Ir direto para menu de acessibilidade.
26/08/2026 | Boletim Agropecuário

Safras catarinenses de cebola e alho apontam desafios

Dados da Epagri/Cepa mostram redução da área cultivada e preocupação com o clima e a rentabilidade dos produtores Por Cristiele Deckert

O alho e a cebola têm grande importância econômica e social para Santa Catarina, gerando renda e movimentando a economia de diversas regiões produtoras. Dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) mostram que a última safra foi marcada por um contraste: produtividade recorde no campo e preços abaixo dos custos de produção.

Apesar da alta produtividade, custos elevados e preços baixos deprimem a rentabilidade dos produtores catarinenses de alho e cebola (Foto: Epagri / Arte: IA)
Apesar da alta produtividade, custos elevados e preços baixos deprimem a rentabilidade dos produtores catarinenses de alho e cebola (Foto: Epagri / Arte: IA)

Para o novo ciclo, as duas culturas já estão totalmente implantadas. A expectativa é de redução da área cultivada e da produção, enquanto as condições climáticas previstas aumentam a preocupação dos produtores.

 

Cebola

A última safra registrou produtividade média de 32.951 quilos por hectare, a maior desde, pelo menos, 2012. O resultado foi favorecido pelas boas condições climáticas e pelo manejo das lavouras.

Apesar disso, a rentabilidade foi prejudicada. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, o preço médio ponderado recebido pelo produtor foi de R$ 1,08 por quilo, abaixo do custo de produção referencial, de R$ 1,75 por quilo. A elevada oferta no mercado brasileiro pressionou as cotações.

Na safra atual, a área cultivada caiu de 19.120 para 16.322 hectares, redução de cerca de 15%. A produção estimada é de 498.060 toneladas, 21% menor que as 630.028 toneladas colhidas na safra anterior.

 

 

Alho

O alho também alcançou produtividade recorde, com média de 11.831 quilos por hectare na última safra.

Os bons resultados no campo, no entanto, não foram suficientes para garantir rentabilidade. Entre janeiro e junho de 2026, o preço médio ponderado recebido pelo produtor foi de R$ 6,42 por quilo, enquanto o custo de produção referencial chegou a R$ 9,70.

Para a nova safra, a área cultivada caiu de 747 para 623 hectares, redução de quase 17%. A expectativa é que a produção passe de 8.838 toneladas, em 2025, para 7.043 toneladas, queda de pouco mais de 20%.

 

Estratégias para reduzir riscos no campo 

O principal desafio das duas culturas continua sendo a volatilidade dos preços, definidos pela oferta e demanda do mercado. Por isso, além do manejo das lavouras, os produtores precisam buscar estratégias para reduzir riscos.

A analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Lillian Bastian, destaca alternativas para enfrentar os desafios da atividade, como a diversificação das atividades, o seguro agropecuário, o beneficiamento e melhorias na secagem e no armazenamento.

“O excesso de chuvas previsto para os próximos meses pode afetar o manejo e a produção, exigindo mais planejamento dos produtores”, alerta Bastian.

Segundo a analista, os cuidados também devem se estender ao pós-colheita, especialmente nos processos de cura, secagem e armazenamento das cebolas. A orientação técnica será fundamental para auxiliar os produtores nesse processo.

Início da página
Acessar o conteúdo
Observatório Agro Catarinense
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.