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19/03/2026 | Produção Agropecuária

Safra de pinhão deve ser inferior em 2026, mas preço deve compensar queda de produção

A colheita de pinhão começa em 1º de abril com queda de 32% na Serra Catarinense, entretanto preços elevados devem sustentar a renda de cerca de 10 mil famílias Por Epagri

No próximo dia 1º de abril, Santa Catarina inicia mais uma colheita de pinhão. A região serrana, com enormes florestas de araucária, é a que concentra a maior produção no Estado. Em 2025, foram colhidas 5,4 mil toneladas nos 18 municípios da Serra, perfazendo uma movimentação superior a R$ 32 milhões. 

A previsão para este ano, porém, é de que a colheita seja 32% inferior, ficando na casa das 3,7 mil toneladas. Por outro lado, a expectativa é de que a famosa lei da oferta e da procura entre em vigor, e os preços sejam iguais ou até maiores que em 2025, quando ficaram na média de R$ 6,44 por quilo pago ao produtor.

Colheita do pinhão movimentou R$ 32 milhões em 2025 na Serra Catarinense.
(Foto: Pablo Gomes/Epagri)

Na Serra de SC, 10 mil famílias têm o pinhão como fonte de renda

Em toda a Serra Catarinense, estima-se que, das 34 mil famílias rurais cadastradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10 mil, ou 30% delas, tenham o pinhão na composição de renda.

“Em 2025, a colheita já havia sido menor em relação a 2024. E agora deve cair novamente. Em contrapartida, os valores pagos aos extrativistas deve compensar esta queda. Por isso, a Epagri acompanha os dados juntos aos municípios e oferece apoio técnico aos produtores para que possam aproveitar o máximo possível da safra, com segurança na colheita e qualidade na venda”, diz o gerente regional da Epagri em Lages, José Márcio Lehmann.

Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

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