelamento, indicador que define o limite mínimo de preço e produtividade para viabilidade econômica. Culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola trabalham em patamares mais estreitos, aumentando a exposição a perdas em anos adversos.

 

Acesse o estudo completo

O boletim técnico Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina, com dados consolidados de 2025, está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense. A análise detalhada dos resultados pode ser conferida na entrevista exclusiva com os analistas da Epagri/Cepa, Luiz Toresan e Luis Augusto Araujo, disponível no vídeo abaixo.

Por: 

Cristiele Deckert

Jornalista | Bolsista Fapesc Epagri/Cepa

📧 cristieledeckert@epagri.sc.gov.br

 

Epagri já tem 520 alunos dos Cedups Agrotécnicos atuando como jovens aprendizes

Aline de Nardi de Morais, 16 anos, sempre gostou do campo, em especial da lida com os animais. A convivência com vacas, porcos e galinhas nas idas à casa da avó, no interior de Herval d’Oeste, na região do Meio-Oeste catarinense, foi despertando naquela menina a vontade de ficar no campo e trabalhar com os animais da fazenda. 

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É tempo de pinhão: colheita começa dia 1º de abril em Santa Catarina

 

Começou mais uma temporada de pinhão em Santa Catarina. Em cumprimento à lei estadual 15.457, de 17 de janeiro de 2011, a colheita foi liberada nesta quarta-feira, dia 1º de abril, com a promessa de aquecer a cozinha e a economia nos meses mais frios do ano.

Levantamento da Epagri estima que, em 2026, devem ser colhidas aproximadamente 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da Serra Catarinense, cerca de 32% a menos que em 2025, quando foram totalizadas 5,4 mil toneladasperfazendo uma movimentação de R$32 milhões. A expectativa, porém, com menos produto no mercado, é que o preço pago ao produtor mantenha-se ou até suba em relação a 2025, quando ficou na média de R$6,44 por quilo.

 

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Aveia branca, amarela ou ucraniana? Como diferenciar as espécies no campo e no laboratório

No Sul do Brasil, a época recomendada para formação de pastagens anuais de clima temperado (inverno) com aveias forrageiras é entre os meses de fevereiro a maio. No momento de escolher o cultivar indicado para a semeadura, o produtor e o técnico se deparam com um grande desafio: garantir forragem de qualidade para o gado durante o vazio forrageiro de outono até a primavera.

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Giro da Safra aponta produtividade do milho acima de 204 sc/ha no Meio-Oeste catarinense

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sc/ha. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Meio-oeste projeta safra de milho 2025/26 com produtividade média de 204 sc/ha (Foto: Sicoob SC/RS)

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Epagri e Sicoob realizam segunda fase do Giro da Safra do milho em Campos Novos

Giro da Safra do milho reúne Epagri e Sicoob para apresentar dados de produtividade e manejo das lavouras (Foto: Aires Mariga/Epagri)

A Epagri e o Sicoob SC/RS promovem a segunda fase da 3ª edição do Giro da Safra do milho grão em Santa Catarina. O encontro está marcado para o dia 25 de março, às 18h, na Sociedade Recreativa 7 de Setembro (Clube 7), em Campos Novos. Para facilitar a participação, será disponibilizado transporte aos produtores interessados, mediante inscrição junto às unidades locais da Epagri ou do Sicoob.

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Câmara Setorial debate arroz sustentável e oportunidades no mercado de créditos de carbono em SC

Representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições públicas participaram da reunião da Câmara Setorial do Arroz nesta quinta-feira (12), para discutir iniciativas estratégicas voltadas à produção de arroz com menor emissão de metano e à ampliação de oportunidades no mercado de créditos de carbono. O encontro foi realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA).

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