Ir direto para menu de acessibilidade.

Oferta e demanda de milho e o desenvolvimento das cadeias produtivas de carnes no estado de Santa Catarina

O milho, cereal mais produzido e consumido no mundo, tem como principais produtores os Estados Unidos, China e Brasil. Os três países juntos somaram 670,36 milhões de toneladas no ano de 2017/18, 64,85% do total mundial de 1,03 bilhões de toneladas. Constitui num cereal de grande importância socioeconômica, cultivado em muitos países, sendo fundamental na cadeia produtiva de vários setores. No estado de Santa Catarina, o cultivo do milho tem importante participação nos sistemas produtivos dos agricultores e especialmente, para as cadeias produtivas de aves, suínos e bovinos. Nos últimos anos tem-se destacado também na produção de alimentos para a produção leiteira. No entanto, a produção de milho em Santa Catarina é insuficiente para atender demanda de milho no estado. Santa Catarina produz apenas 39% do milho que consome, o restante do grão depende de longo percurso rodoviário e fretes elevados para chegar ao estado. Este artigo se propõe a discutir se o déficit na produção de milho que enfrenta Santa Catarina se configura como fator de limitação da competitividade do setor produtivo de carnes e do crescimento econômico regional. O objetivo deste estudo é realizar um diagnóstico sobre o balanço entre produção e consumo de milho em Santa Catarina, uma análise dos efeitos da insuficiência da produção de milho no setor produtivo de carnes, e, por fim, avaliar a importância do setor da produção de carnes para a economia do estado. Artigo na integra

Ano: 2019

Autor (es):
Haroldo Tavares Elias, Epagri/Cepa
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa
Lilian de Pellegrini Elias, Unicamp

Intercooperação na cadeia de suprimentos do complexo carnes no estado de Santa Catarina

O presente trabalho tem por objetivo analisar a intercooperação, a gestão e a governança do setor cooperativo de Santa Catarina, voltado ao fortalecimento da cadeia de produção de milho, principal fator na competitividade da  cadeia de proteína animal catarinense. A intercooperação, associada à governança e à gestão estratégica setorial, mostrou-se eficiente e decisiva no incremento da produtividade do milho, trazendo relevantes benefícios na redução do déficit de energia para a cadeia de proteína animal. Destaca-se a atuação da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina como âncora na implantação do programa de incentivo à produção agrícola catarinense, denominado Terra Boa – Sementes de milho, gerando valor para os mais de 69 mil associados das 52 cooperativas agropecuárias do sistema OCESC. A intercooperação se apresentou como elemento decisivo para implementação de mecanismos de gestão profissional, liderança e consolidação setorial na produção agrícola estadual.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Reney Dorow, Epagri/Cepa
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa
Jurandi Teodoro Gugel, Epagri/Cepa

Produção de suínos em Santa Catarina: Uma análise da regionalização dos abates (2013-2018)

A produção de suínos é uma das mais importantes atividades agropecuárias de Santa Catarina, respondendo por 17,7% do VBP do setor. O estado é o maior produtor nacional, com 26% dos abates, sendo também o principal exportador de carne suína, responsável por mais de 50% das exportações brasileiras em 2018. Mais que uma atividade econômica, a suinocultura tem grande relevância social e cultural, estando presente no cotidiano dos agricultores catarinenses desde o século XIX. Com a colonização do oeste de Santa Catarina, principalmente por descendentes de imigrantes europeus, e o posterior desenvolvimento da atividade suinícola, a região tornou-se a principal produtora de suínos do estado. Em 2018, 78,3% dos suínos produzidos no estado eram provenientes da mesorregião Oeste Catarinense. Contudo, tendo em vista que nem sempre os animais são abatidos no mesmo município ou região em que são produzidos, o presente artigo busca analisar a distribuição do abate de suínos dentre as mesorregiões catarinenses, de forma compreender melhor a estruturação dessa cadeia, além de averiguar eventuais mudanças entre 2013 e 2018. Para realizar essa análise, foram utilizados dados provenientes das Guias de Trânsito Animal (GTA). Primeiramente, identificou-se 192 frigoríficos que abateram suínos em 2013, 51,0% dos quais localizados na mesorregião Oeste Catarinense, 16,7% no Vale do Itajaí, 16,1% no Sul Catarinense e os demais nas outras três mesorregiões do estado. Em 2018, embora o número total de abatedouros tivesse caído 24%, a distribuição praticamente não sofreu alterações, com o Oeste concentrando 51,4% dos abatedouros, Vale do Itajaí 17,1% e Sul Catarinense 16,4%.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

Participação da agricultura familiar na produção de perus, patos e marrecos em Santa Catarina

