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Percepções sobre o ambiente externo e interno de propriedades rurais do Alto Vale do Itajaí

A gestão é uma tecnologia social que permite aos mais de 168 mil estabelecimentos agropecuários familiares de Santa Catarina construir seu futuro. O objetivo deste artigo é analisar as percepções de gestores de unidades de produção familiar do município de Imbuia, na Região do Alto Vale do Itajaí (estado de Santa Catarina), a partir de um conjunto de variáveis do ambiente externo e do ambiente interno que influenciam nas práticas de gestão adotadas nas unidades produtivas.

O presente trabalho utiliza a análise SWOT como instrumento metodológico principal, partindo de um conjunto pré-definido de variáveis. O estudo orientou-se pelos princípios da pesquisa qualitativa e quantitativa, de cunho exploratório e descritivo. Os dados utilizados nas análises foram obtidos dos questionários aplicados em unidades de produção familiar do município de Imbuia/SC, bem como dosoftware de contabilidade eletrônica Contagri.

Os resultados apontam que os gestores percebem as variáveis do ambiente externo preponderantemente como oportunidades, percepção que representa 53,2% do grau de importância total atribuído às mesmas. De forma mais significativa que o ambiente externo, o ambiente interno é percebido essencialmente como fortaleza, percepção que representa 81,5% das respostas
ponderadas. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Luis Augusto Araujo
Alexandre Luís Giehl
Antônio Marcos Feliciano
Claudimir Rodrigues

Estratégias de valorização dos produtos da agricultura tradicional em Biguaçu, SC: Perspectivas de mercado e conservação ambiental

A agricultura brasileira se desenvolve entre extremos: de um lado, sistemas retratados como de alta produtividade e eficiência e, do outro, sistemas tradicionais ditos de subsistência, muitas vezes estigmatizados como ineficientes e ambientalmente degradantes. Neste artigo apresentamos uma discussão acerca da revalorização do sistema tradicional de produção denominado roça de toco, no município de Biguaçu, SC. Apresentamos também as estratégias para acessar a mercados diferenciados que foram implementadas com base em inovação e organização coletiva dos agricultores. Essa transformação partiu do conhecimento das verdadeiras preocupações e anseios dos agricultores praticantes do sistema os quais, aliados ao processo participativo de planejamento, resultaram em inovações organizacionais, de gestão e de produto. Por meio de cooperação interinstitucional, houve uma reinterpretação e valorização da roça de toco, que se expressou pela regularização ambiental do sistema e pela criação de uma marca coletiva denominada “Valor da Roça”. O uso da marca tem auxiliado na diminuição da assimetria informacional e no aumento da renda dos agricultores. Em síntese, converteu-se um sistema contestado e desvalorizado socialmente em um sistema de produção ambientalmente responsável e reconhecido por seu diferencial em mercados de maior valor agregado. Artigo na integra

Ano: 2017

Autores:
Reney Dorow; Epagri/Cepa
Cíntia Uller Gómez
Elaine Bauer

Panorama da fruticultura catarinense: levantamento de dados para a safra 2014-15

O Estado de Santa Catarina é um importante produtor de frutas, especialmente maçã, banana, uvas, pêssego, maracujá, laranjas e frutas de caroço. Estima-se que cerca de 14 mil produtores cultivem mais de 55,0 mil hectares de frutas (de lavouras permanentes). Na fruticultura catarinense, a tomada de decisão para elaboração de projetos, o acompanhamento de safras e de mercados agrícolas e ações de agentes de mercado e de políticas públicas carece de dados e informações sistemáticos. Com isso, há a necessidade da organização e execução de levantamentos referentes às principais frutas de cultura de clima temperado e subtropical para estudos e análises sobre as diferentes cadeias envolvidas, como para ações de planejamento e fomento da fruticultura estadual. O artigo tem como objetivo traçar um panorama da fruticultura no estado de Santa Catarina com comparativo entre as safras 2012-13 e 2014-15, a partir de dados e informações atualizados sobre a produção e a evolução do setor, destacando principais frutas e as mesorregiões com referência à produção e o valor bruto da produção mais expressivo de cada cultura, entre outras variáveis pesquisadas. Como resultado são destacadas tendências das cadeias no recorte das mesorregiões geográficas com base nos levantamentos sistematizados nas pesquisas agrícolas municipais do IBGE e no levantamento da fruticultura comercial catarinense do Epagri-Cepa da Epagri. Artigo na integra

Ano: 2016

Autores:
Rogério Goulart Junior; Epagri/Cepa
Janice Maria Waintuch Reiter; Epagri/Cepa
Márcia Mondardo; Epagri/Cepa

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Observatório Agro Catarinense
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