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05/05/2025 | Geral

Fruta nativa do Sul do Brasil, goiaba-serrana encerra colheita em Santa Catarina neste mês

A goiaba-serrana, nativa do Sul do Brasil, é cultivada por agricultores familiares no Planalto Serrano Catarinense e se destaca pelo aroma intenso, alto valor nutricional e potencial de mercado. Por Epagri

Entre março e maio, o Planalto Serrano Catarinense é tomado por um aroma marcante: é tempo de colheita da goiaba-serrana, fruta nativa do Sul do Brasil conhecida pelo perfume intenso e sabor doce-acidulado.  Em Santa Catarina, a fruta é cultivada por cerca de 20 agricultores familiares em aproximadamente 20 hectares, com produtividade média de 15 a 20 toneladas por hectare.

A planta ocorre naturalmente em altitudes acima de 800 metros, associada aos biomas Mata Atlântica e Pampa (Foto: Nilson Teixeira)

A goiabeira-serrana (Acca sellowiana) passou a ser cultivada comercialmente no estado a partir da década de 1980, graças a um programa de pesquisa e domesticação da espécie coordenado pela Epagri em parceria com a UFSC, Udesc e produtores locais.   A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) é o órgão do Governo do Estado responsável pela produção de ciência, tecnologia e assistência técnica aos agricultores e pescadores catarinenses. Está vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

Segundo Maêve Silveira Castelo Branco, líder do Programa de Fruticultura da Epagri nas regiões de Lages e São Joaquim, o cultivo tem se mostrado uma alternativa lucrativa para diversificação da renda em propriedades familiares. Hoje, os produtores recebem em média R$15,00 por quilo da fruta in natura, que chega ao mercado final por valores que variam de R$20 a R$30.

De aparência semelhante à goiaba comum, a goiaba-serrana tem casca verde mesmo quando madura (Foto: Nilson Teixeira/Epagri)

A planta ocorre naturalmente em altitudes acima de 800 metros, associada aos biomas Mata Atlântica e Pampa. De aparência semelhante à goiaba comum, a goiaba-serrana tem casca verde mesmo quando madura. Apenas a polpa é consumida in natura — uma massa gelatinosa de cor clara, altamente aromática e sabor agridoce.

Além do consumo fresco, a fruta é versátil e pode ser usada na produção de sucos, geleias, doces em pasta ou corte, licores, sorvetes, molhos e até espumantes artesanais.

 

Pesquisa e melhoramento genético

Desde 1980, Epagri conduz um programa de melhoramento genético da goiabeira-serrana. Até agora, cinco cultivares foram lançados: Alcântara, Nonante, Helena, Mattos e Pierri. O principal diferencial entre eles é o período de maturação, o que permite aos produtores escalonar a colheita.

A goiaba-serrana é considerada uma “superfruta” por sua riqueza em antioxidantes e outros nutrientes (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Em 2019, a Epagri lançou o livro A cultura da goiabeira-serrana, com informações técnicas sobre o cultivo, manejo fitotécnico e fitossanitário. A obra, organizada pelo pesquisador Leonardo Araujo, coordenador dos estudos com a espécie na Empresa, é voltada para professores, técnicos, agricultores e demais interessados.

A goiaba-serrana é considerada uma “superfruta” por sua riqueza em antioxidantes, compostos fenólicos, vitamina C, vitaminas do complexo B e minerais. “Ela é altamente aromática e rica em nutrientes”, destaca Araujo.

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Observatório Agro Catarinense

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