Santa Catarina destaca-se nacionalmente na produção de proteínas de origem animal, dentre as quais as carnes de perus, patos e marrecos. Além de sua importância econômica e social, essas atividades destacam-se também pelo aspecto cultural envolvido. O surgimento e estruturação da produção animal normalmente é associado à predominância da agricultura familiar e ao perfil da colonização do estado. Entretanto, nas últimas décadas análises
empíricas apontam a existência de um processo de verticalização da produção, que leva à exclusão dos produtores com menores escalas de produção. O presente artigo busca identificar a participação da agricultura familiar na produção de perus, patos e marrecos. Para isso, dentre os produtores que destinaram animais para abate em estabelecimentos com inspeção sanitária no período de 2014 a 2017, identificou-se aqueles que possuíam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Os dados demonstram que, na média dos quatro anos, 78,36% dos produtores de perus e 58,40% dos produtores de patos e marrecos enquadram-se na categoria de agricultor familiar. Além disso, os agricultores familiares foram responsáveis por, em média, 59,31% dos perus e 54,22% dos patos e marrecos produzidos no período analisado.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Jurandi Teodoro Gugel – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

Participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina

Santa Catarina destaca-se na produção de suínos e frangos, ocupando a primeira e a segunda colocações no ranking nacional, respectivamente. Essas atividades são responsáveis por 38,88% do VBP agropecuário do estado. O surgimento e estruturação dessas cadeias produtivas está associado à gênese e às características fundiárias do território catarinense, com predominância da agricultura familiar. Em todo o país os agricultores familiares têm papel relevante na produção de alimentos, como demonstrou o Censo Agropecuário de 2006. Entretanto, nas últimas décadas percebe-se um intenso processo de verticalização da produção, com redução no número de produtores e aumento das escalas. Diante desse cenário, questionase: qual é a participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina atualmente? Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl; Epagri/Cepa
Jurandi Teodoro Gugel; Epagri/Cepa
Márcia Mondardo; Epagri/Cepa
Tabajara Marcondes; Epagri/Cepa

Evolução do abate de suínos em Santa Catarina (2013/2018): Entre a consolidação e a concentração agroindustrial

A suinocultura é uma das principais atividades agropecuárias desenvolvidas em Santa Catarina, sendo responsável por parcela significativa do VBP e das exportações catarinenses. Contudo, nas últimas décadas, não obstante o crescimento de sua importância econômica, percebe-se retração na abrangência social da atividade, tanto no setor primário quanto no segmento industrial. O presente artigo busca identificar e analisar o grau de concentração e a evolução do setor de abate de suínos em Santa Catarina entre os anos de 2013 e 2018. A partir da análise dos dados, verificou-se que o número de frigoríficos caiu 23,9% no período considerado. A maior variação deu-se entre os estabelecimentos que possuem inspeção municipal (-43,3%), enquanto aqueles com inspeção estadual apresentaram queda de 17,9% e os com inspeção federal mantiveram o mesmo número. Artigo na integra

Ano: 2019

Autores:
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Márcia Mondardo – Epagri/Cepa

Produção de bovinos em Santa Catarina: Uma análise da regionalização dos abates (2013-2018)

A produção de carne bovina responde por 4,6% do VBP da agropecuária catarinense. Apesar disso, sua dinâmica é pouco conhecida. Neste estudo, buscou-se identificar a localização dos abatedouros de bovinos do estado, classificando-os segundo o tipo de inspeção, bem como o número de animais abatidos por mesorregião. Analisou-se também a evolução dos índices entre 2013 e 2018, tentando identificar tendências. Verificou-se que a mesorregião Oeste Catarinense concentra 41,4% dos abatedouros, a maioria com SIM. Contudo, o maior número de animais é abatido no Vale do Itajaí (49,8%), que reúne os maiores frigoríficos. Entre 2013 e 2018 o número de estabelecimentos caiu 18,7%, em especial pelo fechamento de unidades com SIM, a maioria no Oeste. Evidencia-se um processo de concentração, que se expressa pelo fechamento de abatedouros de menor porte, além da ampliação da participação do Vale do Itajaí nos abates. Tal situação tende a se acentuar com a expansão da zona livre de aftosa sem vacinação.  Artigo na integra

Ano: 2019

Autor:
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa

Caracterização e dinâmica do abate de bovinos em Santa Catarina

A produção de carne bovina é uma das principais atividades agropecuárias de Santa Catarina, sendo responsável por 4,6% do VBP agropecuário do estado e abrangendo mais de 33 mil produtores. Embora o rebanho e o  número de animais abatidos venham crescendo nos últimos anos, o estado produz apenas metade da carne bovina que consome. Não obstante sua relevância, há carência de informações sobre a cadeia da bovinocultura, em especial em relação ao abate. Em razão disso, o presente artigo busca caracterizar esse setor e compreender a dinâmica de funcionamento do mesmo. Verificou-se que, apesar do crescimento da produção, o número de frigoríficos caiu 18,7% entre 2013 e 2018. A maior queda foi observada entre os estabelecimentos com SIM, cujo número foi reduzido em 26,8%, enquanto aqueles que possuem SIE registraram retração de 14,4% e os que contam com SIF mantiveram seu número inalterado. Observou-se também que os estabelecimentos com SIE foram responsáveis por 76,9% dos bovinos abatidos em 2018, enquanto as unidades com SIF representaram 18,3% e
aquelas com SIM responderam por 4,8%. Em relação a 2013, houve crescimento na participação dos estabelecimentos com SIE e queda na participação dos abatedouros com SIM. Em 2013, os estabelecimentos que abatiam mais de 5.000 bovinos por ano representavam 67,7% da produção, montante que passou para 77,2% em 2018. No outro extremo, aqueles que abatem até 500 animais por ano respondiam por 3,2% em 2013, caindo para 1,2% em 2018. Esses dados demonstram um processo de concentração expressivo em curso. Se, por um lado, isso possibilita um ganho de escala e de eficiência produtiva, por outro, tem como efeito colateral a exclusão dos frigoríficos que não conseguem se adequar às mudanças, além dos produtores que não atendem aos novos padrões. Além dos aspectos econômicos, é necessário considerar as consequências sociais desse processo, uma vez que ele afeta dinâmicas locais de desenvolvimento. Artigo na integra

Ano: 2019

Autor (es):
Alexandre Luís Giehl, Epagri/Cepa
Márcia Mondardo, Epagri/Cepa

Ambiente externo e interno de estabelecimentos agropecuários na perspectiva de agricultores familiares do Rio Grande do Sul

Os agricultores buscam construir o seu futuro a partir da prática de gestão e de suas decisões. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir a percepção de agricultores familiares sobre um conjunto de variáveis do ambiente externo e interno de estabelecimentos agropecuários do Rio Grande do Sul. Fez-se a opção pela abordagem de pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com amostra selecionada intencionalmente. Os dados foram obtidos da aplicação de questionário, concebido para obter a avaliação dos agricultores sobre as variáveis do ambiente, previamente definidas. Os resultados demonstraram o predomínio da percepção de ameaças, em relação às variáveis associadas ao ambiente externo. Entre as variáveis percebidas como maior ameaça estão os preços dos insumos, as alterações na legislação tributária, a entrada de novas unidades de produção e as alterações na legislação trabalhista. Por outro lado, em relação as variáveis do ambiente interno prevaleceram a percepção de fortaleza, e entre as mais intensamente percebidas como fraqueza estão a participação em atividades de educação ambiental, as condições climáticas na propriedade, o uso do computador para a gestão, o uso da internet para a gestão e a situação das vias de acesso. Presume-se que as ameaças e fraquezas associadas as fortalezas e oportunidades, influenciam a criação de estratégias e as práticas de gestão. Entende-se que a abordagem da Visão Baseada em Recursos (VBR) e do viés cognitivo na tomada de decisão, representam possibilidades de aprofundamento de estudos a partir da percepção dos agricultores. De forma mais abrangente, deduz-se que pensar novas estratégias e produzir inovações, a partir de seus recursos internos e das transformações do ambiente externo em que operam, são desafios dos agricultores na busca pela prosperidade dos estabelecimentos agropecuários. Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Luis Augusto Araujo; Epagri/Cepa
Claudimir Rodrigues; Souza Cruz
Elizabete Catapan; EGC/UFSC
Reney Dorow; Epagri/Cepa

Capacidade de usar a informação e renda de agricultores do sul do Brasil: uma visão baseada em recursos (VBR)

A prosperidade dos estabelecimentos agropecuários depende de como os agricultores usam a informação para as decisões estratégicas. O estudo investiga a associação entre as capacidades percebidas em usar a informação e a heterogeneidade de renda de agricultores da Região Sul do Brasil, tendo como referência a Visão Baseada em Recursos (VBR). A abordagem de pesquisa é qualitativa e quantitativa e os dados obtidos da aplicação de questionário e da técnica de grupo focal. Os resultados evidenciaram que as capacidades percebidas no uso de fluxo de caixa, de computador, de internet e na disponibilidade de meios de comunicação estão associadas positivamente com a renda. A pesquisa em sua face qualitativa demonstrou a importância manifestada pelos agricultores em relação a aspectos mais pessoais e que vão além desses relacionados às tecnologias de informação e comunicação. Em termos de tendências para o futuro, presume-se que os agricultores serão continuamente desafiados a ampliarem a capacidade de processar as infomações e de produção de conhecimento novo.  Artigo na integra

Ano: 2018

Autor (es):
Luis Augusto Araujo; Epagri/Cepa
Antônio Marcos Feliciano; Epagri/Cepa
Marcelo Alexandre de Sá; Epagri/Cepa
Márcia Mondardo; Epagri/Cepa

Início da página
Acessar o conteúdo
Observatório Agro Catarinense
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.